quinta-feira, 24 de julho de 2014

O que as mulheres devem fazer para prevenir doença cardíaca.

Hoje são conhecidos dezenas de fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento de doenças e morte, sendo os principais: hipertensão, tabagismo, dieta pobre em frutas, uso de álcool, poluição ambiental, alto índice de massa corporal (sobrepeso e obesidade), aumento da glicose no sangue, baixa atividade física, dentre tantas outras. A importância específica de cada um destes fatores de risco pode, entretanto, variar conforme a região do planeta, sexo, faixa etária, etc. Um dos problemas das pesquisas na área da saúde - tanto básicas, quanto clínicas e epidemiológicas - é a dificuldade em considerar essas particularidades. Especialmente no que tange à saúde da mulher.
Pois agora, um recente estudo realizado na Austrália revela dados que podem contribuir enormemente para a prevenção de doenças cardíacas em mulheres. Os pesquisadores observaram, desde 1996, mais de 32 mil mulheres subdivididas em 15 diferentes grupos de idades, sendo o subgrupo mais jovem de 22 a 27 anos e o mais velho de 85 a 90 anos. As mulheres nasceram em diferentes períodos, de 1921 a 1926, de 1946 a 1951 e de 1973 a 1978.
O estudo analisou os quatro maiores fatores de risco para doenças cardíacas na Austrália - hipertensão, tabagismo, excesso de peso e sedentarismo - juntos, estes fatores são responsáveis por mais da metade das doenças cardíacas no mundo todo. A análise se concentrou na melhoria dos padrões de saúde com a ausência ou retirada de cada fator de risco, individualmente (nunca ter fumado ou manter peso ideal, por exemplo).
As mulheres do subgrupo mais jovem (22-27 anos) são as que mais fumam (28% do total), e isto aumentou o risco cardíaco em 59%. A proporção de fumantes se reduziu muito nos subgrupos mais velhos, chegando a 5% nas de 73-78 anos. Por sua vez a inatividade física vai aumentando dos 22 aos 90 anos. A conclusão dos pesquisadores é que nas mulheres acima dos 30 anos, até o final do 80s, o sedentarismo, individualmente, é o maior responsável pelas doenças cardíacas. Eles estimam que 150 minutos de atividade física por semana reduziria drasticamente o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, poupando milhares de vidas de mulheres anualmente. Nas mais jovens o tabagismo é o principal fator de risco.
Mulheres: Está claro que para viver mais e melhor, segundo as tendências atuais, o mais importante para as com menos de 30 anos é não fumar, e as com mais de 30 ter uma atividade física regular para o resto da vida.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Absurdos que Presencio!

Um homem que, em vez de se encantar com a imagem de uma mulher amamentando, fica excitado. Deve procurar ajuda, fica a dica!

Descoberta a ligação entre emoções negativas e doença cardíaca.

Já é antiga a noção de que emoções negativas, estresses intensos e crises vitais, como as que ocorrem como a perda de uma pessoa querida, separação, perda de emprego, aposentadoria etc., influenciam decisivamente a saúde. Por sua vez, várias pesquisas têm mostrado que sentimentos como a ansiedade, depressão e raiva aumentam o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC, derrame), sugerindo uma estreita relação mente-corpo. Até o momento, entretanto, não haviam evidências experimentais que esclarecessem os mecanismos pelos quais o estresse e a regulação das emoções podem afetar o funcionamento cardiovascular.
Resultados recentes de uma pesquisa publicada na revista científica Biological Psychiatry lançam uma nova luz sobre o assunto. Os cientistas investigaram as respostas do organismo de 157 adultos, homens e mulheres, de 30 a 54 anos, que foram solicitados a controlar suas reações emocionais ao serem expostos a figuras desagradáveis. Durante a exposição os participantes tiveram as suas atividades cerebrais medidas por meio da análise de imagem funcional. A região do cérebro que controla estas reações é a mesma que controla funções viscerais implicadas na regulação do sistema imunológico (chamada de córtex pré-frontal).
O sistema imune, ao ativar respostas inflamatórias, contribui de forma decisiva no desenvolvimento da aterosclerose e suas consequências, dentre elas, a doença cardiovascular e o derrame. A inflamação, por sua vez, está altamente associada a desordens afetivas, características da regulação emocional.
Os pesquisadores mediram a espessura das paredes da artéria carótida por ultrasonografia a fim de avaliar o grau de aterosclerose nos participantes. A inflamação foi medida pela dosagem da interleucina-6 no sangue, uma substância pró-inflamatória produzida pelo sistema imune que está associada a um maior risco de doença cardíaca. Esta substância também está aumentada com a maior atividade dos neurônios da córtex pré-frontal.
A interpretação dos dados obtidos no experimento indicou que a maior atividade da córtex pré-frontal, produzida pela tentativa de controle emocional frente à situação adversa, foi associada a maiores níveis de aterosclerose e de interleucina-6, o que levou os pesquisadores à conclusão de que a regulação cognitiva das emoções desencadeia uma ativação da resposta inflamatória por maior atividade da córtex pré-frontal, produzindo aterosclerose e afetando o sistema cardiovascular.
Estes resultados, além de contribuirem para um maior entendimento da relação mente-corpo, podem servir, no futuro, de suporte para produzir potenciais ações preventivas de doença cardiovascular.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Menos sal é igual a coração mais saudável.

Doença cardíaca é uma das principais causas de morte no mundo. O estilo de vida moderno, com muito estresse, ausência de atividade física e alimentação pouco saudável é responsável por aproximadamente 80% das doenças cardiovasculares. Dentre os vários fatores de risco que contribuem para doença cardiovascular, o principal é a pressão alta, responsável por 62% dos derrames e 49% dos ataques cardíacos.
Um dos fatores alimentares que é crítico para a o aumento da pressão arterial e suas consequências indesejáveis é o elevado consumo de sal. Resultados de estudos que avaliaram a redução do consumo de sal por um curto espaço de tempo indicam uma relação direta de dose resposta entre a ingestão de sal e a pressão arterial. A redução de 1 g de sal por dia contribui para a queda de um ponto (medido em milímetros de mercúrio - mmHg) da pressão sistólica (a mais alta das duas).
Agora, uma nova pesquisa, mais longa que as anteriores, realizada na Inglaterra, amplia a análise da relação entre sal e doença cardiovascular. No período de 2003 a 2011 houve uma redução de 15 por cento no consumo de sal. Neste mesmo período, as mortes por doença cardíaca caíram 40 por cento e por derrame 42 por cento. Esta associação expõe o impacto do consumo de sal na saúde da população.
Mesmo que vários outros fatores possam ter uma parcela de contribuição nestas reduções, é indiscutível a importância do sal como um fator isolado no controle da pressão arterial e de suas consequências.
Mesmo que tenha havido uma significativa redução no consumo de sal nos últimos anos, os pesquisadores alertam que o consumo na Inglaterra, continua acima do máximo recomendado por dia (que é 6g de sal). Isto ocorre em vários países ocidentais.
Uma das dificuldades para o controle da ingestão de sal é o crescente uso de alimentos industrializados na dieta do dia-a-dia. Estima-se que 75% do sal ingerido na dieta ocidental provenha da comida industrializada.
Estes resultados dão elementos para reforçar as campanhas institucionais para redução da ingestão de sal, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares e promovendo a saúde.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Comunicado Importante.

O mercado de assistência médica está atravessando por profundas mudanças,
uma delas e talvez a maior, se refere ao plano pessoa física.

As operadoras de grande porte como: Amil, Intermédica, Golden Cross, SulAmérica, Marítima, Porto Seguro, Allianz e Bradesco não comercializam mais o plano individual e familiar.

As empresas de assistência médica consideradas de pequeno porte que mantém ativo o produto pessoa física são: GreenLine, São Cristóvão, SANTAMÁLIA, Santa Helena, Trasmontano, Medtour, Medicol e Ameplan.

As Corporações de médio-grande porte que ainda disponibilizam o plano pessoa física são: Unimed Paulistana, Prevent Senior e Ômega.

Se você tem o plano pessoa física e quer mantê-lo, atenção para está dica:

Atraso superior a 60 dias no decorrer de 1 ano, cancela definitivamente seu plano de saúde.

Então veja bem, se você atrasou o pagamento da sua mensalidade, 09 dias em fevereiro, 13 dias em maio, 16 dias em agosto e 22 dias em outubro, em novembro seu plano de saúde estará cancelado.

E se o nome do convênio médico que você contratou está incluso neste primeiro grupo de empresas acima citado. Você não terá seu plano reativado, mesmo que você esteja no meio de um tratamento!

Por favor, faça com que está mensagem atinja o maior número possível de pessoas.

Quaisquer dúvidas, entre em contato conosco.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Álcool aumenta o Risco de Câncer.

A noção de que a ingestão regular de álcool é um fator prejudicial à saúde vem sendo minimizada nas últimas décadas. Este afrouxamento na restrição ao álcool ocorre por conta de resultados de pesquisas publicados na literatura médica, indicando que o consumo moderado de álcool pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
A partir destas observações surgiu o conceito do paradoxo francês. Na época destas observações, o consumo de gordura saturada na França era elevado, ao passo que a incidência de doenças cardiovasculares era baixa. Esta condição paradoxal foi atribuída ao elevado consumo de álcool pelos franceses (particularmente vinho tinto), o que exerceria um efeito protetor da doença cardiovascular. Isso abriu uma nova perspectiva nas recomendações médicas que tem levado a uma certa permissividade em relação à ingestão moderada de álcool pela população em geral.
Contrário a esta tendência, o recente relatório mundial da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), que é uma divisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que o consumo regular de qualquer quantidade de álcool aumenta o risco para vários tipos de câncer. Em 1988 a mesma Agência já havia declarado o álcool como um carcinógeno.
Apesar dos mecanismos do álcool causando câncer ainda não estarem completamente esclarecidos, o etanol é um carcinógeno comprovado e, além disso, bebidas alcóolicas possuem outras substâncias também carcinogênicas. Um dos produtos do metabolismo do álcool é o acetaldeído, que, assim como o álcool não metabolizado, quando em contato direto com as mucosas das vias aéreas e do trato digestivo superior, provocam sua hiperproliferação. Mesmo doses baixas podem aumentar o risco de câncer nestas áreas. O consumo de álcool também aumenta o risco de câncer de cólon, reto, fígado e de mama em mulheres.
Qualquer dose pode ser prejudicial. Segundo a OMS não há dose segura de álcool quanto ao risco de câncer. Além disso, já foi observada uma relação dose/resposta entre álcool e alguns tipos de câncer. Mesmo para o bebedor leve (social), o risco de câncer para orofaringe, esôfago e mama em mulheres é aumentado.
Fica enfatizado que as evidências dos efeitos prejudiciais do álcool à saúde, como um todo, são mais contundentes que as dos seus efeitos benéficos.
Este relatório da Organização Mundial da Saúde deve produzir a seguir novas orientações que sejam mais restritivas quanto ao consumo de álcool, em qualquer quantidade, pela população.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Efeitos da maconha sobre a saúde.

Em vários países vem sendo debatida a possibilidade de legalizar o uso de maconha, tanto para fins terapêuticos como recreacionais. Um dos principais eixos desse debate está relacionado aos potenciais efeitos prejudiciais da droga à saúde. Muitos estudos já foram realizados sobre este assunto, porém, devido à diversidade de abordagens e os tipos diferentes de ensaios desenvolvidos, apresentaram resultados conflitantes.
Para sistematizar e ponderar os principais resultados existentes, um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos produziu uma nova revisão de dados da literatura científica sobre os efeitos do uso da maconha para a saúde, que foi publicada recentemente na revista médica The New England Journal of Medicine.
O estudo aponta as evidências de vários efeitos adversos do uso da maconha sobre a saúde. Em torno de 9% das pessoas que experimentam a droga tornam-se adictas (ficam viciadas), e, se são consideradas somente pessoas com menos de 18 anos, esta proporção sobe para 17%.
Se o primeiro contato com a droga ocorre no período da pré-adolescência e adolescência, aumenta a chance de adição (vício). Além disso, a droga produz síndrome de abstinência, o que dificulta a pessoa parar de usá-la, e seu uso está associado a um maior risco de uso de outras drogas.
O uso da droga na adolescência traz um agravante. O cérebro humano se desenvolve desde o período antes do nascimento até os 21 anos de idade. Neste período de desenvolvimento o cérebro é muito mais vulnerável a agressores ambientais (como a maconha), e o déficit de desenvolvimento leva a efeitos permanentes. Adultos que fumavam maconha regularmente na adolescência apresentaram deficiências relacionadas com atenção, alerta, aprendizado e memória.
Outro aspecto abordado diz respeito à piora na capacidade de dirigir automóvel nos usuários de maconha. Este efeito é observado tanto de forma imediata após o uso, como também a longo prazo.
Os pesquisadores salientam que a noção que se tinha da maconha como uma droga inofensiva não combina com os crescentes efeitos adversos apresentados pelos usuários, e sugerem que esta incongruência pode ser devido ao aumento verificado nos últimos anos no conteúdo do principio ativo da maconha, o tetrahidrocanabinol, que pulou de 3% nos anos 80 para 12% em 2012.