sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pesquisadores relacionam fumo com menopausa precoce


Pesquisa estadunidense mostra que mulheres fumantes crônicas ou habituais têm maior chance de entrar mais cedo na menopausa.

Os pesquisadores utilizaram dados do Women’s Health Initiative, ampla pesquisa sobre saúde feminina, para analisar a relação entre menopausa precoce e o fumo.
A análise feita sobre a saúde de 79 mil mulheres indicou que aquelas que fumavam desde os 15 anos entraram na menopausa em média 21 meses mais cedo do que as não-fumantes.

Todas as mulheres já estavam na menopausa quando participaram da pesquisa. Elas responderam a questionários sobre o tempo que já estavam fumando e a quantidade de cigarros, além, é claro, da época em que a menopausa teve início.

Notou-se que as mulheres que fumavam mais de 25 cigarros por dia tiveram a última menstruação 18 meses mais cedo do que as não-fumantes. As fumantes passivas, que não-fumantes que vivem com quem fuma, também entravam mais cedo na menopausa.

Os cientistas afirmaram que os resultados foram confirmados mesmo ao considerar fatores como consumo de álcool e contraceptivos orais, nível educacional e raça.
Eles também indicaram que as toxinas no tabaco podem alterar a estrutura de hormônios reprodutivos importantes, como o estrógeno, prejudicando a saúde reprodutiva.

Os pesquisadores ainda buscam compreender as consequências a longo prazo.

Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2015/12/17/pesquisadores-relacionam-fumo-com-menopausa-precoce/

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ministério vai lançar aplicativo para ajudar a identificar zika


O Ministério da Saúde vai lançar um aplicativo que ajuda o usuário a identificar se ele tem sintomas de zika e dengue. O sistema é semelhante ao que foi lançado pelo governo ano passado, no período da Copa do Mundo.

A ideia inicial era fazer uma adaptação do programa para a Olimpíada, mas, diante do aumento de casos de zika e da epidemia de microcefalia identificada no país, o projeto foi apressado e dará ênfase a essas duas infecções, ambas transmitidas pela picada do Aedes aegypti infectado.

No aplicativo, o usuário deverá responder a uma série de perguntas, sobretudo relacionadas aos sintomas de doenças: se ele teve febre baixa, dores no corpo, dores na articulação ou abdominais, além de manchas e coceira pelo corpo. De acordo com respostas, ele será informado sobre a probabilidade de estar com uma das infecções.

Mais do que dar informação para o usuário, o aplicativo é considerado extremamente útil para a vigilância sanitária. As informações serão processadas pelo Ministério da Saúde. Caso haja um número expressivo de pessoas com determinados sintomas em uma região, num determinado período de tempo, serviços de vigilância são acionados.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2015/12/16/ministerio-vai-lancar-aplicativo-para-ajudar-a-identificar-zika.htm

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pesquisa afirma que dose de vinho ajuda no combate ao diabetes

Estudo israelense indica que 150ml da bebida alcoólica à noite melhoram as condições cardiovasculares e metabólicas do tipo mais comum da doença. Médicos temem que a ingestão terapêutica termine em exageros.

À noite, durante o jantar, uma pequena taça de vinho pode não só evitar doenças cardíacas. Ajuda também no controle do açúcar no sangue e do colesterol. Os três benefícios são mais que bem-vindos para quem sofre com o diabetes do tipo 2. A prevenção gastronômica é sugerida por cientistas da Ben-Gurion Universidade de Negev, em Israel, em pesquisa publicada recentemente na revista Annals of Internal Medicine.

Trata-se de um dos primeiros estudos feitos a longo prazo com diabéticos para mostrar que é seguro iniciar o consumo moderado de vinho como forma de atenuar os sintomas da doença. Sabe-se que pessoas com diabetes têm mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares, além de apresentarem baixos níveis de HDL, o colesterol bom. O que não se imaginava é que o vinho, principalmente o álcool combinado a outros componentes da bebida, pudesse melhorar esses quadros.

“Escolhemos para o estudo o vinho tinto e o branco seco por terem conteúdo calórico e de etanol semelhantes e elevados níveis de fenóis e de compostos do grupo resveratrol, que são ainda maiores no tinto”, explica, em entrevista ao Correio, a líder do estudo israelense, Iris Shai, especialista em metabolismo e nutrição. Embora o consumo de álcool não seja recomendado para quem tem a doença, tanto a do tipo 1 quanto a do tipo 2, devido à sobrecarga do fígado, os pesquisadores fizeram a triagem e o acompanhamento rigorosos dos pacientes para chegar a esses resultados.

Foram recrutados 224 diabéticos com mais de 40 anos e que não apresentavam qualquer vício, incluindo o tabagismo. Ao longo de dois anos, os pacientes seguiram a dieta mediterrânea, composta por azeites, frutas, legumes, folhas, castanhas e peixes. Os participantes foram divididos em dois grupos: um deveria beber 150ml de vinho todas as noites, outro deveria beber apenas água. Ao fim do período estudado, foram observadas melhoras cardiovasculares e metabólicas maiores no grupo que consumiu vinho em comparação ao que ingeriu água. Houve, no entanto, alterações no sono, associadas ao álcool.

Dependência
Para evitar exageros na ingestão da bebida alcoólica, uma nova garrafa só era fornecida aos participantes quando eles devolviam a vazia. Além disso, os níveis de álcool eram medidos pela urina. “Eles recebiam um copo com a medida e encaravam como uma dose de remédio. As orientações e o acompanhamento foram bastante apertados, pois estávamos cientes do risco de deixar de beber moderadamente para beber bastante”, conta Shai.

Essa possibilidade é o que deixa apreensivo o cardiologista Carlos Alberto Machado. “O médico não deve estimular o paciente ao consumo de álcool, principalmente quando as mesmas substâncias benéficas podem ser encontradas em sucos e castanhas, por exemplo”, defende. O médico lembra que muitos pacientes ficaram animados quando começaram a surgir estudos indicando os benefícios do vinho e de outras bebidas alcoólicas à saúde, mas ele não vê vantagens nesse tipo de tratamento. “Se me perguntam se podem tomar vinho ou outra bebida, eu explico, oriento, mas ofereço alternativas. Deve haver um cuidado para evitar o alcoolismo, que é um problema de saúde pública muito sério no mundo.”

O endocrinologista Airton Golbert também se mostra receoso com o consumo do vinho, ainda que de forma terapêutica, entre pacientes com diabetes. “É difícil prescrever. A pessoa, muitas vezes, não acredita na recomendação, na limitação da dose. Ela pensa: ‘Se um cálice é bom, uma garrafa é melhor ainda’. Não há contraindicação, mas não indico”, justifica.

Origens distintas
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. Células beta pancreáticas são destruídas pela formação de anticorpos do próprio organismo, levando à deficiência de insulina. Em geral, acomete crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária. O tipo 2 representa a maioria dos casos, em torno de 90% dos diabéticos. Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, mas a ação do hormônio é dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso leva a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando não é mais possível, surge o diabetes.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/12/15/noticia_saudeplena,155800/pesquisa-afirma-que-dose-de-vinho-ajuda-no-combate-ao-diabetes.shtml

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Por surto de zika vírus, ministério vai ampliar teste rápido de gravidez


O Ministério da Saúde vai ampliar o fornecimento de testes rápidos de gravidez para identificar mais rapidamente mulheres gestantes e prevenir a infecção pelo zika vírus. O vírus está relacionado com o nascimento de crianças com microcefalia -- até a última semana, foram registrados 1.761 casos.

Em metade dos cerca de 3 milhões de partos realizados no ano passado no Brasil as mulheres iniciaram o pré-natal apenas a partir de 12ª semana de gestação – entre três e quatro meses. Em casos de microcefalia relacionados ao zika, as gestantes foram infectadas antes desse período. Serão distribuídos 10 milhões de testes rápidos, segundo a pasta. 

O protocolo prevê ainda que seja informado na carteira da gestante se ela teve sintomas suspeitos do zika vírus. "Até então, o zika era considerado um primo benigno da dengue. Mas, com o surgimento dos casos de microcefalia, a atenção ao vírus está sendo dobrada", explicou Beltrame durante lançamento do protocolo para atendimento de gestantes e bebês. 

Cegueira, surdez e má-formação ocular
Além da microcefalia, foram relatados até o momento casos de cegueira, surdez e má-formação ocular congênita que podem ter relação com a infecção pelo zika vírus. No entanto, ainda não está comprovada a relação dessas doenças com o vírus transmitido pelo Aedes Aegypti.

"Estamos num processo de conhecimento de uma doença que ainda não se sabe qual é exatamente a extensão desse problema. Provavelmente estaremos na ponta da bibliografia mundial sobre o tema", afirmou Beltrame. A partir do protocolo lançado hoje, os médicos devem dar atenção especial aos testes do olhinho, da orelhinha e do pezinho, feitos logo após o parto. 

Estimulação precoce do bebê com microcefalia
Além do atendimento à gestante, o protocolo preconiza que crianças que nascerem com perímetro craniano entre 32,1 cm e 33 cm tenham atenção diferenciada --essas medidas não entram na notificação de microcefalia. "Quando se passar até 48 horas, elas passarão por uma nova medição, porque durante o parto, na passagem pelo canal, os ossos da cabeça do bebê podem sofrer um achatamento e diminuir o perímetro encefálico. Por isso é preciso medir de novo", afirma o secretário.

Se o bebê voltou a ser medido e continua com o mesmo perímetro encefálico, ele será submetido a uma ultrassonografia transfontanela, caso a fontanela do bebê (conhecida como moleira) esteja aberta. "Se não for possível fazer o exame ou se ele for inconclusivo, o bebê será submetido a uma tomografia. A ideia é evitar que bebês que não tenham indicação para tomografia sejam sujeitos a radiação e sedação", conta.

Após ser confirmada a microcefalia, é fundamental que comece o estímulo precoce do bebê, para que os danos no desenvolvimento da criança sejam minimizados.

"Existem hoje 136 Centros Especializados em Reabilitação e mais 65 estão sendo construídos. O importante é acolher a criança e estimulá-la do primeiro mês até os três anos de idade, que é quando se completa o ciclo de desenvolvimento neurológico. Com isso, é possível reduzir os danos, que vai depender do grau de sucesso no acompanhamento e da gravidade da má-formação", explica Beltrame.

Pré-natal e partos sem complicações
O secretário de Atenção à Saúde afirmou que a população não precisar "entrar em pânico", mas disse que "o medo calculado pode proteger a mulher e a criança da picada do mosquito e isso é absolutamente saudável". Ele esclareceu ainda que o pré-natal e a gestação de crianças micro encefálica não são de risco e salientou a necessidade de o primeiro ultrassom da gestação ser feito no primeiro trimestre. "Não para saber ser a criança tem microcefalia, mas para acompanhar a gestação de maneira mais completa."

O Ministério da Saúde ressaltou ainda que não há evidências de transmissão do zika por meio do leito materno, assim como por urina, saliva e sêmen, por isso a amamentação deve acontecer como principal fonte de alimentação do recém-nascido até os dois anos de idade, sendo exclusiva até os seis meses. 


Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/12/14/por-surto-de-zika-ministerio-vai-ampliar-teste-rapido-de-gravidez.htm

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Adesivo analgésico pode ser a solução para dores crônicas


Ibuprofeno é um medicamento pertencente ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e possui atividade analgésica, anti-inflamatória e antipirética (antitérmica). Hoje é amplamente utilizado para tratamento de febre e dores de intensidade leve a moderada (geralmente associadas a quadros de gripes ou resfriados). Também é utilizado para tratamento da  dor de garganta, dor nas costas, dor de dente, dor de cabeça, cólicas menstruais e dores musculares.

O fármaco é comercializado na forma de comprimidos, drágeas ou cápsulas. Mas agora cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e a empresa de pesquisa Medherant criaram o que eles dizem ser o primeiro adesivo de ibuprofeno, que ao entrar em contato com a pele libera o remédio e acaba com o sofrimento por 12 horas. O adesivo é feito de uma matriz de polímero carregada com a droga. Os idealizadores dizem que o adesivo retém até 30% do ibuprofeno, o que é maior que que a maioria dos géis disponíveis no mercado, que costumam contar, com apenas 10% do princípio ativo.

Os cientistas dizem que o adesivo trabalha de modo a garantir que essas altas cargas da droga continuem agindo com o passar do tempo, deixando que a difusão do ibuprofeno na pele ocorra durante o período de 12 horas. Isso significa que o adesivo pode deixar o usuário livre de dores metade de um dia. Pelo que os desenvolvedores dizem, o adesivo é bastante aderente à pele e enquanto o usuário se movimenta, o produto libera as dosagens da droga, o que prevenirá a necessidade de reaplicação durante o dia.

Acredita-se que o adesivo, possivelmente, será uma solução para dores crônicas localizadas, como dores nas costas e artrite. A droga neste novo formato, chegará no mercado em 2 anos!

Fonte: http://diariodebiologia.com/2015/12/sensacional-o-primeiro-adesivo-analgesico-de-ibuprofeno-pode-aliviar-a-dor-por-ate-12-horas/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Senado aprova licença de até um ano para mães de bebês prematuros

Brasil está entre os 10 países do mundo com as maiores taxas de prematuridade.


Nesta quarta-feira (09/12), o plenário do Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estende a licença-maternidade de mães de bebês prematuros. Atualmente, o período garantido em lei é de 120 dias. De acordo com o texto, a licença será estendida pelo período em que o recém-nascido estiver internado no hospital, mas tem o teto máximo de 1 ano. A PEC precisa agora passar pela Câmara dos Deputados.

Assim, o tempo da licença de 120 dias começará a contar a partir da alta hospitalar e não do nascimento do bebê como ocorre com crianças a termo (que nascem entre 37 e 42 semanas). O benefício vale para bebês nascidos entre a 20ª e a 30ª semana de gestação. 

Fica estabelecido também que o tempo máximo de licença será de 12 meses, sendo oito de internação e quatro de licença. “O tempo de internação será limitado a um máximo de oito meses'', disse em plenário o senador Aécio Neves (PSDB-MG), autor da proposta. 

A PEC foi aprovada por unanimidade em primeiro e segundo turno. Em ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está entre os 10 países do mundo com as maiores taxas de prematuridade.

Proposta parecida, formulada pela ex-senadora Marisa Serrano e apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) em outubro deste ano já havia sido aprovada no Senado. A diferença é que, neste texto, não existia o teto máximo de 12 meses e as mães de prematuros poderiam usufruir de todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença-maternidade.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/12/10/noticia_saudeplena,155803/senado-aprova-licenca-maternidade-de-ate-um-ano-para-maes-de-bebe-pre.shtml

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Ministro da Saúde decide distribuir repelente para gestantes de todo o país


Medida tenta conter surto de microcefalia associado ao zika vírus.

São Paulo - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quarta-feira, que o governo federal distribuirá repelente para as gestantes de todo o país como uma das ações de combate ao surto de microcefalia associado ao zika vírus.

A medida foi definida na terça em reunião do ministro com todos os governadores, em Brasília. "Vamos fazer uma parceria com o laboratório do Exército, que já produz repelente para os militares", disse ele, após participar de almoço do Lide, grupo de líderes empresariais, em São Paulo.

De acordo com o ministro, embora as ações federais contra o surto de microcefalia e zika sejam prioritárias para o Nordeste, região mais afetada, as grávidas de todos os Estados do País receberão o produto de forma gratuita.

Castro não informou quando a distribuição será iniciada, mas disse que o laboratório do Exército trabalhará em sua capacidade máxima de produção para iniciar a oferta dos repelentes o mais rápido possível.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/12/09/noticia_saudeplena,155795/ministro-da-saude-decide-distribuir-repelente-para-gestantes.shtml