quarta-feira, 11 de março de 2015

Cinco medicamentos para transtorno bipolar são incorporados ao SUS

O Ministério da Saúde incorporou os medicamentos clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona para o tratamento do transtorno bipolar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria com a decisão foi publicada na edição desta terça-feira (10) do Diário Oficial da União e entra em vigor hoje.
Clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros fins na rede pública, mas devem estar disponíveis também para o transtorno bipolar.
A expectativa é que em 2015 cerca de 270 mil pessoas sejam beneficiadas com o tratamento. O investimento este ano será cerca de R$ 90 milhões com os medicamentos.
O Ministério da Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma mais grave da doença afeta cerca de 2 milhões de brasileiros.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/03/10/cinco-medicamentos-para-transtorno-bipolar-sao-incorporados-ao-sus.htm

terça-feira, 10 de março de 2015

Malhar após o jantar ajuda no combate contra o diabetes

O aumento da quantidade de açúcares e gorduras no sangue, tornando o corpo insensível à quantidade de insulina — hormônio responsável pela redução da taxa de glicose —, caracteriza o diabetes tipo 2. Uma das principais recomendações às pessoas acometidas por essa doença metabólica é a prática de atividades físicas, principalmente para a prevenção de doenças cardiovasculares. Pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, identificaram o horário mais indicado para esse exercício estratégico: depois do jantar.
Nesse período, segundo Jill Kanaley, professor do Departamento de Nutrição e Fisiologia do Exercício da universidade, há redução maior da glicose e dos níveis de gordura. “Esse estudo mostra que não é apenas a intensidade ou a duração do exercício que é importante, mas também o momento em que ele ocorre”, analisa.

Para chegar à conclusão, Kanaley e seus colegas estudaram indivíduos obesos e com diabetes tipo 2. Em uma parte do experimento, os voluntários tiveram que praticar exercícios de resistência — flexão de perna e abdominais, por exemplo — antes do jantar. Em outra parte, repetiram as atividades 45 minutos depois de se alimentarem.

As análises indicaram que, nos integrantes do primeiro grupo, houve a redução do nível de açúcar no sangue. Nos do segundo, caíram as taxas de açúcar e de gordura. Em ambos os casos, ele consumiram uma refeição moderada composta, principalmente, por carboidratos.

Kanaley acredita que os resultados são essenciais também para quem acompanha os pacientes com a doença metabólica. “Saber que o melhor momento para a atividade física é após uma refeição permite aos cuidadores personalizar prescrições de exercícios para otimizar os benefícios”, diz. O pesquisador ressalta, porém, que as melhorias nos níveis de açúcar no sangue e gordura dos participantes tiveram curta duração; não se estenderam para o dia seguinte.

Por isso, a importância da prática regular do exercício após o jantar. “Além disso, é natural que os níveis hormonais dos indivíduos se diferenciem ao longo do dia. Isso é outro fator a considerar na determinação do melhor momento para o exercício”, complementa. O próximo passo do estudo será analisar por que a prática de exercícios físicos durante a manhã causa efeitos diferentes da prática após o jantar.

“Indivíduos que se exercitam na manhã têm geralmente em jejum por 10 horas de antecedência”, observa Kanaley, antecipando um fator que pode estar ligado aos efeitos distintos. O grupo de estudiosos também pretende entender as razões de os níveis hormonais afetarem nos resultados dos exercícios físicos.
"Saber que o melhor momento para a atividade física é após uma refeição permite aos cuidadores personalizar prescrições de exercícios para otimizar os benefícios” - Jill Kanaley, professor do Departamento de Nutrição e Fisiologia do Exercício da Universidade de Missouri.


Complicações diversas
As principais consequências do diabetes são complicações cardíacas, cegueira e doença vascular periférica. Nenhum tratamento mantém a glicose do sangue em níveis normais, de acordo com o Manual Merck de Informação Médica. O objetivo das intervenções é evitar que os níveis dessa substância sejam demasiadamente elevados ou baixos. Em 2013, segundo o Ministério da Saúde, 6,9% da população brasileira tinham o diabetes tipo 2. A prevalência da doença vem crescendo desde 2006, quando ela atingia 5,5% das pessoas que viviam no país.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/03/05/noticia_saudeplena,152384/malhar-apos-o-jantar-ajuda-no-combate-contra-o-diabetes.shtml


segunda-feira, 9 de março de 2015

Cigarro pode danificar o cérebro, diz estudo

Até que ponto fumar pode danificar o cérebro?  Um novo estudo, que incluiu mais de 500 fumantes do sexo masculino e feminino, ex-fumantes e não-fumantes, e que tinham em media 73 anos de idade, buscou avaliar os efeitos do cigarro sobre o cérebro.
A nova pesquisa, da Universidade MacGill, do Canadá, realizado exames de imagem do cérebro nestas pessoas, verificou que os fumantes atuais e antigos tinham um córtex cerebral mais fino do que aqueles que nunca fumaram. O córtex é a camada do cérebro onde ocorrem os processos de pensamento importantes, tais como memória, linguagem e percepção.
Os pesquisadores também descobriram que parar de fumar leva a restauração parcial da espessura do córtex, mas o processo é lento e incompleto. Ex-fumantes pesados e que não fumaram por mais de 25 anos ainda mantinham ainda um córtex mais fino do que os não-fumantes, descobriram os pesquisadores.
O córtex se torna mais fino com o envelhecimento em todas as pessoas, mas o fumo parece acelerar este desbaste. E, um córtex mais fino é associado com o declínio mental, disseram os pesquisadores.
Assim, segundo os autores, os fumantes deveriam ser informados de que os cigarros poderiam acelerar o afinamento do córtex do cérebro, o que poderia levar a problemas com o pensamento e memória.
O estudo foi publicado on-line em 10 de fevereiro de 2015 na revista Molecular Psychiatry.

Fonte: McGill University, news release, Feb. 10, 2015.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Comer demais pode ser um vício


Comer em excesso é uma das características do estilo de vida das populações ocidentais. Alguns tipos de alimentos são representativos desta situação. Quantos de nós já não sentiram a sensação de sair de uma pizzaria achando que exagerou? Ou então serviu-se de uma porção de sorvete na sobremesa e depois repetiu, e repetiu, até chegar ao fundo do pote? Este desejo incontrolável de comer e continuar comendo insaciavelmente, mesmo que isto depois provoque um sentimento de culpa ou depressão, está agora sendo melhor entendido pela ciência.
De uns anos para cá um conjunto de evidências científicas têm associado o desejo incontrolável por determinados alimentos ao processo de adição e dependência, tal qual ocorre com drogas ilegais. É uma adição ao alimento. A consequência é o aumento da ingestão calórica com um adicional energético que leva à obesidade.
Resultados de uma pesquisa recentemente publicados na revista científica PLOS ONE indicam que componentes de alguns alimentos podem levar a um processo de adição alimentar em que a pessoa ficaria "viciada" no alimento. O estudo refere resultados de outro trabalho demonstrando que alimentos com alto teor de açúcar e gordura afetam o cérebro da mesma maneira que drogas como heroína e morfina. Pessoas obesas com desejo incontrolável por determinados alimentos e que tiveram seus cérebros analisados por exames de imagens dinâmicos, apresentam um número menor de receptores de um neurotransmissor chamado dopamina em uma área do cérebro responsável pela sensação de recompensa. É o mesmo padrão encontrado nos viciados em drogas.
Biologicamente foi decisivo para os humanos primitivos sofrerem um processo adaptativo-evolutivo em que, com a dificuldade natural de obter alimentos e não dominando ainda a agricultura, os alimentos com maior densidade calórica causassem uma sensação maior de bem-estar, o que fazia que esta escolha fosse repetida, com todos os seus benefícios energéticos para aquela época.
Pois nos adaptamos, a espécie humana é um sucesso evolutivo absoluto e nosso cérebro continua o mesmo. No entanto, o progresso e a tecnologia trouxeram uma maior oferta de alimentos, principalmente de alimentos energeticamente densos e de absorção muito rápida pelo organismo, altamente palatáveis (alimentos processados/refinados com muito açúcar e gordura), e que nós ingerimos em uma quantidade muito maior do que necessitamos. Os receptores de dopamina não dão conta de toda esta satisfação dopaminérgica e para ter a mesma sensação de bem estar é necessário liberar mais dopamina, ou seja, precisamos de mais desses tipos de alimentos. Exatamente como ocorre com as drogas. Cria-se a adição (vício).
Este estudo apresenta evidências preliminares que alguns tipos particulares de alimentos podem induzir um comportamento de adição. Muitas vezes aquilo que parece ser uma falta de força de vontade do indivíduo obeso para evitar comer demais determinados alimentos é, na verdade, uma doença e deve ser abordada como tal. 
Autor: Equipe ABC da Saúde

Referência Bibliográfica


·         -PLOS ONE | DOI:10.1371/journal.pone.0117959 February 18, 2015

quinta-feira, 5 de março de 2015

Pesquisa liga café diário a artérias mais limpas


O consumo diário de algumas xícaras de café pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um conhecido fator de risco para doenças cardíacas, disseram pesquisadores sul-coreanos, o que deve reabrir o debate sobre os benefícios da bebida para o coração.
O estudo analisou mais de 25 mil funcionários homens e mulheres que se submeteram a exames de saúde de rotina no local de trabalho. Os resultados foram divulgados na publicação científica Heart.
Aqueles que bebiam uma quantidade moderada de café - de três a cinco xícaras por dia - tinham uma possibilidade menor de apresentar os primeiros sinais de doença cardíaca nos exames médicos.

Efeitos no coração
Os efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas. Alguns estudos relacionam o consumo da bebida a fatores de risco cardíaco, como maior colesterol ou pressão arterial. Já outras pesquisas sugerem, na verdade, alguma proteção cardíaca.
Apesar deste estudo, efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas
Neste estudo, pesquisadores usaram exames médicos para avaliar a saúde do coração. Eles buscavam, especificamente, qualquer doença nas artérias que irrigam o coração - as artérias coronárias.
Nas doenças coronárias, estas artérias ficam entupidas pelo acúmulo gradual de material gorduroso em suas paredes.
Pesquisadores usaram métodos para visualizar pequenos depósitos de cálcio nas paredes das artérias coronárias para ter uma pista inicial sobre a ocorrência deste processo da doença.
Nenhuma das pessoas incluídas no estudo tinha sinais visíveis de doença cardíaca, mas mais do que uma em cada 10 tiveram depósitos de cálcio visíveis em seus exames.
Os pesquisadores, então, compararam os resultados dos exames com o consumo de café diário anotado por cada um dos funcionários, levando em conta outros potenciais fatores de risco cardíaco, como tabagismo, exercícios físicos e histórico familiar de problemas cardíacos.
Pessoas que beberam algumas xícaras de café por dia apresentaram menos probabilidade de ter depósitos de cálcio em suas artérias coronárias do que as que bebiam mais do que isso ou simplesmente não bebiam nada.

Bem ou mal?
Os autores do estudo dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para confirmar e explicar a ligação.
O café contém cafeína estimulante e diversos outros compostos, mas não está claro se eles podem causar bem ou mal para o corpo.
Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, disse: "Embora este estudo destaque uma eventual ligação entre o consumo de café e um menor risco de obstruir as artérias, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados e compreender qual é a razão para essa associação".
"Precisamos tomar cuidado ao generalizar estes resultados porque são baseados na população da Coreia do Sul, que tem diferentes dietas e hábitos". 
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/pesquisa-liga-cafe-diario-a-arterias-mais-limpas.html

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ministério pretende retomar parceria com escolas para vacina do HPV



Sem conseguir atingir a meta da segunda etapa de vacinação contra o HPV, o Ministério da Saúde pretende retomar a parceria com escolas em nova campanha nacional.

Inicialmente, o governo esperava vacinar 80% das adolescentes de 11 a 13 anos até dezembro. No entanto, até esta terça (3), apenas 58% das meninas dessa faixa etária haviam tomado a segunda dose da vacina, que protege contra câncer de colo de útero.

Na primeira etapa, quando houve parceria com as escolas, 100% das meninas foram imunizadas.

O ideal, para a vacina ser mais eficaz, é que a segunda dose da vacina seja ministrada em até seis meses após a primeira –especialistas recomendam que o prazo máximo não ultrapasse um ano.

Em alguns municípios, como São Paulo, a parceria com escolas já está confirmada. O agendamento começa no dia 10. Agora, o governo quer estender a medida, por meio do Ministério da Educação, para escolas de todo o país.

O objetivo é proteger as meninas contra o câncer de colo de útero, uma das principais causas de morte por câncer em mulheres no Brasil.

De acordo com Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, para garantir a redução da circulação do vírus e a vacina ser eficaz, é necessário que todas as doses sejam ministradas. "Precisamos garantir que as meninas que começaram o esquema vacinal terminem", afirma.

O Ministério da Saúde não comentou os motivos da baixa cobertura vacinal na segunda etapa.

A campanha nacional de vacinação contra o HPV deve ser lançada na próxima semana. Além das meninas de 11 a 13 anos que ainda não receberam a segunda dose, serão ofertadas vacinas para garotas de 9 e 11 anos.

Outra novidade será a extensão da vacina para 33 mil meninas e mulheres no país de 9 a 26 anos com HIV/Aids.


Fonte: http://www.atribuna.com.br/mobile/atualidades/minist%C3%A9rio-pretende-retomar-parceria-com-escolas-para-vacina-do-hpv-1.432234

terça-feira, 3 de março de 2015

Fadiga crônica é uma doença biológica, não psicológica

Além de um cansaço constante, provoca dores de cabeça e musculares e dificuldades para se concentrar.

A fadiga crônica é uma doença biológica e não psicológica, que pode ser identificada por marcadores no sangue - segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (27/02) que alimenta as esperanças de descoberta de tratamento. O achado é "a primeira prova física sólida" de que esta síndrome é "uma doença biológica e não uma desordem psicológica" e que a enfermidade comporta "distintas etapas", afirmam os autores da pesquisa realizada pela Escola Mailman de Saúde Pública, na universidade de Columbia. O estudo foi publicado na revista especializada Science Advances.

Sem causa nem tratamento conhecidos, a síndrome da fadiga crônica, conhecida como encefalomielitis (ME/CFS), deixa os cientistas perplexos há tempos. Além de um cansaço constante, provoca dores de cabeça e musculares e dificuldades para se concentrar.

"Agora temos a confirmação de algo que milhões de pessoas que sofrem com a doença já sabiam: a ME/CFS não é psicológica", afirma Mady Hornig, professor associado em epidemiologia da Escola Mailman e principal autor do estudo.

"Nossos resultados devem acelerar o processo para estabelecer um diagnóstico (...) e descobrir novos tratamentos, já que pode se concentrar nesses marcadores sanguíneos", acrescentou.

Os pesquisadores examinaram os níveis de 51 marcadores do sistema imunológico no plasma de 298 pacientes e 348 pessoas saudáveis.

Descobriram que o sangue dos pacientes que sofrem de fadiga crônica há três anos ou menos apresentavam níveis mais elevados de moléculas chamadas citoquinas, o que não ocorre com quem não tem a doença.


Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/03/02/noticia_saudeplena,152442/fadiga-cronica-e-uma-doenca-biologica-nao-psicologica.shtml