Estilo de vida baseado na
ingestão de alimentos crus, também conhecido como crudivorismo, ajuda no
combate a doenças crônicas, cardiovasculares e pode reduzir risco de câncer.
Você sabe o que é uma alimentação viva? É um estilo de vida que preza
pela ingestão de alimentos naturais, principalmente frutas e vegetais, de
preferência crus. É também conhecido como crudivorismo.
A ideia é consumir os alimentos de maneira natural, sem assar, grelhar,
cozinhar, nem refogar, pois altas temperaturas podem fazer com que certos
nutrientes sejam perdidos. No entanto, alguns outros métodos de preparo podem
ser utilizados, como a desidratação.
“O cozimento modifica o alimento, nele vitaminas podem ser perdidas. Os
brotos utilizados na alimentação viva, por exemplo, são modificados com o
cozimento. Mas a desidratação não é um problema”, explica Ludmila Novaes,
nutricionista do Instituto do Coração (InCor) de São Paulo.
A alimentação viva pode ser a chave para a cura de doenças crônicas,
como a diabetes, por exemplo. Segundo o médico holístico e psiquiatra americano
Gabriel Cousens, considerado o guru da alimentação viva em todo o mundo, a
prática melhora em 92% a atividade do sistema imunológico, prevenindo doenças e
favorecendo a cura de problemas pré-existentes. O médico esteve no Brasil em
fevereiro ministrando workshop sobre o tema.
Doenças cardiovasculares também podem ser evitadas, de acordo com
Cousens. “Ficou provado em muitos estudos que a alimentação viva vegana limpa e
fortalece as artérias, melhora o fluxo sanguíneo e reduz o índice de doenças
coronarianas em até 32%.”
Segundo a nutricionista do InCor, essa dieta pode estar associada também
à redução no risco de câncer. “Por ser uma alimentação natural e sem aditivos,
acaba reduzindo o índice de câncer também. No caso do coração, o benefício está
na ausência dos tipos de gordura que fazem mal.”
Ludmila alerta que a alimentação viva só é realmente eficaz se o
praticante priorizar alimentos orgânicos, sem agrotóxicos. “Não é só porque o
alimento é cru que ele não vai ter aditivos químicos, por isso é necessário ter
atenção com a origem dos produtos que serão consumidos.” Além disso, segundo
ela, essa alimentação é vantajosa porque tem mais fibras e não contém
açúcar.
Para quem mora em grandes cidades, pela dificuldade de encontrar boas
opções, seguir a alimentação viva vegana pode ser um grande desafio. Por
isso, a nutricionista orienta que a bolsa esteja sempre equipada com sementes
ou frutas desidratadas para evitar longos períodos de jejum.
Outro ponto que deve ser observado pelos seguidores da dieta diz
respeito à quantidade de proteína necessária para o organismo se manter
saudável.
“Recomendo que seja feito acompanhamento com um nutricionista, porque é
uma dieta vegetariana que precisa ter um aporte de proteína adequado.”
Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2016-03-22/alimentacao-viva-pode-ser-a-chave-para-a-cura-de-doencas-como-diabetes-entenda.html

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