sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cremes dentais clareadores conseguem branquear os dentes?


Será mesmo que os cremes dentais que prometem dentes mais brancos funcionam de verdade?

Para responder a esta questão, uma pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), da USP, analisou por 90 dias cerca de 30 voluntários que usaram três tipos de cremes dentais: dois clareadores e um sem a indicação.

As ações entre os cremes dentais foram comparadas e concluiu-se que eles não são eficazes para clarear os dentes. Notou-se também que estas pastas de dente podem causar alteração de cor nas resinas restauradoras, aquelas usadas nas obturações.

Além de não ocorrer alteração na cor dos dentes, os cremes dentais clareadores não causaram maior desgaste no dente.

O estudo faz parte de uma tese de doutorado que teve como objetivo verificar se as pastas de dente clareadoras são suficientes ou não para branquear os dentes sem causar prejuízos para os materiais restauradores estéticos de dentes.

Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/09/09/cremes-dentais-clareadores-conseguem-branquear-os-dentes/

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SUS tem 37 mil equipamentos fora de uso no Brasil


Mesmo com as enormes filas de espera por exames e tratamentos, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem hoje cerca de 37 mil equipamentos fora de uso em todo o país, mostra levantamento inédito feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Datasus. São aparelhos para os mais diversos fins, desde equipamentos para diagnóstico por imagem, como ultrassom e tomógrafo, até máquinas que asseguram a sobrevivência dos pacientes, como cadeiras de hemodiálise e incubadoras para recém-nascidos.

O número de aparelhos inutilizados inclui máquinas quebradas, em manutenção, obsoletas ou novas, mas que ainda estão à espera de instalação. A existência de equipamentos sem uso na rede pública contrasta com o tempo de espera que os pacientes enfrentam ao tentar agendar alguns tipos de exame.

Em Porto Alegre, uma empregada doméstica de 62 anos espera há quatro meses a confirmação da data de uma ecografia mamária, exame preventivo do câncer de mama. "Entreguei o encaminhamento em maio e, até agora, não foi marcado. Antes, o posto mesmo dava a requisição na hora e a gente só precisava ir até a clínica fazer, mas agora temos de esperar que avisem por telefone do agendamento", diz a paciente, que não quis ser identificada.

Se a demora já é comum por causa da lista de espera, a situação se agravou há cerca de 20 dias, quando um dos aparelhos de ecografia da capital gaúcha apresentou problemas. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, "os reparos já foram acionados e o problema deve ser solucionado em até duas semanas".

Rio Grande do Sul é o terceiro Estado com o maior porcentual de aparelhos fora de uso em relação ao total de máquinas existentes nas unidades de saúde gaúchas. São 3.551 equipamentos inutilizados, 7,2% do total. Em primeiro e segundo lugar na lista dos Estados com mais máquinas sem utilização aparecem Rondônia e Distrito Federal.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Júnior, a oferta ainda insuficiente de exames de diagnóstico do tumor de mama faz com que muitos casos de câncer sejam descobertos já em estágio avançado. "Temos máquinas velhas, que precisam de manutenção ou de substituição, mas temos também o problema da subutilização dos aparelhos. Os hospitais costumam fazer menos exames do que sua capacidade, por causa da falta de profissionais", diz. Em todo o país, estão fora de uso 179 ecógrafos e 115 mamógrafos.

Particular
Em situações de maior urgência, a demora para conseguir um exame na rede pública leva pacientes a pagar pelo procedimento na rede particular. Foi a alternativa encontrada pelo casal de aposentados Dalva Ferreira Lima, de 74 anos, e Manoel Rodrigo de Lima, de 73, diante da longa espera por um eletroencefalograma para o filho Samuel Barbosa de Souza Lima, de 18 anos, que sofre de dor de cabeça crônica e faz tratamento com um neurologista.

"Ficamos mais de um ano esperando pelo exame, que nunca foi realizado. Como ele estava ficando com o pescoço torto, por causa das dores de cabeça, a gente tirou dinheiro de outras contas e pagou a consulta e o exame particular", contou Dalva. A família, moradora de Buritama, no interior de São Paulo, teve de desembolsar R$ 450.

Segundo a aposentada, a justificativa dada pela unidade de saúde para a demora no agendamento do exame era de que os equipamentos estavam quebrados e a fila de espera era muito grande. Segundo os dados do Datasus, são 153 aparelhos de eletroencefalograma fora de uso em todo o Brasil.

Investimentos
Questionado sobre o número de equipamentos fora de uso na rede pública, o Ministério da Saúde informou que os aparelhos inutilizados representam 4,7% do total e, embora a manutenção regular dos equipamentos seja de responsabilidade dos gestores de cada hospital, o governo federal investe na melhoria da infraestrutura tecnológica de atendimento.

De acordo com o ministério, só na estrutura de serviços oncológicos foram repassados, no ano passado, R$ 38,3 milhões para a compra de equipamentos. No mesmo período, o governo federal investiu R$ 1,8 bilhão em aparelhos de atenção básica e especializada, valor 51% maior que o aplicado em 2013.

A pasta afirma ainda que, além dos repasses, "realiza compra direta, centralizada, de equipamentos, visando a melhor distribuição e o reforço de determinados serviços no país". Entre as ações recentes, a pasta destaca a aquisição de 80 aparelhos de radioterapia. (Colaboraram Chico Siqueira e Naira Hofmeister, especiais para AE. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2015/09/08/sus-tem-37-mil-equipamentos-fora-de-uso-no-brasil.htm

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Veneno de vespa brasileira ataca células cancerígenas


Pesquisa feita pela Unesp, em parceria com universidade inglesa, identifica substância produzida pelo inseto que pode levar a novos tratamentos contra tumores.

Na pele, ele causa dor, coceira, queimação e inchaço. Mas, para a medicina, o veneno nem sempre é vilão: Hipócrates receitava arsênico contra úlcera; Plínio, o Velho, apostava no líquido extraído de serpentes para curar a catarata. Hoje, com maior sofisticação técnica, a ciência também se volta à investigação de substâncias tóxicas que levem ao desenvolvimento de novos remédios. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), um grupo de pesquisadores encontrou no veneno de uma vespa brasileira o potencial de combater células cancerosas. O resultado do estudo foi publicado na revista Biophysical Journal, do grupo Cell.

A descoberta está em fase embrionária, ressaltam os cientistas. Mas, se confirmada nas próximas etapas, poderá fazer do veneno da Polybia paulista forte candidato para compor uma nova classe de medicamentos oncológicos, que visam à camada de lipídeos da membrana celular. “Isso poderia ser útil no desenvolvimento de novas terapias combinadas, em que múltiplas drogas são usadas simultaneamente para tratar um câncer, ao atacar diferentes partes das células cancerígenas ao mesmo tempo”, destacou, em um comunicado, o pesquisador da Universidade de Leeds Paul Beales, coautor do estudo. Nos testes da Unesp, realizados com células cancerígenas de tumores sólidos, cultivadas em laboratório, o veneno evitou o crescimento das estruturas doentes e poupou as saudáveis.

De acordo com João Ruggiero Neto, pesquisador do Instituto de Biociências da Unesp e também autor do artigo, em 2009, os cientistas da universidade brasileira detectaram, pela primeira vez, a presença de um peptídeo chamado MP1 no veneno da Polybia paulista. A substância começou a ser explorada por sua atividade antibacteriana.

“O MP1 é um potente bactericida e não citotóxico e tem grande potencial de substituir antibióticos convencionais”, esclarece Ruggiero. “O crescimento no número de cepas resistentes aumenta exponencialmente e a busca por novos compostos bactericidas é de grande importância”, lembra. O cientista explica que a substância retirada do veneno da vespa atua criando poros na membrana celular. Dessa forma, parte do citoplasma se perde, o que inviabiliza a ação da bactéria. Com as células cancerígenas investigadas no estudo é possível que o mecanismo seja o mesmo, embora Ruggiero não descarte outras possibilidades.

O trabalho da Unesp soma-se a outras pesquisas que buscam, nos venenos de animais peçonhentos, substâncias com potencial anticâncer. Em Cuba, o Instituto de Oncologia e Radiobiologia do Ministério de Saúde Pública vem realizando testes com a toxina de um escorpião da ilha no combate a tumores de cérebro. Na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, estudos ainda preliminares constataram o potencial de um elemento sintético que mimetiza o veneno de abelhas, cobras e escorpiões para impedir a proliferação celular do câncer de mama e do melanoma.

DIVISÃO IMPEDIDA 

“Nem todos os venenos têm o mesmo potencial anticâncer, mas alguns conseguem frear o crescimento das células”, explica o professor do Instituto de Biociências da Unesp Mário Sérgio Palma, que também assina o artigo no Biophysical Journal. De acordo com o cientista, as toxinas agem em um processo fundamental do desenvolvimento do tumor: a divisão das células que, no caso do câncer, ocorre de forma desordenada. “A toxina trava a divisão celular. Quando ela vai se dividir em duas, para se duplicar, o veneno trava as fibras e mata as células. Não é uma ação genética, é mecânica”, esclarece.

Ao mesmo tempo, o tecido saudável não é atingido, um pré-requisito que qualquer candidato a medicamento precisa cumprir. João Ruggiero Neto explica que isso ocorre devido às características diferentes das células doentes. “Nas saudáveis, existe uma assimetria na distribuição de fosfolipídeos”, diz, referindo-se às moléculas que constituem a membrana celular. “Dois fosfolipídeos PE e PS (fosfatidiletanolamina e fosfatidilserina) estão na camada interna da bicamada. Nas células de câncer, esses fosfolipídios estão na camada externa. O PS tem carga negativa e o peptídeo tem carga positiva, então há atração do peptídeo pela membrana por causa das cargas opostas. A camada externa das células saudáveis não tem carga, logo, o peptídeo não é atraído pela membrana”, ensina.

Apesar dos resultados bem-sucedidos, há um longo caminho antes que o veneno da vespa seja confirmado como possível substância anticâncer. O próximo passo é testá-la em modelos de pequenos animais, como roedores, mas, embora existam planos para isso, falta orçamento. “Existe um planejamento, mas não sabemos quando haverá liberação de recursos, ainda mais com essa crise”, observa Mário Sérgio Palma.

Serão necessários ainda testes com animais maiores e, depois, em humanos, um processo que pode levar mais de 10 anos. Se, no meio do caminho, os efeitos colaterais forem muito fortes, a substância é descartada. Porém, caso os resultados preliminares se confirmem, o veneno da vespa poderá beneficiar pacientes de diversos tipos de câncer, como os de pulmão e fígado. “A toxina tem um enorme potencial”, diz Palma.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/09/08/noticia_saudeplena,154950/veneno-de-vespa-brasileira-ataca-celulas-cancerigenas.shtml

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tecnologia melhorou a saúde mental dos idosos


Duas pesquisas publicadas na PLOS ONE indicaram as mudanças ocorridas entre os idosos de atualmente com a de quase uma década atrás.

Segundo especialistas, as maiores modificações ocorreram nas saúdes física e mental entre a população com faixa de idade de 50 a 90 anos. Os idosos estão com o sistema cognitivo melhor, mas não praticam tanta atividade física e, por consequência, grande parte está obesa.

Notou-se que o desenvolvimento cognitivo está melhor e o Q.I. está mais elevado graças às novas tecnologias e o computador, que permitem manter o contato com os familiares e amigos distantes.

Os pesquisadores acreditam que o maior desafio é ajudar as pessoas mais velhas a permanecerem conectadas no mundo digital, utilizando o Skype, as redes sociais e o e-mail.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/09/07/tecnologia-melhorou-a-saude-mental-dos-idosos/

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

"Não falta água em São Paulo, falta planejamento", diz geógrafo da USP


"Como uma metrópole como São Paulo, com toda pujança econômica, fica à mercê do 'chove-não-chove' como se fôssemos uma sociedade primitiva? Eu conheço países e vivi em países que têm muito menos água disponível e a água é gerida de forma que não falte", afirma com contundência Luis Antonio Bittar Venturi, professor livre docente do Departamento de Geografia da USP (Universidade de São Paulo), que pesquisa o reaproveitamento de água em países do Oriente Médio com base na dessalinização dos oceanos e na água de reúso.

O estudioso acredita que a água é um recurso infinito para uso humano desde que haja capacidade de tratar água de rios, oceanos, esgotos e que seja usada de forma sustentável. Para Venturi, a culpa pelas torneiras secas de São Paulo não é de São Pedro, mas da falta de planejamento para priorizar investimentos no tratamento de bacias hidrográficas poluídas, para reintegrar sistemas hídricos e evitar o desperdício de água potável.

"Não há como falar que falta água em São Paulo. Falta água limpa porque falta gerenciamento adequado. Não existe uma crise hídrica natural. Mesmo sem chover ainda há muita água para abastecer a população. Se você sobrevoar São Paulo, vai ver muitos rios e represas que cortam a região metropolitana e que têm água suficiente para abastecer os moradores. Poluímos o corpo hídrico e não somos capazes de limpá-lo e tratá-lo num ritmo suficiente para abastecer a população", disse.

"São Pedro não vai castigar"
"A água não é finita, o que é finita é a capacidade de tratar, de distribuir. A água é o recurso mais abundante do planeta. O que deveria ser dito nas campanhas não é que a água é um recurso finito e por isso temos que economizar. O que deve ser dito é o seguinte: captar, tratar e distribuir é caro, então economize". No entanto, segundo ele o "discurso oficial sempre vai culpar a natureza para se redimir de suas responsabilidades".

"As pessoas têm que saber que a água é infinita, mas que pode faltar pela gestão inadequada e pelo uso irracional. Não porque São Pedro vai castigar", afirma.
O geógrafo realizou uma pesquisa na Síria entre 2010 e 2011 em que mostrou que planejamento e tecnologia podem ser os maiores aliados para garantir o abastecimento de água mesmo em regiões desérticas. Em Damasco, por exemplo, as casas possuem dois tipos de encanamentos, um que recebe água potável e outro, água de reúso. A bacia do rio Eufrates também é usada para fornecer água à boa parte da população.

Soluções
Como a situação no Estado de São Paulo já se tornou alarmante, o especialista aponta possíveis soluções de médio e longo prazo para a crise:
"Como não podemos mais esperar apenas pela despoluição dos rios, uma saída é usar as membranas filtrantes (uma tela finíssima que serve como um imenso coador de impurezas) e alguns produtos químicos para limpar a água de bacias poluídas. A solução a longo prazo passa também pelo fornecimento de água de reúso para a população, que pode ser produzida através do esgoto, com mudança na tubulação", afirma.

Mas nada disso vai adiantar se os rios paulistas continuarem recebendo toneladas diárias de impurezas diariamente, salienta o pesquisador. "Tem que parar com a descarga de poluição nas nascentes paulistas. A reserva Billings ainda recebe 800 toneladas de esgoto e 500 toneladas de lixo por dia, além de receber a poluição química do rio Tietê".


Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2015/09/04/nao-falta-agua-em-sao-paulo-falta-planejamento-diz-professor-da-usp.htm

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quebra da Unimed Paulistana atinge 744 mil clientes; saiba o que fazer


quebra da Unimed Paulistana, anunciada nesta quarta-feira (2) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atinge diretamente cerca de 744 mil clientes.

Até que esses contratos sejam vendidos para outra operadora, a empresa, na teoria, precisa garantir o atendimento. Em nota, a Unimed Paulistana diz que o atendimento "continua normalizado".

Consumidor já enfrenta dificuldade
Na prática, porém, os consumidores já vêm enfrentando dificuldade para agendar consultas e exames, e isso deve continuar acontecendo nos próximos meses, alertam especialistas em direitos do consumidor. 

Vários hospitais e laboratórios pararam de atender clientes da empresa ultimamente, e mais descredenciamentos podem ocorrer agora que a quebra foi oficialmente anunciada.

Assim, apesar de a empresa estar obrigada a atender seus clientes atuais, pode ser que, nos próximos dias, eles não consigam atendimento com os profissionais, clínicas ou hospitais de sua preferência. 

Melhor ligar antes 
"Recomendo que qualquer cliente, antes de se dirigir a um local para consulta, internação ou exame, ligue antes para saber se ainda atendem pela Unimed Paulistana", diz o advogado especializado em planos de saúde Rodrigo Araújo, sócio do escritório Araújo, Conforti e Jonhsson.

Caso o hospital com o qual o cliente está acostumado não esteja mais prestando atendimento, a empresa terá, então, de apresentar alguma solução, como encaminhá-lo para seus hospitais próprios.

Mesmo assim, alerta Rodrigo Araújo, é natural que a rede própria sofra um aumento de procura nos próximos dias, e o cliente demore para conseguir atendimento.

Reclamações 
Se o consumidor se sentir prejudicado, ele deve registrar uma reclamação nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e na ANS (no telefone 0800 7019656).

Quem está internado, tem cirurgia ou tratamento contínuo
Clientes que já estão internados devem continuar sendo atendidos no mesmo hospital, mesmo que ele seja descredenciado agora, diz a coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste, Maria Inês Dolci.

Caso haja problemas nesses casos, a orientação da advogada é que os clientes entrem com pedido de liminar na Justiça para garantir o serviço.

Quem tem cirurgia agendada ou está fazendo tratamento contínuo (de doenças como câncer, por exemplo) pode encontrar dificuldade de continuar sendo atendido no mesmo hospital, e a recomendação é buscar a Justiça também nessas situações, caso uma solução satisfatória não seja apresentada.

Sugestão: procurar outra operadora
O advogado Rodrigo Araújo sugere que, se possível, o consumidor, em vez de esperar a venda dos contratos, já busque outra operadora para tentar fazer a transferência do seu plano.

A transferência (chamada de portabilidade) permite que o cliente troque de plano sem precisar cumprir novas carências e vale para planos individuais e coletivos por adesão (contratados por meio de entidades de classe). Não vale para planos empresariais (que as empresas oferecem para seus funcionários).

"Mesmo que o consumidor não consiga fazer a portabilidade, se ele tiver boa saúde, pode ser melhor mudar de plano agora, apesar da carência", diz.

Migração vale a pena?
Segundo Maria Inês Dolci, nas últimas semanas algumas entidades de classe enviaram cartas a seus associados sugerindo a migração dos planos da Unimed Paulistana para os de outras operadoras. A recomendação da advogada é aceitar a migração nesses casos. 

Para quem está em tratamento, porém, a melhor saída é mesmo esperar a venda dos planos. "Nesse caso, a pessoa não pode correr o risco de ficar sem plano ou de cumprir carência, porque as carências para doenças preexistentes são longas", afirma Rodrigo Araújo.

O advogado alerta, ainda, que a crise da empresa afeta não só os clientes da Unimed Paulistana, mas usuários de todo o sistema Unimed do país.

"Alguns clientes contratam planos com cobertura nacional. Quando o paciente não encontra recursos médicos na Unimed local, ele vem para São Paulo em busca de serviços especializados", diz. "Em São Paulo, ele tem que fazer uso do sistema de convênio dos hospitais com a Unimed Paulistana, pois as Unimeds de outras cidades não têm credenciamento direto com eles."


Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/09/02/quebra-da-unimed-paulistana-atinge-744-mil-clientes-saiba-o-que-fazer.htm

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Crianças que dormem pouco podem ter mais vontade de comer, diz estudo

Pesquisa sugere que pouco sono leva crianças a comer por recompensa. Estudo envolveu 1.008 crianças de 5 anos nascidas em 2007.


Crianças que não dormem o suficiente podem estar propensas a ter mais vontade de comer, sugere um novo estudo.

A pesquisa revelou que crianças de 5 anos que dormiram menos de 11 horas por noite mostraram-se com mais vontade de comer ao ver ou se lembrar de sua guloseima preferida, em comparação àquelas que dormiram mais. O trabalho foi publicado na revista científica "International Journal of Obesity".

As crianças que dormiram menos de 11 horas também apresentaram um IMC mais alto do que aquelas que dormiram mais de 11 horas. Os Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos recomendam de 11 a 12 horas de sono para crianças em idade pré-escolar.

"Há agora um acúmulo de evidências tanto para crianças quanto para adultos que sugerem que o sono curto ou insuficiente estimula o consumo de alimentos por recompensa (comer hedônico)", diz Laura McDonald, principal autora do estudo e pesquisadora da University College London em um e-mail para a Reuters.

"Isso, é claro, é uma preocupação", acrescentou, "dado que vivemos em uma ambiente moderno 'obesogênico'", onde alimentos saborosos e altamente calóricos "são amplamente disponíveis e baratos de consumir".

Estudos anteriores mostraram que pouco sono aumenta significantemente os riscos de uma criança ter sobrepeso ou obesidade. Mas pouco se sabia sobre o efeito do sono na ingestão diária de calorias.

"Alguns estudos usando imagens cerebrais mostraram que a restrição do sono aumenta a resposta em centros de recompensa do cérebro em resposta a imagens de comidas saborosas... No entanto, nenhum estudo em crianças tinha examinado se o sono muda a receptividade à comida", observou McDonald.

Receptividade à comida
O estudo envovleu 1.008 crianças de 5 anos nascidas em 2007 na Inglaterra e no País de Gales. Os pesquisadores pediram às mães responderem um questionário sobre a receptividade dos pequenos a alimentos e seu comportamento em relação à comida quando estavam presumivelmente satisfeitos, logo depois de comer.
A média de sono das crianças do estudo foi de 11,48 horas.

Entre crianças que dormiram menos de 11 horas por noite, a receptividade à comida foi de 2,53 em uma escala utilizada pelos pesquisadores. Já as crianças que dormiram de 11 a 12 horas tiveram a receptividade à comida classificada em 2,36 e aquelas que dormiram mais de 12 horas, em 2,35.

"Entre as crianças que não dormem o suficiente à noite, limitar a exposição a alimentos saborosos em casa pode ajudar a prevenir o consumo excessivo", diz McDonald.

A pesquisadora observa, porém, que os resultados do estudo também podem indicar que as crianças que são mais propensas a terem vontade de comer são aquelas que tem uma dificuldade maior para dormir durante a noite.


Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/08/criancas-que-dormem-pouco-podem-ter-mais-vontade-de-comer-diz-estudo.html