segunda-feira, 16 de março de 2015

Cirurgia íntima: no limite da vaidade feminina


Divulgado em julho do ano passado o relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelou que o Brasil é o atual campeão mundial na realização de cirurgias plásticas íntimas, ultrapassando os Estados Unidos. Profissionais da área membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica acreditam que o Brasil conquistou esse título devido a diversos itens, entre eles o fator financeiro do país, a vaidade da brasileira, a mudança no comportamento sexual da mulher brasileira e a competência dos médicos brasileiros.
relatório revela que o Brasil é campeão na realização de algumas cirurgias como rejuvenescimento vaginal. Outro procedimento comum é a ninfoplastia, neste caso, a cirurgia plástica tem por objetivo diminuir os pequenos lábios vaginais, estruturas que têm como principal função direcionar o jato de urina durante a micção. Além disso, os pequenos lábios também tem a função de proteger a vagina.
Esta cirurgia é feita, principalmente, em casos de incômodo estético ou até mesmo de dor durante a relação sexual. Na maioria dos casos, de acordo com os médicos especialistas, o desconforto é mais psicológico do que funcional: por sentirem que têm algo diferente do padrão, muitas mulheres se sentem constrangidas diante dos parceiros.
Quando indicada, a cirurgia íntima feminina também pode alterar o tamanho e o formato dos grandes lábios dando uma aparência estética melhor e um conforto maior durante a relação.
Indicações da cirurgia íntima feminina
Na maioria dos casos, a estética e o incômodo psicológico durante a exposição ao parceiro e a relação sexual é a motivação para a cirurgia. Em casos mais raros, a dificuldade em higienizar a região acaba provocando acúmulo de secreções e urina levando a infecções constantes, como a candidíase, o que também leva as mulheres a optar pela cirurgia plástica.
De acordo com especialistas a cirurgia também é indicada para casos em que o tamanho exagerado dos pequenos lábios pode causar dor durante a relação sexual. O incômodo acontece pois estas estruturas acabam dobrando-se para dentro da vagina durante a penetração, podendo surgir até mesmo pequenas lesões devido a esse atrito.
Como é feita a cirurgia íntima feminina
Normalmente é utilizada a anestesia raqui ou peridural com sedação simples, para que a mulher durma durante o procedimento. Como opção, pode-se ainda usar apenas anestesia local com sedação. Nesses casos é possível deixar o hospital no mesmo dia. O cirurgião retira parte dos pequenos lábios e reconstrói essas estruturas. São dados pontos, normalmente absorvíveis, ou seja, que não precisam ser retirados posteriormente. As cicatrizes costumam ser discretas. O procedimento dura, em média, de 40 minutos à uma hora em meia. Por se tratar de uma cirurgia simples, a paciente pode ir para casa no mesmo dia.
Quando a cirurgia objetiva melhorar o aspecto dos grandes lábios, pode-se fazer basicamente duas abordagens: para se diminuir utiliza-se pequenas cânulas de lipoaspiração com ou sem cicatriz na parte interna do grande lábio (a cicatriz fica pouco aparente). Quando o envelhecimento, perda de peso ou fatores de hereditariedade “murcham” os grandes lábios, o cirurgião pode melhorar a região com aplicações de gordura da própria paciente (lipoenxertia estruturada).
Qual profissional pode realizar a cirurgia íntima feminina
O cirurgião plástico e o ginecologista são os profissionais mais indicados para esse tipo de cirurgia, sendo de imprescindível procurar profissionais capacitados e certificados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para qualquer procedimento cirúrgico estético.
Contraindicações
A cirurgia íntima não possui contraindicações absolutas, no entanto, como em qualquer cirurgia, indivíduos com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca, descontroladas devem evitar procedimentos cirúrgicos.
Pacientes com infecção ativa no local ou corrimento devem fazer tratamento antes de se submeter à cirurgia. Também há uma recomendação especial para fumantes: abstinência por dois ou três meses antes da cirurgia. Por fim, mulheres com hipertensão, diabetes ou asma devem ser avaliadas sobre o risco da cirurgia.
Ressaltando uma vez mais a importância do acompanhamento médico qualificado.
Por Saúde blog
Com informações Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Portal Minha Vida.


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