Especialistas
explicam como manter a performance cerebral ativa em todas as idades e períodos
da vida.
Mistério e curiosidade sempre
cercaram o funcionamento da mente humana. Há descobertas incríveis por aí,
assim como grandes dúvidas e perguntas sem respostas. Em um ponto,
psicanalistas, neurologistas, psiquiatras e neurocientistas concordam: é
preciso manter a mente trabalhando, estimulada e ativa em qualquer idade.
Médico, neurocientista e professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rogério Panizzutti – envolvido
em vários estudos sobre a ginástica cerebral, sendo que entre os anos de 2013 e
2014 conduziu pesquisas sobre sua eficácia, comprovando, entre tantos
benefícios, que ela melhora as habilidades da memória – afirma que “estimular o
cérebro é sempre saudável”. Ele explica que “a capacidade cerebral das pessoas
começa a declinar a partir dos 30 anos em termos de velocidade, em algumas de
forma mais lenta e, em outras, de maneira mais rápida. O impacto na vida da
pessoa dependerá do grau de comprometimento. Acima dos 60 anos, é maior”. Se a
capacidade cerebral começa a declinar tão cedo (30 anos), por outro lado,
Panizzutti avisa que “quem mantém a mente ativa tende a protegê-la contra o
declínio”.
Obviamente, afirma o neurocientista,
no dia a dia trabalhamos o cérebro com as funções que desempenhamos. Mas o
valor da ginástica cerebral é que “ela funciona ao mantê-lo em forma”.
Panizzutti reconhece que o excesso de informação é um desafio “porque a grande
questão está na filtragem, já que nossa capacidade de memorizar é limitada”.
Portanto, temos de aprender a reter e filtrar informações.
Rogério chama a atenção que, cada vez mais, “as pessoas tendem a fazer duas coisas ao mesmo tempo, as multitarefas. O que se mostra com isso são resultados piores. Ou seja, é melhor fazer uma coisa de cada vez. Caso contrário, há um custo para o cérebro. A eficiência e a eficácia serão menores”.
Para ativar o cérebro é preciso treiná-lo. “Se para manter o corpo físico é melhor subir de escada do que de elevador, o equivalente vale para o cérebro, ou seja, adote atividades que o estimulem. É o que chamamos de construção de reserva cognitiva, que é a capacidade de se conectar com o mundo”, ensina o professor.
TESTES EFICAZES
Manter o nível de performance de aprendizagem verbal e tarefas de memória são fundamentais para retardar ou diminuir a taxa de declínio na aprendizagem verbal e memória, principalmente dos idosos. Para ajudar todas as idades, Rogério Panizzutti avisa que “exercícios específicos computadorizados têm importância maior (tema de estudos na Alemanha e na Califórnia nos anos 1990). Há vários tipos de testes cientificamente comprovados e disponíveis na internet. A vantagem é que o computador desafia e se ajusta à capacidade da pessoa, é no ritmo dela. O desafio é o acesso, uso e manuseio do computador. Para quem tem dificuldade é necessário auxílio”.
Rogério chama a atenção que, cada vez mais, “as pessoas tendem a fazer duas coisas ao mesmo tempo, as multitarefas. O que se mostra com isso são resultados piores. Ou seja, é melhor fazer uma coisa de cada vez. Caso contrário, há um custo para o cérebro. A eficiência e a eficácia serão menores”.
Para ativar o cérebro é preciso treiná-lo. “Se para manter o corpo físico é melhor subir de escada do que de elevador, o equivalente vale para o cérebro, ou seja, adote atividades que o estimulem. É o que chamamos de construção de reserva cognitiva, que é a capacidade de se conectar com o mundo”, ensina o professor.
TESTES EFICAZES
Manter o nível de performance de aprendizagem verbal e tarefas de memória são fundamentais para retardar ou diminuir a taxa de declínio na aprendizagem verbal e memória, principalmente dos idosos. Para ajudar todas as idades, Rogério Panizzutti avisa que “exercícios específicos computadorizados têm importância maior (tema de estudos na Alemanha e na Califórnia nos anos 1990). Há vários tipos de testes cientificamente comprovados e disponíveis na internet. A vantagem é que o computador desafia e se ajusta à capacidade da pessoa, é no ritmo dela. O desafio é o acesso, uso e manuseio do computador. Para quem tem dificuldade é necessário auxílio”.
A psiquiatra e psicanalista Marília
Brandão Lemos Morais reforça que os exercícios para o cérebro são fundamentais
“para estimular a neuroplasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de
criar novos circuitos e caminhos neuronais. É a forma de o cérebro mudar
configurações funcionais e químicas como reações aos estímulos externos”. Na
opinião da médica, nenhum excesso é bom. No entanto, ela garante que quanto
mais estimulado, mais o cérebro criará as redes sinápticas para mantê-lo ativo.
“A preocupação deve ser em exercitá-lo a vida inteira, o tempo todo,
independentemente da idade. Jogo da memória, estudar outra língua, exercícios
físicos, aprender a tocar um instrumento musical, leitura, enfim. Vale destacar
que a quantidade excessiva de informação desconcentra, a pessoa não lembra. O
benefício está na atividade centrada, com foco”, ressalta.
TREINAMENTO
Ana Maria Cordeiro Andrade, coordenadora pedagógica da Escola Supera – Ginástica para o Cérebro, unidade Savassi, em Belo Horizonte, enfatiza que “nosso cérebro tem 86 bilhões de células e por princípio é preguiçoso. A natureza trabalha com economia de energia e o cérebro gasta o menos possível, é o que chamamos de sempre viver na zona de conforto”. Assim, ela enfatiza, “o Supera, que não é um método de reabilitação, propõe tirar o cérebro dessa zona de conforto. Uma analogia é: se você vai à academia para mexer o corpo, precisa exercitar o cérebro para mantê-lo ativo. E ele é trabalhado à medida que é estimulado. Aí, ele responde”.
Ana Maria enfatiza que a escola atende desde crianças a partir dos 5 anos a adultos, sem limite de idade. E cada fase terá seus benefícios. “A criança ganhará facilidade de estudo, com mais foco, concentração, disciplina e atenção. Os jovens estudando para o vestibular ou os que vão entrar no mercado de trabalho, vão estimular o pensamento lateral, que é conseguir olhar o problema de outro modo e buscar solução inusitada, fora do óbvio, do padrão e do comum. Vão trabalhar para buscar recursos em todos os meios para perceber outra ótica. E o idoso, como toda matéria viva, degenera e a memória diminuiu. E como disse a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 'a atenção é a porta da memória'. Então, vamos buscar, além da memória, a concentração, atenção, raciocínio e foco”.
De acordo com Ana Maria, nos dias atuais temos estímulos demais “e não prestamos atenção em nenhum deles”. Ela diz que o fundamental é prezar pelas seguintes habilidades: raciocínio lógico, habilidade espacial, memória, linguagem, atenção e relações socioemocionais (inter e intrapessoais). No Supera, a coordenadora conta que há três desafios para quem busca manter o cérebro ativo: novidade, variedade e desafio crescente. O que isso significa? “Usamos várias ferramentas e estímulos diferentes que sempre tragam novidade e com grau de dificuldade maior a cada tempo para que o cérebro nunca deixe de trabalhar”.
Exercitando o cérebro
A maioria dos idosos que conhecemos faz palavras cruzadas ou se reúne nas praças para jogar dominó, baralho, gamão, dama e xadrez. Eles podem até fazer isso inocentemente, mas não imaginam o quanto pode ser importante para a saúde mental e a prevenção de doenças degenerativas. Médicos da área e psicólogos indicam a prática como método preventivo de doenças senis, até mesmo o mal de Alzheimer. O que ocorre é que os jogos lógicos estimulam uma série de aspectos sensoriais de extrema importância aos mais velhos. A psicóloga Danielle Sá, da Sociedade Brasileira de Arte, Cultura e Cidadania (Sobacc), enfatiza que “o jogo é um exercício cerebral e cognitivo bastante eficiente, que estimula o funcionamento e extensão da memória e do trabalho neuronal; a inteligência, que é a capacidade perceptivo-motora do ser humano; a atenção; a linguagem, responsável pela fluência verbal, nomeação e compreensão; a memória visual e espacial; o raciocínio e as funções de execução”.
TREINAMENTO
Ana Maria Cordeiro Andrade, coordenadora pedagógica da Escola Supera – Ginástica para o Cérebro, unidade Savassi, em Belo Horizonte, enfatiza que “nosso cérebro tem 86 bilhões de células e por princípio é preguiçoso. A natureza trabalha com economia de energia e o cérebro gasta o menos possível, é o que chamamos de sempre viver na zona de conforto”. Assim, ela enfatiza, “o Supera, que não é um método de reabilitação, propõe tirar o cérebro dessa zona de conforto. Uma analogia é: se você vai à academia para mexer o corpo, precisa exercitar o cérebro para mantê-lo ativo. E ele é trabalhado à medida que é estimulado. Aí, ele responde”.
Ana Maria enfatiza que a escola atende desde crianças a partir dos 5 anos a adultos, sem limite de idade. E cada fase terá seus benefícios. “A criança ganhará facilidade de estudo, com mais foco, concentração, disciplina e atenção. Os jovens estudando para o vestibular ou os que vão entrar no mercado de trabalho, vão estimular o pensamento lateral, que é conseguir olhar o problema de outro modo e buscar solução inusitada, fora do óbvio, do padrão e do comum. Vão trabalhar para buscar recursos em todos os meios para perceber outra ótica. E o idoso, como toda matéria viva, degenera e a memória diminuiu. E como disse a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 'a atenção é a porta da memória'. Então, vamos buscar, além da memória, a concentração, atenção, raciocínio e foco”.
De acordo com Ana Maria, nos dias atuais temos estímulos demais “e não prestamos atenção em nenhum deles”. Ela diz que o fundamental é prezar pelas seguintes habilidades: raciocínio lógico, habilidade espacial, memória, linguagem, atenção e relações socioemocionais (inter e intrapessoais). No Supera, a coordenadora conta que há três desafios para quem busca manter o cérebro ativo: novidade, variedade e desafio crescente. O que isso significa? “Usamos várias ferramentas e estímulos diferentes que sempre tragam novidade e com grau de dificuldade maior a cada tempo para que o cérebro nunca deixe de trabalhar”.
Exercitando o cérebro
A maioria dos idosos que conhecemos faz palavras cruzadas ou se reúne nas praças para jogar dominó, baralho, gamão, dama e xadrez. Eles podem até fazer isso inocentemente, mas não imaginam o quanto pode ser importante para a saúde mental e a prevenção de doenças degenerativas. Médicos da área e psicólogos indicam a prática como método preventivo de doenças senis, até mesmo o mal de Alzheimer. O que ocorre é que os jogos lógicos estimulam uma série de aspectos sensoriais de extrema importância aos mais velhos. A psicóloga Danielle Sá, da Sociedade Brasileira de Arte, Cultura e Cidadania (Sobacc), enfatiza que “o jogo é um exercício cerebral e cognitivo bastante eficiente, que estimula o funcionamento e extensão da memória e do trabalho neuronal; a inteligência, que é a capacidade perceptivo-motora do ser humano; a atenção; a linguagem, responsável pela fluência verbal, nomeação e compreensão; a memória visual e espacial; o raciocínio e as funções de execução”.
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/02/28/noticia_saudeplena,156241/para-manter-a-mente-sa-e-preciso-exercita-la-constantemente.shtml

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