quarta-feira, 3 de junho de 2015

Campanha de vacinação contra a gripe acaba na sexta-feira




A meta do governo é vacinar 80% dos cerca de 49,7 milhões de brasileiros que compõem o público-alvo

A campanha de vacinação contra a gripe acaba nesta sexta-feira (5/06) em todo o país. O prazo inicial para o fim da campanha era 22 de maio, mas em razão da baixa adesão do público-alvo, o Ministério da Saúde prorrogou a data. A meta do governo é vacinar 80% dos cerca de 49,7 milhões de brasileiros que compõem o público-alvo. Dados do último balanço da pasta mostram que apenas 46,2% foram imunizados.

Devem receber a dose da vacina crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional.

Crianças que vão receber a vacina contra a gripe pela primeira vez devem ser imunizadas em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre as doses. É importante levar o cartão de vacinação e um documento de identificação.

Também serão vacinadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou em condições clínicas especiais. Neste caso, é preciso levar uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.

Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos onde estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe, a orientação é realizar a imunização no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.

A vacina é contraindicada a pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou àquelas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A transmissão dos vírus Influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. A doença também pode ser transmitida pelas mãos e por objetos contaminados.

Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. O agravamento pode ser identificado por sintomas como falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/06/01/noticia_saudeplena,153589/campanha-de-vacinacao-contra-a-gripe-acaba-na-sexta-feira.shtml

terça-feira, 2 de junho de 2015

Infecção na infância e adolescência pode afetar a inteligência do adulto





O avanço da ciência tem aberto novos caminhos para o entendimento de como o organismo humano funciona em condições normais de equilíbrio e o que acontece quando este equilíbrio é rompido na doença.

A comprovação de existência de uma sofisticada interação entre o sistema imunológico e o cérebro é uma dessas novas perspectivas. Mesmo que sugerido já em meados dos anos 30 do século passado, a consolidação do conceito de ações bidirecionais entre sistema imunológico e o cérebro é relativamente recente.

Por exemplo, quando um agente agressor (bactéria ou vírus) é reconhecido pelo sistema imunológico, este desencadeia uma série de reações, culminando com a liberação de várias substâncias no sangue a fim de combater a ameaça. Algumas destas substâncias podem atuar no cérebro prejudicando suas funções. No sentido inverso, estímulos físicos ou psíquicos, mediados pelo sistema nervoso central, podem induzir a liberação de substâncias neurotransmissoras e hormônios que vão atuar sobre o sistema imune reduzindo sua capacidade de resposta.

Isto explica, pelo menos em parte, como um estresse pode desencadear uma doença infecciosa ou mesmo o câncer, ambos modulados pelo sistema imunológico.

A atividade mental é composta pela percepção, pelas ações planejadas e pelo pensamento e é originada da interconexão de circuitos complexos de células nervosas. Esta atividade mental determina nossa capacidade de adquirir conhecimento (cognição), o que caracteriza nossa inteligência. Este processo pode ser afetado pela resposta do sistema imune a um agente agressor em uma infecção. É o que demonstra um grupo de pesquisadores dinamarqueses em um estudo publicado recentemente na revista científica PLOS ONE.

Utilizando registros de saúde da Dinamarca foi desenvolvida uma pesquisa que investigou o efeito de diferentes tipos de infecção ocorridas do nascimento até o final da adolescência em uma amostra de mais de 190 mil indivíduos do sexo masculino nascidos entre 1976 e 1994. A história de infecção foi definida como "a pessoa tendo sido registrada com um diagnóstico de infecção" no sistema de registro hospitalar da Dinamarca.

As habilidades cognitivas foram medidas de 2006 a 2012 por um teste de inteligência convertido para uma escala de quociente de inteligência (QI) convencional. Os indivíduos tinham em torno de 19 anos quando se submeteram ao teste. Para detectar se possíveis efeitos independentes da infecção (como a educação dos pais, idade da mãe durante a gestação, o peso do indivíduo ao nascer, etc.) estavam afetando a cognição, foi empregado um modelo de ajustamento para outros fatores, evitando desta forma erros produzidos por fatores confundidores.

O estudo indica que infecções prévias foram significativamente associadas a uma redução da habilidade cognitiva. O efeito foi maior quanto mais recente e mais severa foi a infecção. Uma das explicações sugeridas para estes resultados é que a resposta imunológica ao agente agressor tenha causado algum tipo de dano ao cérebro, o que causou a redução da habilidade cognitiva. Este efeito pode ser transitório.

Esta pesquisa, além de propiciar um maior entendimento dos mecanismos de interação entre sistema imune e cérebro, serve de alerta no sentido de ter-se uma maior atenção no acompanhamento do desenvolvimento cognitivo dos indivíduos que tiveram algum tipo de infecção na infância/adolescência, principalmente as severas.
Autor: Equipe ABC da Saúde

Referência Bibliográfica

·         -PLOS ONE - May 13, 2015 - DOI: 10.1371/journal.pone.0124005

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Consumo moderado de bebidas alcoólicas prejudica o coração


Homens idosos que consomem no mínimo duas bebidas alcoólicas diariamente podem apresentar lesões no coração. Já com as mulheres idosas, o risco pode ocorrer com apenas uma bebida por dia. Estas foram as descobertas de um novo estudo.

Publicado em Circulation: Cardiovascular Imaging, o jornal da American Heart Association, o estudo também revela que o dano no coração pode piorar com o aumento da ingestão de álcool.

De acordo com o Dietary Guidelines for Americans, ingestão moderada de álcool é definida por consumir uma bebida alcoólica por dia para as mulheres e duas para os homens. Mas esta última pesquisa mostra que mesmo a ingestão moderada provoca implicações negativas no coração.

O estudo foi realizado com mais de 4 mil idosos com problemas no coração. Eles foram separados por grupos: nunca bebem, menos de sete bebidas por semanas, de 7 a 14 bebidas por semana e mais de 14 bebidas por semana.O tamanho, a estrutura e o funcionamento do coração de todos foi avaliado por meio do ecocardiograma.

Os pesquisadores descobriram que quanto maior a quantidade consumida de álcool, maiores são as lesões no coração. No entanto, o consumo moderado de álcool pelas mulheres idosas está relacionado com a função mais fraca do coração.

Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/05/28/consumo-moderado-de-bebidas-alcoolicas-prejudica-o-coracao/

terça-feira, 26 de maio de 2015

Dívidas e Depressão: Cuidado com as de curto prazo


O Brasil experimentou nos últimos anos uma grande expansão do crédito, o que possibilitou o aumento de consumo de diversos tipos de bens por grande parte da população, antes sem acesso a estes bens. São muitas as consequências econômicas e pessoais deste processo, algumas positivas, outras nem tanto. O endividamento produzido afeta vários aspectos da vida das pessoas, tanto no plano individual como no familiar. Nos Estados Unidos, tanto a facilidade de crédito como o endividamento pessoal existem a mais tempo e, também por isso, suas consequências são mais estudadas.

Alguns estudos indicam que o endividamento como fator de estresse é associado de forma negativa a aspectos da vida do indivíduo, que vão do estado saúde até à relação conjugal, passando pela capacidade de concluir os estudos.

Uma pesquisa publicada recentemente na revista Journal of Family and Economic Issues teve como objetivo investigar uma possível associação entre endividamento e sintomas depressivos em adultos. Mais de 10.000 participantes entre 21 e 65 anos foram entrevistados entre 1987 e 1989 e re-entrevistados entre 1994 e 1996. Na pesquisa foram avaliados tipo de endividamento (curto ou longo prazo) e sintomas de depressão (reportados pelos participantes e medidos por uma escala validada).
Setenta e nove por cento dos participantes tinham algum tipo de dívida. Dentre esses, 62% eram de curto prazo (do tipo contas vencidas ou cartão de crédito acumulado). As pessoas com dívidas de curto prazo tiveram uma probabilidade significativamente maior de apresentarem sintomas de depressão como tristeza, falta de motivação, problemas para se concentrar, dificuldades para dormir ou alterações de peso corporal. Curiosamente, esta associação não foi observada nas pessoas com dívidas de longo prazo (financiamento da casa própria, por exemplo). Isto pode ser devido ao fato que financiamentos de longo prazo são mais planejados e incorporados a uma rotina financeira. Contrariamente, os endividamentos de curto prazo, relacionados às compras feitas no impulso, de bens muitas vezes desnecessários, são de difícil manejo e, aparentemente, mais estressantes.

Apesar das várias limitações metodológicas e analíticas deste tipo de estudo, o que impede que seus resultados sirvam para conclusões definitivas, a pesquisa expõe uma forte associação entre endividamento de curto prazo e sintomas depressivos.

Isto pode servir de alerta para o desenvolvimento de sistemas de proteção dos consumidores que levem em conta os custos não financeiros diretos associados às dívidas. 
Autor: Equipe ABC da Saúde

Referência Bibliográfica


·         -Journal of Family and Economic Issues - DOI 10.1007/s10834-015-9443-6

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Começa Campanha Nacional de Doação de Leite Materno


Esta semana foi lançada pelo Ministério da Saúde a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno 2015. O objetivo desta ação é lembrar da importância da fase de amamentação e da doação de leite.

Segundo dados do MS, no ano passado foram doados 184 mil litros de leite materno, que beneficiaram 170 mil recém-nascidos. A meta para este ano é ampliar para 15% as doações para bebês prematuros. Apenas com um litro de leite doado, 10 bebês prematuros são beneficiados.

Toda mulher que amamenta pode doar, basta estar saudável e não ingerir medicamentos que interfiram na amamentação.

Para doar, é preciso seguir algumas regras de higiene no momento da coleta:

§  Lavar as mamas apenas com água;
§  Secá-las com uma toalha limpa;
§  Usar um pano ou uma máscara para cobrir a boca e o nariz;
§  Lavar com água e sabão as mãos e os braços, até o cotovelo.

Após a coleta, o leite deverá ser armazenado em um freezer ou congelador por até 10 dias.

Se você está amamentado e quer doar, procure o banco de leite mais próximo ou ligue para o Disque Saúde, no número 136. Atualmente, o País conta com 215 bancos de leite e 98 postos de coleta distribuídos em todos os estados brasileiros.


Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-social/2015/05/21/comeca-campanha-nacional-de-doacao-de-leite-materno-no-pais/