Prática gerou
polêmica após adesão de algumas celebridades.
Embora celebridades como Kourtney Kardashian e
January Jones tenham aderido e recomendado para outras gestantes a prática de
ingerir placenta após o parto, pesquisadores da Faculdade de Medicina da
Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, afirmam que não há indícios
comprovados de que esse isso possa trazer algum benefício à saúde. O consumo do
órgão, seja cozido, in natura ou em cápsulas, tornou-se popular após a
evidência de que poderia livrar a mulher de problemas na fase que sucede a
gestação.
Os pesquisadores analisaram dez publicações
recentes sobre o assunto. O levantamento não apresentou dados que pudessem
apoiar a convicção de que comer placenta protege a mulher de problemas comuns
do pós-parto como depressão, dores, falta de energia, elasticidade da pele e
carência de ferro no organismo. O mais preocupante, segundo os cientistas, é o
fato de não haver estudos para avaliar os riscos de ingerir placenta, já que o
órgão também atua como filtro que proteg
— Algumas mulheres já relataram que perceberam
melhoras com a prática. Mas os resultados de testes em ratos não podem ser
traduzidos para benefícios humanos — afirma Crystal Clark, uma das autoras da
pesquisa.
Crystal conta que ficou surpresa após perceber que
a prática estava mais generalizada do que ela imaginava: algumas de suas
pacientes chegaram a indagar se a placenta seria usava na produção de remédios
antidepressivos.
Cynthia Coyle, também autora do levantamento, recomenda que a mulher
tenha cuidado antes de optar por consumir a placenta, pois não há evidências de
benefícios e riscos potenciais. De acordo com a professora, a investigação é
importante para fornecer essas e outras respostas, além de alertar médicos
quanto às informações dadas às pacientes durante a gestação.
— Não há regras referentes à forma como a placenta
deve ser armazenada e preparada. As mulheres não sabem o que, de fato, estão
consumindo com uma dosagem volúvel — acrescenta ela.
Fonte: Zero Hora
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