segunda-feira, 28 de março de 2016

Contracepção: ciência está perto de colocar no mercado a pílula do homem

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Composto desenvolvido por pesquisadores americanos cessa a produção de espermatozoides em ratos, abrindo caminho para um anticoncepcional masculino.

Um dos maiores desafios para a indústria farmacêutica é o anticoncepcional masculino, há anos buscado sem sucesso por diferentes grupos de pesquisa. Durante a 251ª Reunião da Sociedade Americana de Química, que ocorre em San Diego, na Califórnia, especialistas afirmaram que nunca se esteve tão perto de uma pílula do homem. Segundo eles, uma nova molécula cessou a produção de espermatozoides em ratos de maneira mais durável e com menos efeitos colaterais que qualquer outro método já testado. Embora o estudo ainda deva passar por muitas fases, o feito foi celebrado pelos autores do trabalho.

A dificuldade de criar um anticoncepcional para homens se deve aos muitos critérios que devem ser contemplados. Além de seguro, o produto deve ser ingerido de forma fácil, não provocar efeitos adversos e ser reversível, ou seja, o paciente deve recobrar a fertilidade depois que interromper o uso. A indústria, contudo, não desiste da empreitada por considerar que uma pílula desse tipo é uma demanda de muitos casais, especialmente aqueles nos quais as mulheres não podem usar contraceptivos.

Até hoje, diferentes compostos foram experimentados para esse fim, incluindo a testosterona. “Em certas doses, ela causa infertilidade. Mas não funciona para até 20% dos homens e pode causar efeitos colaterais, incluindo ganho de peso e uma diminuição do colesterol”, conta, em um comunicado à imprensa, Jillian Kyzer, coautora do trabalho e pesquisadora da Universidade de Minnesota.


Continuidade

O novo estudo se baseou em um anterior realizado pela empresa americana Bristol-Myers Squibb, que revelou uma molécula que afetava o receptor do ácido retinoico — substância necessária para a produção dos espermatozoides — dos testículos. Embora parecesse promissor, o projeto falhou quando os testes mostraram que a droga afetava receptores de ácido retinoico em outras partes do corpo, provocando efeitos indesejáveis.

Liderada por Gunda Georg, a equipe de Minnesota continuou investigando essa abordagem até chegar a um composto chamado BMS-189532. “Fomos capazes de melhorar a solubilidade do composto e criar um derivado mais estável”, disse Georg ao Correio. Após injetar a droga nos testículos de ratos, os pesquisadores observaram um efeito mais durador e com menos danos colaterais.

Georg reconhece que ainda não atingiu a meta perseguida, mas garante que o feito coloca seu grupo no caminho certo. “É nosso objetivo desenvolver compostos eficazes que não tenham efeitos colaterais. Nós ainda não conseguimos, mas nossa pesquisa atual deve ajudar no desenvolvimento de um composto eficaz”, afirmou. Outro problema é que a ingestão oral por parte dos animais não gerou o mesmo resultado, algo a ser alterado. “Ninguém quer se injetar com uma agulha, uma vez por dia ou uma vez por semana, durante grande parte da vida”, destacou a cientista.

Ajustes necessários

Eduardo Bertero, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) considera o estudo interessante, mas lembra que fatores como o uso oral e a durabilidade são de extrema importância. “Essa nova molécula mostrou uma boa atividade contra a formação dos espermatozoides, mas não teve sucesso no uso oral. Isso pode ter ocorrido porque o BMS-189532 não conseguiu se manter na corrente sanguínea por muito tempo, e o fígado pode tê-la processado muito rápido. Esse obstáculo pode ser alterado, quem sabe acrescentando outra molécula ao medicamento, que impeça isso”, avaliou o especialista.

Para Diogo Mendes, urologista do Hospital Santa Luzia em Brasília, mais pesquisas serão necessárias para que a molécula vire um medicamento disponível nas farmácias. “Todo anticoncepcional precisa ser reversível, essa é uma das características que esse estudo precisa analisar. O efeito dessa droga também precisa ser visto em mais animais, o que permitirá um ajuste de problemas, como os efeitos colaterais”, disse.

Mendes, contudo, acredita que a pílula do homem se tornará realidade. “Temos muita pesquisa e um grande investimento sendo feito, já que quem tiver a patente desse remédio por 20 anos, provavelmente, vai ter um grande retorno. Existem grandes possibilidades futuras, mas precisar quanto tempo será necessário é difícil”, destaca.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/03/24/noticia_saudeplena,156344/contracepcao-ciencia-esta-perto-de-colocar-no-mercado-a-pilula-do-hom.shtml

quinta-feira, 24 de março de 2016

Alimentação viva pode ser a chave para a cura de doenças como diabetes


Estilo de vida baseado na ingestão de alimentos crus, também conhecido como crudivorismo, ajuda no combate a doenças crônicas, cardiovasculares e pode reduzir risco de câncer.

Você sabe o que é uma alimentação viva? É um estilo de vida que preza pela ingestão de alimentos naturais, principalmente frutas e vegetais, de preferência crus. É também conhecido como crudivorismo. 

A ideia é consumir os alimentos de maneira natural, sem assar, grelhar, cozinhar, nem refogar, pois altas temperaturas podem fazer com que certos nutrientes sejam perdidos. No entanto, alguns outros métodos de preparo podem ser utilizados, como a desidratação. 

“O cozimento modifica o alimento, nele vitaminas podem ser perdidas. Os brotos utilizados na alimentação viva, por exemplo, são modificados com o cozimento. Mas a desidratação não é um problema”, explica Ludmila Novaes, nutricionista do Instituto do Coração (InCor) de São Paulo. 

A alimentação viva pode ser a chave para a cura de doenças crônicas, como a diabetes, por exemplo. Segundo o médico holístico e psiquiatra americano Gabriel Cousens, considerado o guru da alimentação viva em todo o mundo, a prática melhora em 92% a atividade do sistema imunológico, prevenindo doenças e favorecendo a cura de problemas pré-existentes. O médico esteve no Brasil em fevereiro ministrando workshop sobre o tema. 

Doenças cardiovasculares também podem ser evitadas, de acordo com Cousens. “Ficou provado em muitos estudos que a alimentação viva vegana limpa e fortalece as artérias, melhora o fluxo sanguíneo e reduz o índice de doenças coronarianas em até 32%.”

Segundo a nutricionista do InCor, essa dieta pode estar associada também à redução no risco de câncer. “Por ser uma alimentação natural e sem aditivos, acaba reduzindo o índice de câncer também. No caso do coração, o benefício está na ausência dos tipos de gordura que fazem mal.” 

Ludmila alerta que a alimentação viva só é realmente eficaz se o praticante priorizar alimentos orgânicos, sem agrotóxicos. “Não é só porque o alimento é cru que ele não vai ter aditivos químicos, por isso é necessário ter atenção com a origem dos produtos que serão consumidos.” Além disso, segundo ela, essa alimentação é vantajosa porque tem mais fibras e não contém açúcar. 

Para quem mora em grandes cidades, pela dificuldade de encontrar boas opções, seguir a alimentação viva vegana pode ser um grande desafio. Por isso, a nutricionista orienta que a bolsa esteja sempre equipada com sementes ou frutas desidratadas para evitar longos períodos de jejum.  

Outro ponto que deve ser observado pelos seguidores da dieta diz respeito à quantidade de proteína necessária para o organismo se manter saudável. 

“Recomendo que seja feito acompanhamento com um nutricionista, porque é uma dieta vegetariana que precisa ter um aporte de proteína adequado.”


Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2016-03-22/alimentacao-viva-pode-ser-a-chave-para-a-cura-de-doencas-como-diabetes-entenda.html

quarta-feira, 23 de março de 2016

Guiné registra ao menos cinco mortos em novo surto de ebola


OMS tinha anunciado fim da transmissão na África semana passada.

Mais de 11,3 mil pessoas morreram desde o início da epidemia em 2013.

Cinco pessoas morreram após o ressurgimento do surto de ebola na Guiné, declarou nesta terça-feira (22) à AFP um porta-voz da Coordenação nacional de luta contra o ebola.

"Desde o ressurgimento da doença, registramos cinco mortes, três supostas (enterrados antes dos testes de ebola poderem ser realizados) e dois casos confirmados", afirmou o responsável de comunicação da Coordenação, Fodé Tass Sylla.

Ao todo, foram identificadas 961 pessoas que puderam estar em contato com esses casos, segundo Sylla.

OMS tinha declarado fim de epidemia
Na semana passada, a Guiné anunciou novos casos de ebola horas depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado o fim do surto de ebola em Serra Leoa, o que significaria o fim da transmissão do vírus na África Ocidental.

Mais de 11,3 mil pessoas morreram desde o início da epidemia em 2013, a maior parte na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A OMS tinha alertado, nesta quinta-feira, que o ebola poderia voltar a qualquer momento, já que o vírus permanece nos fluidos corporais de alguns sobreviventes.


Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/guine-registra-ao-menos-cinco-mortos-em-novo-surto-de-ebola.html

terça-feira, 22 de março de 2016

A importância em desabafar


De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, a OMS, aproximadamente 121 milhões de pessoas estão depressivas no Brasil. Esses números colocam o país como líder no ranking de população depressiva entre outros 18 países, segundo a um estudo publicado pela revista BMC Medicine. Dessa estatística, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que 20% sejam adolescentes entre 11 e 19 anos.

Pensando nisso, o psicólogo João Alexandre Borba acredita que a manutenção da saúde mental do ser humano possa ser realizada de várias formas. Entre elas, o desabafo, a execução de atividades e ajuda de um profissional.

O poder do desabafo
“Desabafar em um momento de crise pode acalmar demais a mente. A pessoa que guarda muito os problemas para si pode ocasionar um desgaste mental e desencadear doenças, como a depressão muitas vezes”, afirma o profissional.

Diante de uma crise, como desemprego, morte de um ente da família ou uma grande perda, a facilidade com que se atinge a depressão é muito maior nesse período. Segundo o psicólogo, “a crise deixa as pessoas muito vulneráveis, fazendo com que elas percam a esperança. Nem sempre as pessoas têm condições de ir a um psicólogo, mas podem desabafar com um amigo ou para algum conhecido, já ajuda a melhorar”.

Realize atividades que movimentem a rotina
Para manter uma boa saúde mental é importante que a pessoa execute tarefas durante o dia que a levem a produzir, seja para um resultado simples ou mais complicado. “Em momentos de crise algumas pessoas param e esperam que essa crise passe, mas é importante estar em movimento. Em caso de desemprego, por exemplo, mandar currículos para empresas que estejam contratando; prospectar mais se caso a empresa esteja perdendo o cliente e procurar clientes, maneiras de que eles venham até a empresa”, indica Borba.

Dessa forma, as pessoas que se encontrarem em situações de crise emocional podem procurar ajuda em casa, com a família, os amigos ou, se houver condições, o atendimento psicológico pode auxiliar nesta questão.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-mental/2016/03/17/a-importancia-em-desabafar/

segunda-feira, 21 de março de 2016

Relatórios de Ministério dizem que pílula da USP não é eficaz contra câncer


Os cinco primeiros relatórios das pesquisas financiadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para avaliar a segurança e eficácia da fosfoetanolamina indicam que a molécula não age contra o câncer. Além disso, nas análises, as "pílulas da USP", fabricadas por  Salvador Claro Neto da USP (Universidade de São Paulo) São Carlos, possuem composição irregular, com um máximo de 32,2% de fosfoetanolamina.  No total, o MCTI vai investir, em três anos, R$ 10 milhões nesses estudos.

Entre os vários sais que compunham as cápsulas analisadas, apenas a monoetanolamina apresentou alguma atividade citotóxica e antiproliferativa (ou seja, tóxica, que podem destruir as células cancerosas ou que evitasse que sua proliferação) sobre células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma in vitro estudadas. Mas mesmo assim, sua eficácia é menor do que a de quimioterápicos comuns. Essa pode ser a razão de a pílula apresentar uma mínima ação contra o câncer. Entretanto, a monoetanolamina já foi apontada como tóxica quando ingerida em grande escala em estudos anteriores.

"Estudo encomendado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia sobre a fosfoetanolamina em dois tipos de células tumorais e usando três métodos diferentes comprova que o composto não tem efeito nenhum, nem mesmo em concentrações milhares de vezes maiores do que as que seriam possíveis se usar clinicamente", disse a pesquisadora do Instituto de Química da USP, Alicia Kowaltowski.

A informação é relevante e deverá ser usada na análise do Senado sobre a aprovação de uso da cápsula. Na última quinta-feira (17), a Comissão de Assuntos Sociais da Casa aprovou o projeto de lei da Câmara dos Deputados que trata o assunto, mas destacou que ele só valeria enquanto não houvesse estudos para atestar sua segurança e eficácia. O projeto vai agora para votação no plenário do Senado.

Como foram os estudos
Foi mobilizado um grupo de pesquisadores para avaliar a segurança e eficácia da fosfoetanolamina produzida na USP São Carlos por meio de análise química, pré-clínica e clínica (fase I). Nesta primeira etapa foram testadas a composição da cápsula e a ação de seus componentes individualmente em amostras de células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma in vitro. Foram empregadas três diferentes metodologias para avaliar a possível ação antitumoral com cada uma das maiores substâncias encontradas: fosfoetanolamina, monoetanolamina e fosfobisetanolamina.

Além de identificarem que o composto não é puro (ou com 95% de fosfoetanolamina como diziam os pesquisadores) e que só um composto tem pequena ação contra as células do câncer, (mesmo quando usados em "superdosagem"), os estudos não apontaram nenhuma toxicidade das cápsulas. 

A conclusão de um dos estudos destaca: "uma molécula não citotóxica ou citotóxica em altas concentrações pode apresentar, conforme evidenciam os trabalhos publicados com a fosfoetanolamina, potencial antitumoral in vivo, possivelmente por depender de rotas metabólicas para desencadear sua ação. Com isso, sugerimos que testes adicionais in vivo sejam realizados para verificação de atividade antineoplásica da fosfoetanolamina".

Os próximos passos são estudos com carcinoma de pulmão e células saudáveis, além de testes com camundongos.

Vale lembrar que os estudos publicados pelo grupo de São Carlos indicam que a fosfoetanolamina em altas concentrações apresentou redução na viabilidade celular (morte celular) para diferentes células tumorais humanas de leucemia linfoide, de leucemia mieloide, de câncer de mama, de carcinoma de pulmão e de melanoma.

Os primeiros estudos realizados para o MCTI para a caracterização e síntese da fosfoetanolamina foram realizados pelo Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio/UFRJ) em parceria com o Laboratório de Química Orgânica Sintética do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas. Já os estudos pré-clínicos estão sendo realizados pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC) e pelo Centro de Inovação de Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP).


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/03/19/relatorios-de-ministerio-dizem-que-pilula-da-usp-nao-e-eficaz-contra-cancer.htm

sexta-feira, 18 de março de 2016

Fatores ambientais são responsáveis por 25% das mortes do mundo


Mais de 12 milhões de mortes foram causadas pela contaminação do ar, água e solo, à exposição a substâncias químicas, às mudanças climáticas e aos raios UV.

Genebra - Quase um quarto das mortes registradas no mundo têm causas relacionadas a fatores ambientais em sentido amplo, da poluição ao suicídio, passando pelos acidentes de trânsito, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Relatório da entidade divulgado nesta terça-feira (15/03) estima que em 2012, 12,6 milhões de mortes se deveram à “contaminação do ar, água e solo, à exposição a substâncias químicas, às mudanças climáticas e aos raios UV”, que provocam uma centena de doenças ou traumas nos humanos.

Na Cidade do México, devido ao elevado nível de ozônio, autoridades ativaram a contingência ambiental na segunda-feira, uma medida que aconselha a população a evitar atividades ao ar livre e limita o uso de automóveis. O nível de ozônio observado foi de 194 pontos no índice de qualidade do ar, que pode afetar as vias respiratórias, provocar doenças graves em pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares, e ataques em pessoas asmáticas. A última vez que se ativou a fase I da contingência ambiental na Cidade do México, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas, foi em setembro de 2002, quando o nível de ozônio atingiu 232 pontos.

Na Bolívia, o governo anunciou ontem a morte de ao menos 19 pessoas, 60 mil desabrigados e 15 mil animais mortos devido ao fenômeno climático El Niño. “Estamos em emergência, plena mobilização, há um alerta vermelho em sete (de nove) departamentos”, disse o ministro da Defesa boliviano, Reymi Ferreira. O El Niño se manifestou até agora com episódios de seca, granizo e excesso de calor e chuva. A estação chuvosa geralmente dura de novembro a março.


Para diminuir as mortes ou problemas de saúde envolvendo questões ambientais, a OMS propõe receitas simples: reduzir as emissões de carbono, desenvolver os transportes coletivos, melhorar a rede sanitária, combater os modos de consumo para utilizar menos produtos químicos, se proteger do sol e impor proibições de fumar. Grande parte das sugestões foi debatida em dezembro, durante a Conferência das Partes das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP-21, realizada em Paris.

Crianças e idosos 
Para a organização internacional, “uma melhor gestão do meio ambiente permitiria salvar todos os anos” 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos e 4,9 milhões de idosos. “Em 2002, tínhamos cerca de 25% das mortes mundiais causadas pelo meio ambiente, hoje são 23%, um pouco menos, mas como a população aumentou em 10 anos a quantidade final continua sendo alta”, comentou a médica María Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da organização.

A OMS, que havia elaborado um primeiro quadro do impacto ambiental em sentido amplo em 2002, estabelece uma lista das 10 primeiras patologias vinculadas ao ambiente. A organização afirma que 8,2 milhões de mortes por doenças não transmissíveis podem ser atribuídas à poluição do ar. Trata-se, sobretudo, dos acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, câncer e doenças respiratórias. Os traumas não intencionais, como os acidentes de trânsito, também são classificados pela OMS entre as patologias relacionadas ao meio ambiente e representam 1,7 milhão de mortes em 2012.

A organização considera que os acidentes de circulação também estão relacionados ao meio ambiente porque com frequência são causados pelo mau estado das estradas. A entidade acredita ainda que a diarreia, que ocupa o sexto lugar no grupo das 10 doenças listadas, é provocada com frequência por uma rede sanitária fraca, provocando 846 mil mortes anuais.

Os “traumatismos voluntários”, que incluem os suicídios, são a 10ª causa das mortes relacionadas ao meio ambiente. Para a OMS, certos suicídios são provocados por acesso a produtos tóxicos, como os pesticidas, e, portanto, relacionados ao ambiente. No Sudeste asiático, onde é registrado o maior número de mortes vinculadas ao meio ambiente, morrem 3,8 milhões pessoas por ano. Em segundo lugar figura a região do Pacífico (3,5 milhões), seguida da África (2,2 milhões), Europa (1,4 milhão), Oriente Médio (854 mil) e Américas (847 mil).


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/03/16/noticia_saudeplena,156357/fatores-ambientais-sao-responsaveis-por-25-das-mortes-do-mundo.shtml

quinta-feira, 17 de março de 2016

Vacina contra HIV tem resultados animadores, diz empresa francesa


Estudo clínico envolveu 48 pacientes com HIV; teste ainda é preliminar.

Vacina poderia ser usada, no futuro, junto com coquetel antirretroviral.

A empresa francesa Biosantech e o cientista Erwann Loret, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), apresentaram nesta quarta-feira (16) resultados preliminares de uma vacina experimental curativa contra o HIV - mostrando uma queda a níveis indetectáveis de células infectadas pelo vírus em alguns pacientes.

"O principal resultado deste teste é que temos um efeito da vacina em células infectadas pelo HIV". "Nós ganhamos 70 anos de terapia tripla para os pacientes", disse Erwann Loret, cujos trabalhos serão publicados na revista "Retrovirology".

As terapias triplas, que atualmente permitem que o sangue tenha uma carga viral indetectável, não têm nenhum efeito, ou muito pouco, sobre o número de células infectadas, que servem como reservatórios do vírus e provocam um aumento da carga viral logo quando o tratamento é interrompido na maioria dos pacientes HIV positivos.

Num ensaio clínico realizado em um hospital de Marselha com 48 pacientes, divididos em quatro grupos (um grupo com placebo e três doses diferentes de vacina), nove pacientes apresentaram um nível indetectável de células infectadas 12 meses mais tarde.

Preparada por Loret, a vacina atua contra a proteína TAT, produzida pela célula infectada pelo HIV e impede as defesas imunológicas de atacá-la. A molécula da vacina foi batizada TAT Oyi, em referência a um paciente do Gabão naturalmente resistente ao HIV, no qual se descobriu que esta proteína era capaz de gerar uma boa resposta imunitária.

Outras investigações podem ser realizadas em breve em vários hospitais em todo o mundo.

De acordo Loret, uma eventual cura da doença, sobre a qual se mostra prudente, só pode ser obtida através da combinação da vacina às terapias triplas para obter não só uma carga viral e um número de células infectadas não detectáveis, mas também uma diminuição da resposta imunológica, o que significaria "retroseroconversão", ou seja, um retorno à condição seronegatividade.

Esta retroseroconversão foi observada em apenas um paciente no mundo, Timothy Brown, chamado de "Paciente de Berlim". Na sequência de uma leucemia, Brown passou por um enxerto de medula óssea, o que permitiu essa cura dificilmente reproduzível.


Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/vacina-contra-hiv-tem-resultados-animadores-diz-empresa-francesa.html