Divulgado em julho do ano passado o relatório
da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelou que o
Brasil é o atual campeão mundial na realização de cirurgias
plásticas íntimas, ultrapassando os Estados Unidos.
Profissionais da área membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
acreditam que o Brasil conquistou esse título devido a diversos itens, entre
eles o fator financeiro do país, a vaidade da brasileira, a mudança no
comportamento sexual da mulher brasileira e a competência dos médicos
brasileiros.
O relatório
revela que o Brasil é campeão na realização de algumas cirurgias como
rejuvenescimento vaginal. Outro procedimento comum é a ninfoplastia, neste
caso, a cirurgia plástica tem por objetivo diminuir os pequenos lábios
vaginais, estruturas que têm como principal função direcionar o jato de urina
durante a micção. Além disso, os pequenos lábios também tem a função de
proteger a vagina.
Esta
cirurgia é feita, principalmente, em casos de incômodo estético ou até mesmo de
dor durante a relação sexual. Na maioria dos casos, de acordo com os médicos especialistas, o desconforto é mais psicológico do
que funcional: por sentirem que têm algo diferente do padrão, muitas mulheres
se sentem constrangidas diante dos parceiros.
Quando
indicada, a cirurgia íntima feminina também pode alterar o tamanho e o formato
dos grandes lábios dando uma aparência estética melhor e um conforto maior
durante a relação.
Indicações
da cirurgia íntima feminina
Na maioria
dos casos, a estética e o incômodo psicológico durante a exposição ao parceiro
e a relação sexual é a motivação para a cirurgia. Em casos mais raros, a
dificuldade em higienizar a região acaba provocando acúmulo de secreções e
urina levando a infecções constantes, como a candidíase, o que também leva as
mulheres a optar pela cirurgia plástica.
De
acordo com especialistas a cirurgia também é indicada para
casos em que o tamanho exagerado dos pequenos lábios pode causar dor durante a
relação sexual. O incômodo acontece pois estas estruturas acabam dobrando-se
para dentro da vagina durante a penetração, podendo surgir até mesmo pequenas
lesões devido a esse atrito.
Como é feita
a cirurgia íntima feminina
Normalmente
é utilizada a anestesia raqui ou peridural com sedação simples, para que a
mulher durma durante o procedimento. Como opção, pode-se ainda usar apenas
anestesia local com sedação. Nesses casos é possível deixar o hospital no mesmo
dia. O cirurgião retira parte dos pequenos lábios e reconstrói essas
estruturas. São dados pontos, normalmente absorvíveis, ou seja, que não
precisam ser retirados posteriormente. As cicatrizes costumam ser discretas. O
procedimento dura, em média, de 40 minutos à uma hora em meia. Por se tratar de
uma cirurgia simples, a paciente pode ir para casa no mesmo dia.
Quando a
cirurgia objetiva melhorar o aspecto dos grandes lábios, pode-se fazer basicamente
duas abordagens: para se diminuir utiliza-se pequenas cânulas de lipoaspiração
com ou sem cicatriz na parte interna do grande lábio (a cicatriz fica pouco
aparente). Quando o envelhecimento, perda de peso ou fatores de hereditariedade
“murcham” os grandes lábios, o cirurgião pode melhorar a região com aplicações
de gordura da própria paciente (lipoenxertia estruturada).
Qual
profissional pode realizar a cirurgia íntima feminina
O cirurgião
plástico e o ginecologista são os profissionais mais indicados para esse tipo
de cirurgia, sendo de imprescindível procurar profissionais capacitados e
certificados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para qualquer
procedimento cirúrgico estético.
Contraindicações
A cirurgia
íntima não possui contraindicações absolutas, no entanto, como em qualquer
cirurgia, indivíduos com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e
insuficiência cardíaca, descontroladas devem evitar procedimentos cirúrgicos.
Pacientes
com infecção ativa no local ou corrimento devem fazer tratamento antes de se
submeter à cirurgia. Também há uma recomendação especial para fumantes:
abstinência por dois ou três meses antes da cirurgia. Por fim, mulheres com
hipertensão, diabetes ou asma devem ser avaliadas sobre o risco da cirurgia.
Ressaltando
uma vez mais a importância do acompanhamento médico qualificado.
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Saúde blog
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informações Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Portal Minha Vida.

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