quinta-feira, 18 de junho de 2015

Estados Unidos poderão banir gordura trans até 2018


Esta semana o governo dos Estados Unidos lançou um projeto para banir que seja utilizada gordura trans em alimentos. Segundo pesquisas realizadas desde 1980, este tipo de gordura é prejudicial à saúde e pode provocar problemas cardíacos, principal causa de morte entre os estadunidenses.

A maneira encontrada pela FDA, agência responsável pela regulação de alimentos e drogas nos Estados Unidos, para controlar o alto índice de americanos com doenças cardíacas foi proibir o uso de gordura trans em alimentos, como bolachas, recheios para bolo, batata frita e pizza congeladas, sorvete, nuggets de frango, entre outros produtos. O consumo destes alimentos aumenta o colesterol ruim (LDL) e diminui o colesterol bom (HDL).

A gordura trans é capaz de transformar óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente, de forma a estender a validade e dar mais cremosidade aos alimentos industrializados. A FDA busca até 2018 extinguir a gordura nos alimentos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite que alimentos com 0,2g de gordura por porção sejam considerados “livres de gordura trans”.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/06/17/estados-unidos-poderao-banir-gordura-trans-ate-2018/

terça-feira, 16 de junho de 2015

Cigarro é responsável por quase 50% das mortes por 12 tipos de câncer


O cigarro foi responsável por quase metade das mortes por 12 tipos de câncer em 2011 nos Estados Unidos - revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (15) pela revista JAMA Internal Medicine.

Segundo a pesquisa, 48,5% das quase 346.000 mortes atribuídas a um dos 12 tipos de câncer entre adultos de ao menos 35 anos durante esse período foram fumantes de cigarro.

Nesse grupo, a maioria das mortes relacionadas ao tabaco (74,9% ou 129.799) foram produto de câncer de pulmão, dos brônquios e da traqueia. Os tumores de laringe representaram 1,7% ou 2.856 casos.

Cerva da metade das mortes por câncer da cavidade bucal, do esôfago e da bexiga também foram resultado do consumo de tabaco, concluíram os investigadores, entre eles Rebecca Siegel, da American Cancer Society em Atlanta, uma das principais autoras da pesquisa.

"Fumar cigarro continua sendo a causa de um grande número de mortes por câncer apesar dos 50 anos da luta anti-tabagista", ressalta o estudo.

Mais de 20 milhões de norte-americanos morreram prematuramente por causa do cigarro nos últimos 50 anos, segundo o último informe do ministério da Saúde dos Estados Unidos publicado este ano.

Apesar dos espetaculares avanços registrados - 18% da população norte-americana ainda fuma na atualidade, contra 42% em 1964 - 443.000 americanos morrem todos os anos vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2015/06/15/cigarro-e-responsavel-por-quase-50-das-mortes-por-12-tipos-de-cancer.htm#fotoNav=9

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Psiquiatra dá 7 dicas para quem convive com a Síndrome do Pânico


A síndrome do pânico é um transtorno psiquiátrico que exige diagnóstico exato e tratamento correto. As crises são bastante desagradáveis, e algumas dicas podem auxiliar a complementar o tratamento. Confira as dicas do psiquiatra e clínico geral 
Cyro Masci:

1. Respire. Durante as crises de pânico a respiração fica bem alterada, o que piora muito o quadro. Inspire lentamente pelo nariz, retenha por pouquíssimo tempo o ar nos pulmões e exale também lentamente pelo nariz. É muito importante que o tempo que o ar sai, a expiração, dure o dobro do tempo que levou para entrar. Se você inspirou, por exemplo, por 2 segundos, a expiração deve durar 4 segundos. Mantenha essa respiração controlada por 30 a 60 segundos. Treine antes das crises.

2. Incomoda mas não mata. Sintomas de pânico são bem desagradáveis, mas não levam a morte. Tenha sempre presente que sensação ruim não significa que alguma doença grave está presente, especialmente depois que algum médico assegurou esse fato.

3. Mude o foco da atenção. Ao invés de ficar focado nos sintomas, procure desviar sua atenção para alguma outra coisa, um cenário, uma foto, ou alguma imagem relaxante que você tenha de algum lugar que conheceu. Ficar prestando atenção aos sintomas só cria mais medo.

4. Não fique muito tempo sem comer. Até mesmo 3 ou 4 horas sem se alimentar pode provocar queda dos níveis de açúcar no sangue e provocar uma crise de pânico. Coma periodicamente, não fique em jejum prolongado.

5. Seja seletivo com as notícias e informações que procura. Não estimule seu cérebro com catástrofes desnecessariamente, por exemplo, com notícias em que você não pode fazer nada a respeito e só servem para colocar seu cérebro em alarme e facilitar mais crises.

6. Restrinja cafeína. Café no máximo 4 ao dia, sendo que o último até as 17 horas, ou você pode provocar insônia. Excesso de cafeína pode, isoladamente, provocar crises de pânico.

7. Não tente guardar tudo na memória. Faça uma lista simples do que tem que fazer durante o dia e vá ticando quando completa. Se não fizer isso, vai criar um senso de urgência indefinido que só piora tudo.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/06/10/noticia_saudeplena,153704/psiquiatra-da-7-dicas-para-quem-convive-com-a-sindrome-do-panico.shtml

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Paciente toca e canta durante cirurgia de extração de tumor cerebral


Durante o procedimento de extração de tumor cerebral é comum que o paciente receba uma anestesia geral, para não sentir dor e dormir. Mas para toda regra há uma exceção. Em Santa Catarina, a exceção tem nome e sobrenome: Anthony Kulkamp Dias.

Anthony permaneceu acordado, tocando violão e cantando durante toda a cirurgia. Esta técnica de manter o contato verbal e motora entre o paciente e o médico chama-se Monitorização Cerebral, que evita lesões em áreas sensoriais, motora e da fala. Esta técnica é utilizada quando o tumor encontra-se próximo a áreas com funções especiais do cérebro, pois há o risco que elas sejam perdidas caso ocorra alguma lesão durante o procedimento. Ao manter Anthony cantando e tocando, os médicos puderam monitorar em tempo real suas funções.

O rapaz de 33 anos descobriu que estava com um tumor no cérebro dias após o nascimento do filho. Ele sentia dificuldades na fala e buscou ajuda médica.

Durante a cirurgia, ele tocou Yesterday, dos Beatles; uma canção em alemão; Telefone Mudo, do Trio Parada Dura e, em homenagem ao seu filho de meses, Emanuel, música criada por Anthony.

Assista ao vídeo: http://migre.me/q8eh5


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/06/04/paciente-toca-e-canta-durante-cirurgia-de-extracao-de-tumor-cerebral/

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Campanha de prevenção a herpes-zóster é lançada no país


Desde a quinta-feira (4), a campanha da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) sobre a herpes-zóster é divulgada em sites e veículos de comunicação.

Esta infecção viral é causada por um vírus chamado Varicela-zóster, que não deve ser confundido com o vírus da herpes simples. Essa doença surge pelo vírus da catapora (varicela) adormecido.

Seus principais sintomas são formigamento, febre baixa no primeiro dia e lesões vermelhas que doem e coçam, bem parecidas com picadas de inseto ou alergia. Por fim, surgem bolhas com água (onde contém o vírus). Para quem tem uma boa saúde, em sete dias todas as lesões terão criado crosta e a doença terá chegado ao fim.

A herpes-zóster pode ser transmitida através do contato. Por isso, é importante separar as toalhas e os objetos pessoais que entram em contato com a lesão, que deverá ser limpada com água boricada e coberta para impedir que bactérias causem infecção.

Esta doença pode acometer pessoas de qualquer idade, mas é mais perigosa quando acontece com quem possui mais de 50 anos, por causa do sistema imunológico que é mais devagar.

A vacina de prevenção a catapora pode ajudar a evitar a herpes-zóster, mas este estudo é muito recente.

A herpes-zóster costuma curar por si mesma, mas isso depende do sistema imunológico da pessoa. Por isso, é importante buscar ajuda médica assim que os primeiros sintomas surgirem. Caso o tratamento não seja realizado, a herpes-zóster pode piorar e gerar dificuldade na execução de atividades do cotidiano, como movimentar os braços. Em casos mais graves, quando ataca a região dos olhos, pode causar cegueira.


Para saber mais sobre esta doença e a nova campanha, visite: http://www.entendaozoster.com.br/

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Prótese que simula sensibilidade de membro perdido é esperança contra dores fantasma


A informação parte da prótese para chegar ao cérebro


Um austríaco que não tem uma perna se tornou o primeiro amputado a utilizar uma prótese que recria a sensibilidade do membro perdido e dá esperanças contra as dores fantasma. "Tenho a impressão de ter um pé novamente", afirmou  Wolfgang Rangger, um professor de 54 anos, amputado na altura do joelho em 2007 após complicações de um acidente vascular cerebral.

"Já não escorrego no gelo, sinto a diferença quando caminho sobre cascalho, concreto, grama ou areia. Sinto inclusive as pedrinhas", afirma o primeiro paciente operado pelo professor Hubert Egger, da Universidade de Linz (norte).

Seis meses depois do implante, Wolfgang Rangger corre, anda de bicicleta e inclusive faz escalada. Quando caminha, seu coxear é quase imperceptível. Este resultado espetacular é fruto de uma técnica que associa o deslocamento dos feixes de nervos com a aplicação de sensores conectados em uma prótese de um novo tipo.

No caso do paciente de Linz, os médicos pegaram, no centro do coto, as terminações nervosas que conduziam inicialmente ao pé amputado. Depois as desviaram à superfície da coxa, onde as conectaram com a parte alta da prótese.

Sinal enviado ao cérebro

Por sua vez, a perna artificial inclui sensores sob a planta do pé unidos a outras células, chamadas simuladores, que estão em contato com o coto. A informação transferida entre os sensores e os simuladores permite imitar, e finalmente reproduzir, a sensação do membro perdido.

Com cada passo, cada vez que exerce pressão sobre o solo, o pé artificial de Wolfgang Rangger envia um sinal preciso ao cérebro.

"Em um pé com boa saúde, são os receptores da pele os que cumprem esta função. Um amputado não tem estes receptores, é claro. Mas os transmissores de informação, que são os nervos, seguem existindo. É preciso apenas estimulá-los", resume o professor Egger.

O médico austríaco já havia inovado em 2010 ao apresentar uma prótese de braço controlada pela mente, graças a uma conexão entre os nervos motores e a prótese.

Desta vez o princípio é o mesmo, mas o percurso é realizado ao contrário: a informação parte da prótese para chegar ao cérebro. 

O fim das dores fantasma

Além disso, a prótese testada em Linz oferece a quem usa uma segunda vantagem que, ao menos para ele, é igualmente importante: o novo sistema colocou fim, em apenas alguns dias, às dores fantasmas que precisou suportar durante anos depois de perder sua perna.

"Com minha prótese convencional", lembra Wolfgang Rangger, "podia apenas caminhar. Não conseguia dormir mais que duas horas por noite e precisava de morfina para aguentar durante o dia".

Esta sensação de sofrimento no membro que já não possui, muito comum, ocorre devido a uma hipersensibilidade que se desenvolve progressivamente no cérebro, que, de certa forma, busca o membro amputado, explica o professor Egger.

A dor fantasma, prossegue, é agravada pela lembrança traumática do acidente ou da doença que levou à amputação.

A prótese "sensível" o remedia, ao enviar novamente informações ao cérebro, interrompendo sua busca vã e infinita.

O custo do protótipo está calculado entre 10.000 e 30.000 euros. Sua industrialização já poderia começar, mas a equipe de Linz quer estudar um pouco mais os resultados obtidos com o primeiro paciente.
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/06/08/noticia_saudeplena,153666/protese-que-simula-sensibilidade-de-membro-perdido-e-esperanca-contra.shtml

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Hospital da Unicamp realiza 1ª cirurgia com titânio impresso em 3D




Inédito no Brasil, o procedimento de reconstrução crânio-facial com placas de titânio impressas em 3D foi um sucesso em sua primeira experiência.

Foi no Hospital das Clínicas da Unicamp que Jéssica Cussioli, 23 anos, foi operada. Em setembro do ano passado, a jovem sofreu um acidente de moto. Ao tentar desviar de um buraco, ela bateu o rosto em uma caçamba e, mesmo com o capacete, sofreu traumatismo crânio-facial e um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que resultaram no afundamento do crânio, perda da visão do olho direito e parcial dos movimentos do lado esquerdo do corpo.

Após o acidente, Jéssica passou uma cirurgia, onde sua chance de sobrevivência era de 2%. Após isso, sofreu mais três procedimentos até ser encaminhada para Campinas. A jovem foi a primeira pessoa no país a receber, simultaneamente, três placas de titânio para reconstrução crânio-facial em uma cirurgia realizada pelos cirurgiões Paulo Kharmandayan, Davi Calderoni, Herbeti Aguiar e Adriano Mesquita da cirurgia plástica e Enrico Ghizoni da neurocirurgia. Em matéria publicada no portal da Unicamp, Dr. Kharmandayan afirma que o sucesso se deve ao trabalho multiprofissional de engenheiros, médicos e físicos.

Cirurgia

A mãe de Jéssica realizou pesquisas sobre cirurgias que ajudassem a sua filha. Ao descobrir esta nova técnica, ainda em fase de pesquisa, ela entrou em contato com os responsáveis. “Ao relatar a história em um e-mail e links de notícias da cidade sobre o caso, solicitei uma tomografia e ao receber e discutir com o Kharmandayan apostamos no projeto para a prototipagem crânio-facial em 3D com titânio e aperfeiçoamento das técnicas”, conta o engenheiro mecânico André Jardini para o portal da Unicamp.

Jardini, que é pesquisador sênior do instituto BIOFABRIS, explicou que o equipamento para produção da placa de titânio é importado da Alemanha e custa cerca de R$ 3 milhões. O conceito de “biofabricação” consiste em utilizar técnicas de engenharia e biomateriais para a construção de estruturas tridimensionais, fabricação e confecção de substitutos biológicos que atuarão no tratamento, restauração e estruturação de órgãos e tecidos humanos.

Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/06/03/hospital-da-unicamp-realiza-1a-cirugia-com-titanio-impresso-em-3d/