Eletrodo pode mudar a forma de pensar a comida.
Estudo do HCor está na fase 1 ainda e é voltado para obesos mórbidos.
O
homem sempre inventou tecnologias que nos ajudam a viver melhor – a bengala
para apoiar os nossos passos, os óculos quando não estamos enxergando bem. Tudo
isso é natural e já está incorporado no nosso cotidiano. Mas a ciência está
indo mais longe. Você já pensou implantar um eletrodo no cérebro para mudar a
forma de pensar a comida? Quem explicou tudo no Bem Estardesta terça-feira
(31) foram os neurocirurgiões Alessandra Gorgulho e Fábio Godinho.
O
estudo do HCor está na fase 1 ainda e é voltado para pessoas com obesidade
mórbida. O estudo é experimental e não está aberto para novos voluntários. De
acordo com a doutora Alessandra, na melhor das hipóteses, novas pessoas podem
ser recrutadas entre três e cinco anos.
O tratamento não muda
os hábitos alimentares. O que existe de concreto é que o tratamento aumenta o
gasto calórico.
A doutora Alessandra
explica que o eletrodo é introduzido em uma área do cérebro chamada hipotálamo.
“Essa região é responsável pelo controle de várias funções, como a relação do
controle alimentar, da saciedade, metabolismo, o quanto que existe de gasto
calórico.”
Os médicos ainda
estão estudando os efeitos colaterais. Entre eles estão a alteração do sono, da
função sexual, do humor, aumento da pressão arterial, aumento da frequência
cardíaca e aumento da temperatura do corpo.
O mecânico Augustinho
Cesar Guariente participou da pesquisa e fez a cirurgia para colocar dois
eletrodos no cérebro. A operação aconteceu em novembro de 2014 e Augustinho
pesava quase 170 kg. Em cinco meses, ele conseguiu eliminar 26 kg.
O eletrodo também
está sendo usado para tratar outras doenças: Parkinson, distonia, tremor
essencial, TOC, Síndrome de Tourette e epilepsia.
Fonte:
Bem estar

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