terça-feira, 11 de agosto de 2015

Lombalgia é a doença que mais atinge os trabalhadores


No ano passado, cerca de 130 mil pessoas não puderam trabalhar por problemas nas costas, segundo dados do Ministério da Previdência Social. A lombalgia, dor na região lombar (região mais baixa da coluna), também conhecida como “dor nos quartos”, é a doença que mais acomete os profissionais.

A má postura, problemas emocionais, inflamação, infecção, hérnia de disco e artrose são algumas das causas da lombalgia. A falta de exercícios físicos, a posição que fica sentado, os movimentos repetidos no trabalho e o carregamento de peso geram as dores, que, quando mais jovem, pode ser apenas um mau jeito. Mas com o tempo pode vir a tornar-se uma doença crônica.

No caso do mau jeito, o repouso absoluto e as compressas ajudam a resolver. Já o caso crônico só é solucionado com ajuda médica, remédios, RPG, pilates e hidroginástica.

Prevenção

Seja no trabalho, em casa, no curso ou no transporte fique atento a sua postura. Corrigir a posição do corpo, evitar carregar peso, não permanecer curvado por muito tempo e escolher um colchão que não seja nem muito mole e nem muito duro são soluções práticas para evitar a lombalgia.

A Lombalgia pode ocorrer em pessoas de todas as idades. Por isso, é necessário muito cuidado diariamente. Em caso de dor na lombar, procure um ortopedista ou vá ao hospital. Os especialistas dirão o que deve fazer para a dor passar.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/08/07/lombalgia-e-a-doenca-que-mais-atinge-os-trabalhadores/

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pimenta aumenta a longevidade


Comer a especiaria de seis a sete vezes por semana reduz o risco de morte em 14%.

Refeições apimentadas podem ser um dos segredos da longevidade, diz um estudo liderado por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Médicas. Em um artigo publicado na revista British Medical Journal (BMJ), eles relatam que o consumo diário da especiaria está associado a um risco menor de morte, de câncer e de doenças coronarianas ou respiratórias. Contudo, os cientistas frisam: trata-se de uma investigação observacional, que não traça conclusões definitivas de causa e efeito. Ainda assim, eles acreditam que o resultado poderá estimular mais pesquisas que levem a recomendações dietéticas e ao desenvolvimento de alimentos funcionais.

"Nossa análise mostra uma correlação invertida entre o consumo de comida condimentada e a mortalidade global, assim como com certas causas de morte, como o câncer ou as doenças coronarianas e respiratórias", afirma a equipe responsável pelo estudo.

Trabalhos anteriores têm sugerido que a pimenta e seu ingrediente bioativo, a capsaicina, produzem efeitos benéficos sobre o organismo, como combate à obesidade, ações antioxidantes e anti-inflamatórias. Por isso, uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pelos cientistas chineses, decidiu examinar a associação entre o consumo de pratos apimentados como parte de uma dieta diária e o risco total de mortalidade.

Eles analisaram os dados de um estudo prospectivo com 487.375 participantes de 30 a 79 anos, que foram acompanhados por sete anos, de 2004 a 2008. Comparados aos participantes que ingeriam pimenta menos de uma vez por semana, aqueles que consumiam alimentos apimentados de uma a duas vezes semanalmente tiveram um risco de morte 10% menor. A mortalidade entre os que comiam pratos preparados com a especiaria de seis a sete vezes por semana foi 14% mais baixa. A associação vale tanto para homens quanto para mulheres e é ainda mais importante para os que consomem comidas picantes, mas não bebem álcool.

No artigo, os cientistas observam que alguns ingredientes bioativos podem estar por trás dessa associação. A pimenta-vermelha fresca é rica em capsaicina, vitamina C e outros nutrientes.

Ressalvas
Apesar do número considerável de pessoas observadas, o estudo apresenta alguns pontos frágeis, em particular a falta de informações detalhadas sobre a composição das refeições dos participantes.

"Não sabemos se as correlações observadas são resultado direto do consumo de pimenta ou a simples consequência de outros elementos favoráveis da alimentação que não foram levados em consideração", comentou Nita Forouhi, uma especialista em Nutrição da Universidade de Cambridge.

(Com informações da AFP)


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/08/06/noticia_saudeplena,154499/pimenta-aumenta-a-longevidade.shtml

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Programa Mais Médicos eleva consultas e reduz internações, diz ministro


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta terça-feira (4) que o programa Mais Médicos tem elevado o número de consultas e baixado a quantidade de internações hospitalares no país.

Durante cerimônia de apresentação do balanço de dois anos do programa, no Palácio do Planalto, em Brasília, Chioro disse que o número de consultas médicas nos municípios atendidos cresceu em 33% nos últimos dois anos, dado que, de acordo com o governo, representa a ampliação da capacidade de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde).

O ministro também declarou que os municípios com profissionais do programa apresentaram uma redução de 4% nas internações, o que pode representar uma diminuição dos gastos do sistema público de saúde.

"Depois de 27 anos de criação do SUS finalmente temos cobertura de atenção à saúde básica em todo o país", afirmou Chioro.

O programa conta atualmente com 18.840 médicos. Eles atuam em 4.058 municípios e 34 distritos indígenas. De acordo com o governo, 63 milhões pessoas são beneficiadas pelo programa. E todos os municípios do país passaram a tet ao menos um médico para atender a população. Antes, eram 700 sem um único profissional.

Em 2015, 15.747 médicos brasileiros se inscreveram para trabalhar no programa. Todas as 4.139 vagas abertas neste ano foram preenchidas por profissionais nascidos no país.

Uma pesquisa realizada pelo governo apontou que para 85% a qualidade do atendimento melhorou. Numa escala de zero a dez, a nota média dada pelos entrevistados ao programa foi nove.

Chioro e o ministro da Educação, Renato Janine, procuraram ressaltar a parceria entre as pastas para aumentar a oferta de cursos de medicina no país e anunciaram a criação de 3 mil novas bolsas de residência para estudantes.

Dilma realizada
Na cerimônia, a presidente Dilma Rousseff (PT) declarou que foi aconselhada a não lançar o Mais Médicos em 2013, mas que hoje se sente realizada com o programa. "Recebi vários conselhos para interromper o programa. Não foi um, não foram dois. Eram sistemáticos conselhos que diziam: 'vamos ficar muito mal com os médicos [do país]'", relatou. "Tenho certeza que o programa Mais Médicos engradece o meu mandato. Me sinto realizada que vocês [médicos] estão presentes nos municípios do país".


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/08/04/programa-mais-medicos-eleva-consultas-e-reduz-internacoes-diz-ministro.htm

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SUS vai oferecer aparelho de última geração para tipo de perda auditiva até então sem tratamento

Prótese auditiva ancorada em osso não emite um som como o aparelho convencional. Seu diferencial é vibrar o osso da cabeça.

Um grupo de deficientes auditivos, até então sem tratamento adequado, espera uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Assim que terminar o processo de recadastramento dos centros autorizados pelo Ministério da Saúde, esses pacientes terão acesso a uma tecnologia de última geração: a prótese auditiva ancorada em osso. Segundo o otorrinolaringologista Celso Becker, coordenador do Serviço de Saúde Auditiva do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), não fosse a inclusão do procedimento na rede pública alguns portadores de perda auditiva condutiva e neurosensorial unilateral dificilmente teriam a opção de ouvir, já que o aparelho custa mais de R$ 60 mil.

Os candidatos ao tratamento são pacientes que tiveram algum acometimento do canal auditivo, do tímpano ou da cadeia de ossículos que formam o ouvido médio, decorrentes de malformações ou processos infecciosos crônicos, capazes de destruir parte dessa estrutura. Nesse tipo de perda auditiva, chamada condutiva, o problema está no trajeto do som, que fica impossibilitado de chegar ao ouvido interno. “A nova tecnologia é ideal para pacientes com infecções frequentes de ouvido que acabam estragando o aparelho auditivo convencional, assim como para aqueles que nasceram sem a orelha ou sem o canal auditivo”, explica o especialista.

As próteses ancoradas também podem ser usadas por pacientes que perderam a audição por completo em apenas um dos lados, o que caracteriza o quadro de perda neurosensorial unilateral. Nesse caso, ela é ancorada no osso atrás do ouvido surdo, captando o som que ali chega e transmitindo a vibração para o ouvido sadio contralateral. Segundo Becker, a rede de saúde auditiva é bem estruturada no estado, com grande número de encaminhamentos para tratar a surdez no serviço público, mas até a nova portaria as opções eram os aparelhos auditivos convencionais e o implante coclear, para surdez profunda. “O paciente com surdez condutiva, em especial aqueles com ausência de canal auditivo, ficava no meio do caminho. Sua perda não é tão profunda que justifique o implante coclear e ele também não podia usar o aparelho auditivo convencional pela ausência do canal auditivo. Ficava, então, sem solução adequada, porque não são satisfatórios os resultados de cirurgias de reconstrução do canal auditivo”, explica.



Diferencial A prótese auditiva ancorada em osso não emite um som como o aparelho convencional. Seu diferencial é vibrar o osso da cabeça. Essa vibração movimenta o ouvido interno, que é normal nos pacientes com perda condutiva. Ele é capaz de detectar o som, só não o fazia porque esse sequer chegava até ele em função do defeito na condução decorrente de problemas no canal auditivo, tímpano ou ossículos.

Há duas opções de prótese ancorada. Em uma delas, a chamada Baha, a prótese é encaixada no osso atrás da orelha e presa por um parafuso, similar a um pino de implante dentário que transfixa a pele e onde é fixado o processador de áudio que vibra. Nesses casos, por causa do pino passar através da pele, é necessário um maior cuidado pelo maior risco de infecções. A outra opção, mais moderna, é o Bonebridge. O diferencial desse sistema é o fato dele conectar a prótese fixada ao osso ao processador de áudio, externo, por meio de um imã. “Além da virtude de manter a pele íntegra, o Bonebridge começa a funcionar mais rápido”, explica.
As próteses só são ativadas após o osso se integrar ao parafuso. Geralmente isso dura até três meses, mas com o Bonebridge a ativação pode ser antecipada, pois a integração ocorre em três ou quatro semanas. A cirurgia é simples, dura cerca de uma hora e meia, e o paciente tem alta no mesmo dia ou no seguinte. Depois, é só esperar a integração óssea para ter os benefícios do tratamento. Quando o aparelho estiver pronto para ser ativado o paciente passa por uma simples reabilitação. Já que seu caso não era de privação da audição, a linguagem oral geralmente está estabelecida.

Segundo Marcela Stefanini, fonoaudióloga e especialista em Audiologia Clínica e Educacional, para a ativação o aparelho precisa ser ajustado e receber sua primeira programação. “Esse processo é feito com ajuda do paciente, que relata se o sinal está fraco ou forte. Com ajuda de um software, fazemos o balanceamento entre as frequências graves e agudas e criamos alguns programas que podem ser acionados pelo usuário por meio de um botão no condutor de áudio. É possível, por exemplo, configurar a programação para uso do telefone e prática de atividade física. O paciente que corre, por exemplo, pode ficar incomodado com o barulho do vento captado pelo aparelho”, explica.

O aparelho tem vida longa e a parte externa deve ser trocada, aproximadamente, a cada seis anos. Segundo Marcela, o paciente deve fazer uma manutenção anual. No acompanhamento periódico feito pelo centro os ajustes serão mantidos em ordem. No caso do Bonebridge, não há cuidados específicos com a pele, pela ausência do pino externo e pelo fato do implante ser de material biocompatível. Os processadores de áudio devem ser retirados para o banho e na hora de dormir. A bateria, descartável, deve ser trocada a cada sete dias.

Mais acesso A portaria do SUS, publicada em dezembro do ano passado, não contempla apenas a prótese auditiva ancorada em osso. Segundo o otorrinolaringologista Arthur Castilho, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, onde coordena o Grupo de Otologia, outros procedimentos foram incluídos no serviço de reabilitação de surdez com cirurgia. Além da prótese ancorada, destaca-se o implante coclear bilateral. “Antes o paciente podia fazer o implante em apenas uma orelha. O terceiro ganho é a possibilidade de manutenção e troca dos componentes do implante coclear. Antes, principalmente no caso das crianças, se eles perdiam ou danificavam algum componente da parte externa não era possível recorrer, porque são equipamentos caros”, comemora.

Cada prótese auditiva ancorada em osso, por exemplo, vai custar R$ 25.875 ao SUS. Segundo Castilho, hoje, quem tem a prótese ancorada conseguiu via judicialização. Alguns planos de saúde, aqueles que ele considera de alta gestão, também costumam pagar pela tecnologia depois de analisar os benefícios. O objetivo, agora, é incluir a prótese auditiva ancorada em osso no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS), o que obrigaria todos os planos de saúde a oferecer o tratamento. Antes disso, uma comissão, da qual Castilho faz parte, está tentando a inclusão no rol de procedimentos da Associação Médica Brasileira. “Esse é o primeiro passo para chegarmos à ANS. Mas se foi incluída pelo SUS é porque é forte o nível de evidência de sua funcionalidade. A ampliação do acesso é questão de tempo”, projeta.

Serviço: Apesar de a portaria ter sido publicada no final de 2014, os centros esperam o recredenciamento para começar o tratamento. Becker acredita que, no Hospital das Clínicas, as cirurgias só começarão em 2016. Enquanto isso, o centro está fazendo a triagem dos candidatos ao tratamento. Em Belo Horizonte, todos os casos de perda auditiva identificados na rede de atenção primária são encaminhados para a Junta Reguladora de Saúde Auditiva, que funciona na Unidade de Referência Secundária (URS) Padre Eustáquio. Para acesso à prótese o paciente precisa de uma indicação médica e uma audiometria que comprove o tipo e grau da perda auditiva. Mais informações pelo e-mail saudeauditiva@hc.ufmg.br.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/08/05/noticia_saudeplena,154493/sus-vai-oferecer-aparelho-de-ultima-geracao-para-tipo-de-perda-auditiv.shtml

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Como o refrigerante afeta o corpo e a saúde?


De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, metade da população estadunidense bebe refrigerante em algum dia da semana, principalmente adolescentes e adultos jovens.

Há aproximadamente dez colheres de açúcar adicionadas em cada lata de refrigerante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de até seis colheres de açúcar por dia. Por este motivo, não é surpresa que o consumo de refrigerante esteja associado a diversos problemas de saúde. Segundo Harvard School of Public Health, pessoas que bebem uma a duas latas de refrigerante por dia são 26% mais propensas a desenvolver a diabetes tipo 2. Segundo pesquisa divulgada pelo portal Medical News Today, anualmente 184 mil mortes no mundo são consequências da ingestão de bebidas açucaradas.

Como o corpo reage

A intensa doçura do refrigerante faz com que o organismo queira “colocar para fora” toda essa quantidade de açúcar ingerida de uma vez só. No entanto, o ácido fosfórico enfraquece o adocicado, mantendo todo o açúcar dentro do nosso organismo.

Após 20 minutos da ingestão da bebida, a pressão sanguínea se eleva, há uma explosão de insulina e o fígado responde a tudo isso transformando o açúcar consumido em gordura.

Em 40 minutos, o corpo absorve toda a cafeína da bebida, causando dilatação das pupilas e aumento da pressão sanguínea. Neste momento, o cérebro previne a sonolência. Cinco minutos após isso, o cérebro apresenta efeitos semelhantes ao consumo da heroína.

Uma hora após a ingestão do refrigerante, a taxa de açúcar começa a cair, causando irritabilidade e lentidão. Por fim, a água da bebida é expelida por meio da urina e junto a ela vai uma alta quantidade de cálcio, magnésio e zinco, propriedades indispensáveis para a saúde.

A chave para evitar problemas à saúde é moderação. É possível continuar consumindo refrigerante, contanto que seja em quantidade baixa e seja mantida os exercícios físicos e a dieta balanceada.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/08/03/como-o-refrigerante-afeta-o-corpo-e-a-saude/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Pela primeira vez, medicamento que usa impressão 3D é aprovado pela FDA


A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou pela primeira vez um medicamento que utiliza tecnologia de impressão 3D, abrindo caminho para potenciais customizações de remédios para atender às necessidades dos pacientes.

O medicamento, produzido pela empresa privada Aprecia Pharmaceuticals, foi aprovado para uso oral como uma terapia alternativa prescrita para o tratamento de epilepsia, disse a companhia nesta segunda-feira.

O Spritam usa a tecnologia "ZipDose" da Aprecia, um sistema de entrega que cria doses pré-mensuradas que se desintegram na boca com um pouco de líquido.

A impressão em 3D pode ajudar as empresas a desenvolverem produtos com "especificações individuais para cada paciente ao invés de adotar uma abordagem padronizada para todos", disse o analista da Wedbush Securities Tao Levy.

Na indústria de cuidados médicos, essas impressoras são usadas por dentistas para criar réplicas de mandíbulas e dentes, assim como alguns implantes dentais acabados, e cirurgiões ortopédicos têm feito testes para criar próteses de quadril customizadas.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/reuters/2015/08/03/pela-primeira-vez-medicamento-que-usa-impressao-3d-e-aprovado-pela-fda.htm

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Quem fica sentado muito tempo pode ter problemas circulatórios, alerta entidade


O alerta vale para longas viagens e até o período trabalhando.

Pessoas que ficam sentadas durante longos períodos, em especial em viagens de avião, ônibus e carro, e mesmo em escritórios, estão mais propensas a ter problemas circulatórios. O alerta é da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, que está lançando campanha nacional de orientação à população. A ação será reforçada em agosto, quando se comemora o Dia do Cirurgião Vascular, no dia 14.

“A posição sentada não é anatômica para o ser humano. Anatômico é caminhar ou deitar. O sentar é uma imposição da sociedade e da evolução do ser humano”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Pedro Pablo Komlós. Ele destacou que mesmo quando senta no escritório, no restaurante, em casa para assistir à TV, a pessoa costuma levantar de tempos em tempos, inclusive para ir ao banheiro, e cruza e descruza as pernas. “Existe um movimento. O coração das pernas, que são as panturrilhas [chamadas de barrigas ou batatas das pernas], se movem constantemente no dia a dia”, acrescentou.

Porém, quando a pessoa faz uma viagem longa, em espaços apertados, a movimentação se torna difícil. Há imobilidade, “e aí começam a surgir os problemas”, ressalta. Com o movimento reduzido, a tendência é a pessoa se desidratar, em função do ambiente seco, com ar refrigerado permanentemente ligado e ingestão de quantidade pequena de líquidos. Segundo o especialista, todos que ficam muitas horas sentados tendem a inchar e, depois que levantam, sentem desconforto, “as pernas ficam doloridas, pesadas”.

“Depois de ficar muito tempo sentado em uma mesma posição, sem movimentar as pernas, com os joelhos dobrados, sem sequer cruzar (as pernas) porque não cabe, desidratando, a pessoa tem dificuldade de retorno do sangue nas veias, dos pés ao coração”, diz o presidente da entidade. A partir disso, pode acontecer trombose, embolia no pulmão, que eventualmente podem ser fatais.

Se a pessoa tem uma história familiar de trombofilia, essa é uma característica que tende a se repetir. O mesmo ocorre se há deficiência de algum fator de coagulação. Outro elemento desencadeante de trombose é a presença de varizes volumosas, que precisam ser tratadas, não só por serem feias ou provocarem dores, mas também por serem potencialmente perigosas e favorecerem o aparecimento de trombose.

Há ações simples que podem ser feitas para evitar os problemas. O programa de check-up vascular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, que será divulgado para a população leiga de todo o país, pode ser permanentemente atualizado, chamando a atenção dos profissionais da área para a existência de doenças vasculares. As pessoas sadias passarão a fazer também check-ups vasculares, que envolvem exames físicos e de coagulação sanguínea, além de ecografia.

Com esses procedimentos avalia-se a condição da pessoa. O tratamento das varizes nesse contexto vai ser um elemento importante na vida do indivíduo, por ser um "tratamento preventivo, que vai evitar que ele tenha outras complicações no futuro”, acrescentou.

Para viagens com duração acima de oito horas, ele disse que o uso de meia elástica de média compressão ajuda muito a prevenir inchaço e dores, além de prevenir da trombose. Segundo o especialista, quando existe preocupação ou conhecimento de enfermidade prévia na família, a indicação é que a pessoa procure um angiologista ou cirurgião cardiovascular. Existe também a possibilidade de uso de alguns medicamentos, como flebotônicos (substância para estimular o funcionamento das veias) e até anticoagulante oral simples, de curta duração. Os medicamentos devem, entretanto, ser prescritos por especialistas.

Caminhar de tempos em tempos é recomendável. Além disso, estando em um mesmo lugar, a pessoa deve procurar mexer os pés, como se estivesse acionando o pedal de uma máquina de costura. “É um exercício bom, que vai movimentar a panturrilha. Com isso, você está bombeando as veias”, ressaltou.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/07/29/noticia_saudeplena,154398/quem-fica-sentado-muito-tempo-pode-ter-problemas-circulatorios-alerta-entidade.shtml