quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Exercício e depressão

A atividade física regular traz benefícios incontestáveis à saúde. A maior parte destes benefícios já tem comprovação científica, como a redução de mortalidade por qualquer causa, a redução do risco cardiovascular e de acidente vascular cerebral, bem como a redução do risco de alguns tipos de câncer.
No entanto, o efeito do exercício sobre a depressão ainda não está completamente esclarecido, apesar de alguns estudos indicarem um benefício.
A principal questão envolvida na relação exercício - depressão é a associação bidirecional dos componentes, o que impõe limitações à interpretação da maior parte dos estudos. Indivíduos deprimidos têm menor probabilidade de praticar atividade física regular e isto produz um viés quando se associa frequência de atividade física com sintomas de depressão num período curto de tempo. Em geral, as associações apontam para uma relação positiva, ou seja, as pessoas que se exercitam mais têm menos depressão. Porém, pode-se interpretar isto também pelo outro lado da questão, que as pessoas que se exercitam mais o fazem porque têm menos depressão. A depressão pode desabilitar o indivíduo para a atividade física e, portanto, uma indicação de direção da associação fica muito menos clara.
Uma forma de superar, ou pelo menos diminuir, esta dificuldade metodológica é produzir estudos prospectivos onde um grande grupo de pessoas é acompanhado por um longo período de tempo.
Uma pesquisa deste tipo teve os seus resultados publicados no dia 15 de outubro na edição online da revista científica americana JAMA Psychiatry. Cerca de 11 mil pessoas nascidas em uma mesma semana do ano de 1958 na Grã Bretanha foram acompanhadas até o ano de 2008 quando completaram 50 anos. O grupo foi avaliado por quase três décadas, com exames específicos aos 23, 33, 42 e 50 anos. A depressão foi medida por uma escala de sintomas e a frequência de atividade física por meio de questionário.
Os resultados, após análise estatística, demonstraram que as pessoas que se exercitavam mais tiveram menos sintomas de depressão. O aumento de atividade física nas pessoas inativas de qualquer idade também foi associado a uma redução dos sintomas de depressão nos anos subsequentes.
Apesar do estudo não provar uma relação direta de causa e efeito, os achados sugerem que a atividade física pode diminuir os sintomas de depressão na população em geral. Além disso, o estudo sugere também que a depressão no início da vida adulta pode ser um empecilho para o indivíduo desenvolver uma atividade física regular.
Fonte
-JAMA Psychiatry. doi:10.1001/jamapsychiatry.2014.1240 - Published online October 15, 2014.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Jantar em família reduz o risco de obesidade em crianças e adultos

Os padrões das refeições na sociedade urbanizada atual mudaram bastante em relação a um passado relativamente recente, tanto na forma quanto no conteúdo. As dificuldades de deslocamento têm obrigado, já faz algum tempo, às pessoas almoçarem fora de casa nas grandes cidades. Por sua vez, a industrialização dos alimentos, a tecnologia e a avalanche de mídias - internet e seus derivados, celulares e seus aplicativos, computadores e seus programas e TVs com centenas de canais - reduziram o jantar de grande parte das famílias a um bip do aparelho de micro-ondas, onde o alimento do pacote, previamente preparado por terceiros e congelado, vai ser ingerido individualmente no quarto com seus aparelhos eletrônicos, ou mesmo na sala ou na cozinha em frente a uma TV. Um ato solitário, onde as notícias do mundo ou a novela parecem ter mais importância que as notícias da família.
Já há alguns anos vários estudos científicos têm avaliado as consequências deste novo padrão sobre diversos aspectos do desenvolvimento de crianças e adolescentes, desde a saúde até a socialização. No mês de outubro foi publicada uma nova pesquisa que analisa o risco de obesidade em crianças e adultos conforme o ambiente e a forma que é realizado o jantar. Foi examinada, em 190 pais e 148 crianças, a relação entre os hábitos familiares do jantar com o índice de massa corporal (IMC), que é um indicador de sobrepeso e obesidade. Alguns estudos já haviam demonstrado que o IMC é sensível a outros fatores de estilo de vida, como atividade física, tomar café da manhã todos os dias e padrão de renda. Algumas questões da pesquisa, dentre outras, dirigidas aos pais, eram sobre quantos dias, em uma semana típica, eles participavam do jantar com os filhos, se conversavam como tinha sido o seu dia e se a TV estava ligada durante o jantar. A atenção do estudo não se concentrou no alimento em si, mas na socialização envolvida no ato de jantar em família.
Os resultados demonstraram que os adultos e crianças de famílias que se reúnem na sala de jantar ou na cozinha para comer, que ficam na mesa até a última pessoa terminar e que mantém a TV desligada durante o jantar, têm menor IMC, ou seja, são mais magras. Comer em qualquer outro lugar que não a cozinha ou sala de jantar está associado a um maior índice de massa corporal, tanto em adultos quanto em crianças.
Uma interpretação dada pelos pesquisadores a estes resultados é que a forte e positiva socialização durante o ato do jantar familiar pode sobrepor a necessidade da criança comer demais. Entretanto, a ligação entre os hábitos do jantar e o IMC não significa, necessariamente, que um seja diretamente causador do outro, porém a associação entre um e outro ficou bem estabelecida.
Mesmo que as razões desta relação não sejam ainda claras, o jantar se apresenta como um importante aliado na prevenção da obesidade e na sensação de bem-estar, do presente e do futuro, com o seu ritual familiar, na sala ou na cozinha, e com os aparelhos eletrônicos desligados, onde pais e filhos conversam sobre as coisas boas e ruins que aconteceram a cada um naquele dia e as coisas que se planejam para amanhã – como nos velhos tempos.
Fonte
- Obesity , 2013 October 1. - doi: 10.1002/oby.20629.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mentiras

Existem 05 mentiras que a indústria da alimentação vem contando para nós há muito tempo que eu gostaria de denunciar aqui.

Refere-se à água, manteiga vegetal, óleo de cozinha e sucos.

A ÁGUA ideal para consumo humano tem que ter PH igual ou superior a 7, que é próximo ao PH do nosso sangue, que gira em torno de 7,36 a 7,42. A maioria das marcas disponíveis tem PH inferior a 7, água com PH ácido que só serve para limpeza. Encontrei duas marcas com PH acima de 7: Cristal, da Coca-Cola e Pureza Vital, da Nestlé.

O LEITE de vaca não é a melhor e maior fonte de cálcio da natureza. O brócolis, a sardinha, o espinafre, a semente de gergelim e o grão de bico contém bem mais cálcio e não é divulgado.
Para o Leite não estragar na gôndola do supermercado é adicionado uma quantidade grande de conservantes. Naturalmente o leite da vaca seria para o bezerro e não para o consumo humano. Artificialmente a vaca é estimulada a produzir leite todos os dias.

O ÓLEO DE COZINHA e até mesmo o azeite, aquecidos produz gordura do tipo trans que dá origem aos radicais livres. Livre-se deste veneno! Consuma azeite virgem em temperatura ambiente, armazenado em garrafa de vidro escuro.

Aqueles SUCOS do tipo DelValle, Sufresh e similares não são sucos! São uma mistura de água, açúcar e suco de fruta. Por este motivo não podem divulgar na embalagem a palavra SUCO em sim NÉCTAR, assim como os refrigerantes, são bombas de açúcar.

A GORDURA VEGETAL hidrogenada é pior que a gordura saturada. Ela está presente nas margarinas, no recheio das bolachas e até no sorvete. Fique atento(a)!

Por favor, faça estas informações chegarem ao maior número possível de pessoas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Curiosidade pode aumentar a memória

Grande parte das coisas corriqueiras de um dia normal de uma pessoa são esquecidas. Por outro lado, alguns eventos e situações ficam na memória e são facilmente lembradas por muito tempo. Uma questão sempre levantada pelos pesquisadores desta área do conhecimento é: - O que diferencia as situações em que eventos são lembrados das situações que são esquecidos?
De uma maneira geral as pessoas lembram e aprendem com mais facilidade assuntos que interessam a elas, o que sugere que a motivação e a curiosidade - que é uma forma de motivação - são aspectos importantes no aprendizado e formação da memória. Esta constatação empírica é, no entanto, pouco entendida quanto aos seus mecanismos.
Este entendimento ficou mais próximo a partir dos resultados de uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Neuron. Em uma primeira fase do experimento um grupo de um total de 28 pessoas foi apresentado à diversas perguntas triviais em que o participante quantificava qual a probabilidade dele saber a resposta e o seu grau de curiosidade de saber a resposta.
Na segunda fase do experimento, as perguntas que os participantes tiveram baixa probabilidade de saber a resposta foram classificadas como de alta curiosidade ou baixa curiosidade e aplicada enquanto o participante se submetia a um exame de imagem dinâmico, chamado de ressonância magnética funcional, que indica quais regiões do cérebro são ativadas em determinada situação.
Entre as questões eram mostradas figuras neutras de pessoas.
Os pesquisadores investigaram quais regiões cerebrais eram recrutadas enquanto o individuo respondia às questões, relacionando as regiões com o grau de curiosidade. A fase final consistiu-se de um teste surpresa de memória em que eram apresentadas novamente as mesmas perguntas e as figuras das faces.
Os resultados revelaram que os participantes lembraram mais das perguntas que eles tinham maior curiosidade e, além disso, lembraram mais das figuras incidentais que estavam associadas às perguntas de maior curiosidade.
Por sua vez, a análise de imagem mostrou que as perguntas de maior curiosidade ativaram uma região do cérebro que funciona como sistema de recompensa - chamada de núcleo acumbens - e uma região, chamada de hipocampo, que é a responsável pela formação de novas memórias. Além disso, mostrou uma forte interação funcional entre estas duas regiões.
Apesar de ser um trabalho com uma abordagem metodológica relativamente complexa, o conjunto de seus resultados é bastante claro e confirma a hipótese motivacional do aprendizado. E vai mais além, ao demonstrar que o mecanismo está relacionado com a ativação de um circuito cerebral de recompensa na situação de curiosidade e que, interagindo com o centro formador de memórias, coloca o cérebro em uma condição fisiológica mais propícia para aprender e reter novas informações, sejam elas a origem da curiosidade ou simplesmente estejam temporalmente associadas a um estado de curiosidade.
Despertar a curiosidade de quem está aprendendo pode facilitar o aprendizado não só daquela curiosidade, mas também de todas as informações, raciocínios, práticas e habilidades que estão associados a ela.
Isto pode servir de estratégia formal para professores, instrutores, tutores e mestres em geral, no processo ensino-aprendizado, como também para aqueles que, com mais idade, queiram manter a memória em dia.
Fonte
-Neuron 84, 1-11, October 22, 2014, http://dx.doi.org/10.1016/j.neuron.2014.08.060

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Novas diretrizes para controle do colesterol e prevenção de doença cardíaca

Foi lançado no dia 12 de novembro o novo guia de diretrizes para controle do colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares, produzido em conjunto pela Associação Americana do Coração e pelo Colégio Americano de Cardiologia. Por estas novas diretrizes, haverá, segundo alguns especialistas, uma grande expansão no número de pessoas que serão medicadas com fármacos que baixam o colesterol, as chamadas estatinas.
A mudança mais importante das novas diretrizes é que a concentração de colesterol no sangue (colesterol total incluindo LDL ou “colesterol ruim”) deixa de ser o principal fator para determinar o uso das estatinas. Pelo novo guia as pessoas que são aconselhadas a receber estatinas são:
  • a) as que já têm doença do coração,
  • b) as que têm o LDL sanguíneo igual ou maior que 190 mg%,
  • c) as que têm diabete tipo 2 na meia idade e, por fim,
  • d) as pessoas de 40 a 75 anos (sem doença cardíaca ou diabete e com LDL abaixo de 190 mg%) que têm um risco estimado de 7,5% de ter doença cardíaca nos próximos 10 anos.
Esta estimativa de risco é feita por meio de um programa que acompanha o guia de diretrizes e pode ser acessado online. Os fatores considerados no programa para a estimativa de risco são: sexo, idade, etnia (afrodescendente ou branco e outros), colesterol total, colesterol bom (HDL), pressão sistólica (a mais alta das duas que são medidas), se recebe tratamento para pressão alta ou não, se é diabético ou não e se é fumante ou não.
A principal polêmica criada em torno das novas diretrizes diz respeito a este último critério (d) para prescrição de estatinas, que é a estimativa de risco nos próximos 10 anos nas pessoas de 40 a 75 anos. A principal crítica feita por alguns especialistas é que o programa superestima o risco cardíaco, o que levará milhões de pessoas absolutamente saudáveis a tomar o medicamento.
Os autores das diretrizes, por sua vez, minimizam as críticas ao programa de estimativa de risco, e o classificam como uma ferramenta simples e que serve de alerta, identificando quem deve procurar um aconselhamento médico e não como uma ordem para que a pessoa tome estatina. Os autores salientam também que esta revisão no manejo do colesterol sugere que o tratamento deve ser individualizado, pessoas com maior risco devem receber maiores doses e estatinas mais potentes do que as pessoas de menor risco.
Estas controvérsias podem ter um efeito colateral negativo importante, que é o de tirar a atenção dos dois principais fatores de prevenção da doença cardiovascular e de redução do colesterol: - o estilo de vida e o controle de peso.
Estes dois aspectos mereceram, cada um, um guia de diretrizes independente, lançados em conjunto com o guia do colesterol/estatinas. As recomendações de estilo de vida (atividade física e alimentação saudável) e controle de peso podem (e devem) ser aplicadas também em pessoas saudáveis, e não têm efeitos colaterais. No entanto, são de graça e não custam nada. Talvez aí esteja o problema.
Fontes
  • - 2013 ACC/AHA Guideline on the Treatment of Blood Cholesterol to Reduce Atherosclerotic Cardiovascular Risk in Adults -
    http://circ.ahajournals.org/lookup/suppl/doi:10.1161/01.cir.0000437738.63853.7a/-/DC1.
  • - Cholesterol Guidelines Under Attack - ShareBy THE EDITORIAL BOARD - The New York Times - November 18, 2013

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Como ter uma alimentação saudável comendo em Buffet

Definitivamente a urbanização tomou conta do mundo. Um dos aspectos da urbanização que traz mais impacto à saúde é o da alimentação. As longas distâncias que separam a casa do trabalho, associado aos problemas de mobilidade urbana, obrigam as pessoas a comer fora de casa e poucos são os que têm disponibilidade de preparar seu almoço no dia anterior. A opção para muitos é o restaurante que oferece Buffet, que apresenta uma diversidade de opções com preços razoáveis.
Mas esta é uma alimentação saudável? Bem, é verdade que cada vez mais os restaurantes têm ampliado as opções saudáveis, com mais itens de saladas, cereais, frutas e vegetais. Mas as frituras e os alimentos ricos em carboidratos e gorduras continuam muito presentes. A escolha do que comer diante de tantas opções passa a ser um problema e experimentar um pouco de tudo pode não ser a melhor solução.
Uma pesquisa recente propôs estudar o comportamento de escolha dos alimentos pelas pessoas, conforme a disposição dos tipos de alimentos na mesa do Buffet. No estudo, publicado na revista científica PLoS One, os pesquisadores ofereceram duas mesas de Buffet de um café da manhã de estilo americano (incluía os mesmos 7 itens nas duas mesas: omelete de queijo, batatas, bacon, bolo de canela, granola com baixa gordura, iogurte desnatado e frutas) para 124 pessoas participantes de uma conferência, divididas em dois grupos. Cada uma das duas mesas apresentava os mesmos alimentos, só que em ordem inversa (dos menos saudáveis aos mais saudáveis e vice-versa). Em uma mesa os participantes encontravam os alimentos saudáveis primeiro, enquanto na segunda mesa os alimentos menos saudáveis de alta caloria iniciavam a mesa. Os pesquisadores registraram o que os participantes escolhiam em cada uma delas.
O estudo revelou alguns resultados curiosos e interessantes e, talvez, muito importantes para guiar nossas escolhas nos buffets. Na mesa em que os alimentos saudáveis aparecem primeiro, 86% dos participantes selecionaram fruta (que estava no início). Entretanto, quando os alimentos menos saudáveis apareceram primeiro, somente 54% escolheram fruta (que estava no final da mesa). Da mesma forma, quando os alimentos menos saudáveis apareciam primeiro, 75% escolheram omelete de queijo, enquanto somente 29% escolheram este item quando os saudáveis apareciam primeiro. Além disso, foi constatado que 66 por cento do total do prato é composto pelos três primeiros itens da mesa, independentemente se são os alimentos mais ou os menos saudáveis.
Se conscientemente decidimos ter uma alimentação saudável e com menos calorias, as primeiras escolhas no Buffet são críticas! Se for preciso, comece pelo fim da mesa do buffet.
Fonte
- PLOS ONE - October 2013 | Volume 8 | Issue 10 | e77055

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Consequências de dormir tarde na adolescência

Parece que estamos cada vez dormindo mais tarde. Os apelos eletrônicos e sociais têm contribuído para uma alteração nos padrões de sono de uma população mundial cada vez mais cosmopolita. Esta alteração se mostra mais pronunciada na adolescência, onde as alterações hormonais e os conflitos emocionais são abundantes.
Estimativas nos Estados Unidos apontam que de 45% a 85% dos estudantes da sexta série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio relatam dormir menos do que o recomendado e 44% deles referem dificuldade de se manter alerta durante as aulas. Evidências indicam que o sono é um importante fator de suporte para uma adequada função cognitiva e emocional. Em jovens, maior tempo e qualidade de sono são associados a um melhor desempenho escolar e menos distúrbios emocionais.
Com o objetivo de esclarecer e caracterizar os padrões de sono de adolescentes, um grupo de pesquisadores em psicologia da Universidade da Califórnia (EUA) realizou um estudo em uma amostra representativa de adolescentes americanos compreendendo um período de 8 anos. Um quarto dos adolescentes avaliados iam para a cama após as 23:30 hs no período escolar, dormindo menos que as 9 horas por noite preconizadas para se ter um bom descanso nesta faixa etária. Este grupo que dormia menos apresentou menor performance escolar e maiores dificuldades emocionais.
Um dos problemas é que a adolescência é um período de transição hormonal e, por isso, o indivíduo tem mais dificuldade de conciliar o sono mais cedo à noite (sem contar as distrações eletrônico-sociais). O adolescente não pode prolongar o sono pela manhã, tendo que acordar cedo devido às obrigações escolares, agravado pelas dificuldades de mobilidade urbana, que muitas vezes antecipam este horário de acordar. O resultado é um menor tempo de sono, em geral de pior qualidade devido às excitações pré-adormecer (luzes, sons, diálogos virtuais).
Biologicamente a adolescência é uma etapa de desenvolvimento de algumas regiões do cérebro associadas com funções executivas (como a habilidade de organizar o seu tempo e de prever consequências de seus atos), funções de controle emocional e funções de avaliação de comportamentos de risco e recompensa. Problemas de sono afetam essas funções.
O estudo, apesar de não provar uma relação de causa/efeito, serve como um importante indício que justifica uma abordagem preventiva.
Os especialistas em sono sugerem intervenções comportamentais simples, no intuito de reduzir os estímulos sensoriais e a fim de permitir um sono precoce. Jantar mais cedo, ir mais cedo para a cama, apagar as luzes, desligar os equipamentos... enfim, desconectar.
Mas lembre-se, todos na casa devem fazer isso.
Fonte
- Journal of Adolescent Health - hhttp://dx.doi.org/10.1016/j.jadohealth.2013.09.004