quarta-feira, 9 de março de 2016

Pesquisas apontam que a qualidade inadequada da saúde pública é o principal motivo da violência contra médicos e enfermeiros, mas a campanha mostra que a agressão não resolve


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP) fazem campanha conjunta para conscientizar a população sobre a violência contra profissionais da saúde no estado.

O COREN-SP fez sondagem com os profissionais de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem) e constatou que 32% dos profissionais ouvidos foram vítimas de agressões ou presenciaram agressões a colegas. Desses, cerca de 71% mencionaram agressão psicológica e 20% violência física. 81% disseram ser vítimas de pacientes ou acompanhantes.

Já o CREMESP encomendou pesquisa específica à Datafolha, que constatou que 17% dos médicos contam já ter sido agredidos. 84% dos agredidos citam agressão verbal, 80% agressão psicológica e 20% agressão física.

Além disso, 47% dos médicos tiveram conhecimento de episódios de violência contra algum colega; e 85% são da opinião que os episódios de agressão ocorrem mais frequentemente no Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa da Datafolha também fez cerca de 800 entrevistas com o público em geral. Das pessoas ouvidas 41% opinaram que os casos de violência contra médicos são sobre questões relativas ao atendimento: demora para ser atendido, poucos médicos para atender muitas pessoas, consultas rápidas e superficiais. Já 39% dos médicos acreditam que os casos de agressão decorrem da insatisfação dos pacientes com a qualidade do atendimento na saúde pública.

O objetivo da campanha é conscientizar a população sobre a importância da mudança de atitude para coibir toda essa violência, como também destacar a completa ineficiência do ato, que em nada contribui com o atendimento a quem mais precisa de atenção, o paciente. Os Conselhos que assinam as peças pedem mais respeito aos profissionais de saúde, cujo trabalho é indiscutivelmente fundamental à manutenção da vida. 


Fonte: https://www.abcdasaude.com.br/noticias/violencia-nao-resolve

terça-feira, 8 de março de 2016

Planos de saúde perdem 766 mil beneficiários em 2015, mostra boletim do IESS


Diante da crise econômica e do aumento do desemprego, o mercado brasileiro de planos de saúde médico-hospitalares perdeu cerca de 766 mil beneficiários em 2015, queda de 1,5% em relação ao ano anterior. Assim, o setor encerrou dezembro de 2015 com um total 49,73 milhões de beneficiários, ante 50,50 milhões no fim de igual mês de 2014, segundo dados do boletim "Saúde Suplementar em Números", produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) a partir da atualização da base de informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e obtidos com exclusividade pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Uma prova de que a piora do mercado de trabalho afetou negativamente os números é encontrada nos contratos coletivos empresariais, aqueles oferecidos pelas empresas aos seus funcionários. Esse foi o principal segmento a pressionar as perdas: o saldo foi negativo em 404,8 mil vínculos, uma diminuição de 1,2% em relação a 2014. Isso significa que, somente os planos coletivos empresariais responderam por 52,85% de todos os beneficiários que deixaram de ter plano de saúde em 2015.

Mas o IESS constatou retração em todos os tipos de contratação de planos de saúde. Os planos coletivos por adesão (aqueles firmados por intermédio de entidades de classe, por exemplo) registraram queda de 1,9% do total de vínculos em 2015 em comparação a 2014, ou saída de 128,7 mil beneficiários. Já o total de beneficiários de planos individuais ou familiares caiu 1,6%, o que representa 158,6 mil vínculos a menos do que em 2014.

Mesmo com os números negativos, o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro avalia que o setor demonstra a resiliência em relação ao conjunto da economia, ao comparar a queda do PIB e o fechamento de postos com carteira assinada no mercado de trabalho. Ainda assim, devido a uma série de fatores, Carneiro diz que a situação é "grave". 

"A situação aqui é mais preocupante porque a queda de receitas não está sendo acompanhada pela diminuição da variação dos custos para o setor", ressalta o superintendente-executivo do IESS. "Até junho de 2015, a Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) apurada pelo IESS teve alta de 17,1% em 12 meses", acrescenta Carneiro.

Exceção
O único segmento da saúde suplementar que não apresentou retração do total de beneficiários foi o de planos de saúde exclusivamente odontológicos. Na comparação entre 2014 e 2015, o segmento cresceu 3,8%, registrando a adesão de 795,1 mil vínculos. Ainda assim, o executivo do IESS afirma que "é nítida a redução no ritmo de crescimento deste mercado". "Na comparação entre 2013 e 2014, o total de beneficiários de planos de saúde exclusivamente odontológico havia crescido 4,8%, registrando o acréscimo de quase um milhão de beneficiários", relembra.

Carneiro acredita, contudo, que os planos odontológicos ainda devem apresentar crescimento ao longo de 2016, já que a base de beneficiários deste tipo de plano ainda é relativamente pequena em comparação a dos planos médico-hospitalares.

Márcio Rodrigues


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2016/03/07/planos-de-saude-perdem-766-mil-beneficiarios-em-2015-mostra-boletim-do-iess.htm

segunda-feira, 7 de março de 2016

Marcas de refrigerantes vão parar de fazer propaganda para crianças de até 12 anos


Recomendação é da Associação Brasileira de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir).

Em decisão que segue uma tendência mundial, a Associação Brasileira de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir) recomenda que fabricantes suspendam a veiculação de publicidade de refrigerantes e sucos artificiais direcionada a crianças menores de 12 anos. Integram a Abir marcas como Coca Cola, Pepsi, Ambev e, segundo a entidade, seus associados correspondem a 85% da produção de refrigerantes, sucos, chás e isotônicos no país. 

Levantamento feito pelo IBGE mostra que 
três em cada dez bebês brasileiros tomam refrigerante antes dos dois anos. A bebida gasosa é considerada um dos piores alimentos da indústria alimentícia pela grande quantidade de açúcar e conservantes. Além disso, assistimos a um crescimento de crianças acima do peso no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças na faixa etária entre 5 e 9 anos (33,5%) está acima do peso. Entre os meninos dessa faixa, 16,6% são obesos, contra 11,8% das meninas também eram obesas. 

A Abir afirma ainda que a decisão vale quando 35% do público de um programa tiver menos de 12 anos. “A indústria tem estudado uma autorregulação já há algum tempo e no último ano a ABIR criou um Grupo de Trabalho cujas conclusões são no sentido de aderirmos às práticas e diretrizes já existentes em outros países”, declara o presidente da entidade, Alexandre Jobim.

Publicada em 4 de abril de 2014 no Diário Oficial da União a resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) recomendou o fim da veiculação de propagandas voltadas às crianças por considerá-la abusiva em sua essência. 

A publicidade infantil é considerada abusiva porque diversas pesquisas mostram que, por ser um indivíduo em desenvolvimento, a criança é mais vulnerável e não consegue responder com igualdade de condições ao sofisticado discurso publicitário. Além de não conseguirem reconhecer o caráter persuasivo de uma propaganda, os pequenos sequer conseguem diferenciar, no caso da televisão, por exemplo, o que é conteúdo de programação do que é anúncio publicitário. Para eles, o desenho de uma boneca ou de um super-herói é a mesma coisa que a publicidade dos brinquedos. Por isso, o merchandising dentro de novelinhas infantis é considerado abusivo. 

Sobre a decisão tomada, a Abir afirma que a associação trabalha no sentido de implementar essa orientação aos fabricantes. ““Estamos em fase de ajustes de um texto e buscando como seria o monitoramento deste compromisso, de modo a termos eficácia na decisão”, explica Jobim.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/03/04/noticia_saudeplena,156280/marcas-de-refigerantes-vao-parar-de-fazer-propaganda-para-criancas-de.shtml

sexta-feira, 4 de março de 2016

Até chocolate ao leite pode melhorar a memória, aponta estudo


Consumo moderado de chocolate pode ajudar nas funções cognitivas e melhorar o desempenho do cérebro.

Sabe-se que o chocolate com maior teor de cacau traz inúmeros benefícios à saúde, mas pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália descobriram que tanto o amargo quanto o de maior teor de leite podem trazer melhorias para a memória. 

Os pesquisadores queriam saber se haveria efeitos a longo prazo sobre as funções cognitivas, induzidas pelo consumo regular desse doce. Até então, estudos parecidos foram feitos sobre os efeitos a curto prazo ou aqueles produzidos imediatamente depois do consumo. 

Os pesquisadores australianos avaliaram o consumo de chocolate de 968 pessoas entre 23 e 98 anos por cerca de 30 anos, e nesse meio tempo coletaram dados de questionários alimentares. Entre as perguntas, uma se repetia constantemente: qual a frequência em que eles consumiam chocolates. 

Depois disso, os participantes do estudo foram submetidos a uma série de testes cognitivos para mensurar a performance em vários âmbitos, como a memória visual, de trabalho, verbal, além de outras. Os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiam chocolate semanalmente tinham uma melhora na função cognitiva em todos os campos. 

O efeito foi observado com qualquer tipo de chocolate, não somente o com alto teor de cacau, e pode ter como explicação não somente os flavonoides, que variam muito de acordo com o chocolate, mas é mais encontrado no tipo amargo. A moderação, no entanto, é aconselhada.

Fonte: http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2016-03-03/ate-chocolate-ao-leite-pode-melhorar-a-memoria-aponta-estudo.html

quinta-feira, 3 de março de 2016

Estudantes criam pulseira que avisa a hora de tomar remédio


Eles vão para a Turquia para apresentar invento em feira internacional.
Universitários querem que objeto tenha preço acessível.

Os universitários André Rocha Soares, de 25 anos, e Pedro Henrique Moraes Guizardi, de 23, estão de malas prontas. Eles embarcam nesta terça-feira (1) para Istambul Internacional Inventions Fair (ISIF), em Istambul, na Turquia, onde apresentarão seu invento: uma pulseira eletrônica que alerta os pacientes para tomar os remédios pontualmente.

Segundo André, que cursa o último período de medicina em uma faculdade particular, o invento surgiu ao perceber que os pacientes tomavam as medicações em doses e horários errados.

“A pulseira é programada por um profissional da saúde, e ela permite que cada medicamento tenha uma cor de identificação, e essa cor é a mesma do pote onde está remédio. Na hora que o paciente deve tomar o remédio, ela apita, vibra e mostra a cor que o profissional programou”, conta André.

O universitário avalia que a pulseira minimiza os riscos de erros e permite tratamentos mais eficientes. “Toda vez que o paciente toma o remédio, ele registra, assim eu tenho maior controle sobre a conduta dele frente à prescrição do médico”.
Para que o invento saísse do papel, André contou com a ajuda do amigo e estudante do 8º período de engenharia elétrica, Pedro Henrique Moraes Guizardi, que foi o responsável por fazer orçamentos nas empresas para a confecção do protótipo e por desenvolver o sistema que faz o controle do dispositivo. De maio do ano passado até esta segunda-feira (29), ele chegava a se dedicar ao projeto por até 18 horas diárias.

Prêmio
A dupla já ganhou um prêmio com o invento, ao participar da Feira Health Hackday – evento de tecnologia voltado para a saúde – no ano passado. Agora, vão apresentar o objeto na Istambul Internacional Inventions Fair.

A pulseira é voltada, principalmente, para pessoas em tratamento de doenças crônicas, mas pode ser usada por pacientes de qualquer faixa etária, em tratamentos clínicos.

André afirma que ele e o amigo estão trabalhando para que ela tenha preço acessível, caso seja comercializada. “Espero que ela custe bem pouco, para atender, sobretudo, os pacientes do SUS”.

Entenda como funciona
Pulseira
Os comprimidos são colocados em distintos frascos, diferenciados por cor. Na hora prevista para o medicamento, a pulseira fica da cor do frasco do remédio necessário.

Público-alvo
É voltada, principalmente, para pessoas em tratamento de doenças crônicas, mas pode ser usada por outros pacientes.


Fonte: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/03/estudantes-criam-pulseira-que-avisa-hora-de-tomar-remedio-no-es.html

quarta-feira, 2 de março de 2016

Evidências relacionam Síndrome de Guillain-Barré com o Zika Vírus


A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica severa que afeta a imunidade e o sistema nervoso. Além  do trauma, é a causa mais comum da paralisia. Os sintomas desenvolvidos rapidamente incluem a dor e a fraqueza nos músculos e nos membros. Cerca de 5% dos casos são fatais, e entre 20 e 30% dos pacientes apresentam problema respiratório.

Durante todo o momento, acompanhou os altos índices da microcefalia e da Síndrome. Agora, análises sanguíneas de 42 pacientes diagnosticados com a síndrome durante a zika sugere que há uma relação entre as duas doenças.

Na Polinésia Francesa, aproximadamente, 32 mil pacientes consultados apresentaram suspeita do zika vírus e, após algum tempo, 42 destes pacientes foram diagnosticados com a síndrome. O professor Arnaud Fontanet, do Instituto Pasteur, em Paris, França, e seus colegas pesquisaram a relação entre as doenças.

No Centro Hospitalar da Polinésia Francesa, os pacientes diagnosticados com a Síndrome foram incluídos no estudo. Dois grupos foram combinados de acordo como gênero, a idade e o local onde residiam. Amostras sanguíneas foram coletadas de todos.

Notou-se que 88% desses pacientes apresentaram os sintomas do zika vírus aproximadamente 6 dias antes dos sintomas neurológicos aparecerem e 42 pessoas foram diagnosticadas com a Síndrome.

Os pesquisadores concluíram, então, que o zika vírus pode ser adicionado na lista de viroses que podem causar a Síndrome de Guillain-Barré.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2016/03/01/evidencias-relacionam-sindrome-de-guillain-barre-com-o-zika-virus/

terça-feira, 1 de março de 2016

Para manter a mente sã é preciso exercitá-la constantemente


Especialistas explicam como manter a performance cerebral ativa em todas as idades e períodos da vida.

Mistério e curiosidade sempre cercaram o funcionamento da mente humana. Há descobertas incríveis por aí, assim como grandes dúvidas e perguntas sem respostas. Em um ponto, psicanalistas, neurologistas, psiquiatras e neurocientistas concordam: é preciso manter a mente trabalhando, estimulada e ativa em qualquer idade.

Médico, neurocientista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rogério Panizzutti – envolvido em vários estudos sobre a ginástica cerebral, sendo que entre os anos de 2013 e 2014 conduziu pesquisas sobre sua eficácia, comprovando, entre tantos benefícios, que ela melhora as habilidades da memória – afirma que “estimular o cérebro é sempre saudável”. Ele explica que “a capacidade cerebral das pessoas começa a declinar a partir dos 30 anos em termos de velocidade, em algumas de forma mais lenta e, em outras, de maneira mais rápida. O impacto na vida da pessoa dependerá do grau de comprometimento. Acima dos 60 anos, é maior”. Se a capacidade cerebral começa a declinar tão cedo (30 anos), por outro lado, Panizzutti avisa que “quem mantém a mente ativa tende a protegê-la contra o declínio”.

Obviamente, afirma o neurocientista, no dia a dia trabalhamos o cérebro com as funções que desempenhamos. Mas o valor da ginástica cerebral é que “ela funciona ao mantê-lo em forma”. Panizzutti reconhece que o excesso de informação é um desafio “porque a grande questão está na filtragem, já que nossa capacidade de memorizar é limitada”. Portanto, temos de aprender a reter e filtrar informações.

Rogério chama a atenção que, cada vez mais, “as pessoas tendem a fazer duas coisas ao mesmo tempo, as multitarefas. O que se mostra com isso são resultados piores. Ou seja, é melhor fazer uma coisa de cada vez. Caso contrário, há um custo para o cérebro. A eficiência e a eficácia serão menores”.

Para ativar o cérebro é preciso treiná-lo. “Se para manter o corpo físico é melhor subir de escada do que de elevador, o equivalente vale para o cérebro, ou seja, adote atividades que o estimulem. É o que chamamos de construção de reserva cognitiva, que é a capacidade de se conectar com o mundo”, ensina o professor.

TESTES EFICAZES 

Manter o nível de performance de aprendizagem verbal e tarefas de memória são fundamentais para retardar ou diminuir a taxa de declínio na aprendizagem verbal e memória, principalmente dos idosos. Para ajudar todas as idades, Rogério Panizzutti avisa que “exercícios específicos computadorizados têm importância maior (tema de estudos na Alemanha e na Califórnia nos anos 1990). Há vários tipos de testes cientificamente comprovados e disponíveis na internet. A vantagem é que o computador desafia e se ajusta à capacidade da pessoa, é no ritmo dela. O desafio é o acesso, uso e manuseio do computador. Para quem tem dificuldade é necessário auxílio”.

A psiquiatra e psicanalista Marília Brandão Lemos Morais reforça que os exercícios para o cérebro são fundamentais “para estimular a neuroplasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de criar novos circuitos e caminhos neuronais. É a forma de o cérebro mudar configurações funcionais e químicas como reações aos estímulos externos”. Na opinião da médica, nenhum excesso é bom. No entanto, ela garante que quanto mais estimulado, mais o cérebro criará as redes sinápticas para mantê-lo ativo. “A preocupação deve ser em exercitá-lo a vida inteira, o tempo todo, independentemente da idade. Jogo da memória, estudar outra língua, exercícios físicos, aprender a tocar um instrumento musical, leitura, enfim. Vale destacar que a quantidade excessiva de informação desconcentra, a pessoa não lembra. O benefício está na atividade centrada, com foco”, ressalta.

TREINAMENTO 
Ana Maria Cordeiro Andrade, coordenadora pedagógica da Escola Supera – Ginástica para o Cérebro, unidade Savassi, em Belo Horizonte, enfatiza que “nosso cérebro tem 86 bilhões de células e por princípio é preguiçoso. A natureza trabalha com economia de energia e o cérebro gasta o menos possível, é o que chamamos de sempre viver na zona de conforto”. Assim, ela enfatiza, “o Supera, que não é um método de reabilitação, propõe tirar o cérebro dessa zona de conforto. Uma analogia é: se você vai à academia para mexer o corpo, precisa exercitar o cérebro para mantê-lo ativo. E ele é trabalhado à medida que é estimulado. Aí, ele responde”.

Ana Maria enfatiza que a escola atende desde crianças a partir dos 5 anos a adultos, sem limite de idade. E cada fase terá seus benefícios. “A criança ganhará facilidade de estudo, com mais foco, concentração, disciplina e atenção. Os jovens estudando para o vestibular ou os que vão entrar no mercado de trabalho, vão estimular o pensamento lateral, que é conseguir olhar o problema de outro modo e buscar solução inusitada, fora do óbvio, do padrão e do comum. Vão trabalhar para buscar recursos em todos os meios para perceber outra ótica. E o idoso, como toda matéria viva, degenera e a memória diminuiu. E como disse a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 'a atenção é a porta da memória'. Então, vamos buscar, além da memória, a concentração, atenção, raciocínio e foco”.

De acordo com Ana Maria, nos dias atuais temos estímulos demais “e não prestamos atenção em nenhum deles”. Ela diz que o fundamental é prezar pelas seguintes habilidades: raciocínio lógico, habilidade espacial, memória, linguagem, atenção e relações socioemocionais (inter e intrapessoais). No Supera, a coordenadora conta que há três desafios para quem busca manter o cérebro ativo: novidade, variedade e desafio crescente. O que isso significa? “Usamos várias ferramentas e estímulos diferentes que sempre tragam novidade e com grau de dificuldade maior a cada tempo para que o cérebro nunca deixe de trabalhar”.

Exercitando o cérebro 

A maioria dos idosos que conhecemos faz palavras cruzadas ou se reúne nas praças para jogar dominó, baralho, gamão, dama e xadrez. Eles podem até fazer isso inocentemente, mas não imaginam o quanto pode ser importante para a saúde mental e a prevenção de doenças degenerativas. Médicos da área e psicólogos indicam a prática como método preventivo de doenças senis, até mesmo o mal de Alzheimer. O que ocorre é que os jogos lógicos estimulam uma série de aspectos sensoriais de extrema importância aos mais velhos. A psicóloga Danielle Sá, da Sociedade Brasileira de Arte, Cultura e Cidadania (Sobacc), enfatiza que “o jogo é um exercício cerebral e cognitivo bastante eficiente, que estimula o funcionamento e extensão da memória e do trabalho neuronal; a inteligência, que é a capacidade perceptivo-motora do ser humano; a atenção; a linguagem, responsável pela fluência verbal, nomeação e compreensão; a memória visual e espacial; o raciocínio e as funções de execução”.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/02/28/noticia_saudeplena,156241/para-manter-a-mente-sa-e-preciso-exercita-la-constantemente.shtml