sexta-feira, 11 de julho de 2014

Distribuir a ingestão de proteínas entre as refeições favorece a síntese de massa muscular.

O desenvolvimento e manutenção de uma massa muscular adequada é um fator importante na preservação da saúde. Com o avançar da idade é comum o desenvolvimento de um processo chamado de sarcopenia, denominação dada à redução do número de fibras musculares. Isto ocorre de maneira insidiosa e está relacionado a fatores de estilo de vida como dieta e atividade física. A massa muscular reduzida pode, por sua vez, afetar a força e o equilíbrio, aumentando a propensão a quedas e também diminuir a eficiência metabólica do organismo por menor utilização de glicose.
As proteínas são nutrientes importantes na manutenção do bom funcionamento do organismo, principalmente no que diz respeito à síntese de massa muscular. A quantidade de proteínas recomendada é de 60 gramas por dia. Em um recente estudo publicado na revista científica Journal of Nutrition, foi demonstrado que não só a ingestão diária da quantidade suficiente de proteína é importante para manter uma adequada síntese muscular, mas também a distribuição equilibrada das quantidades de proteína entre as três principais refeições é um fator crítico para a sua síntese mais eficiente.
A pesquisa incluiu adultos saudáveis que comeram 90 gramas de proteína por dia durante sete dias consecutivos, divididos em dois grupos. Um grupo recebeu 30 gramas de proteínas em cada uma das três refeições (café da manhã, almoço e jantar), o outro recebeu 10 gramas no café da manhã, 15 gramas no almoço e 65 gramas no jantar. A síntese proteica muscular em um período de 24 horas foi avaliada por meio de dosagens sanguíneas e biopsia muscular.
Os resultados indicaram uma síntese proteica muscular 25% maior no grupo que ingeriu a quantidade de proteína igualmente distribuída entre as refeições, quando comparado com o grupo de voluntários que ingeriu a maior parte da proteína no jantar. Os pesquisadores concluíram que, mesmo ingerindo uma quantidade total diária adequada, concentrar a ingestão da proteína na refeição da noite, além de reduzir a disponibilidade de proteína para a síntese e recuperação da musculatura durante o dia, torna a quantidade ingerida à noite maior do que aquela que pode ser efetivamente utilizada, correndo o risco do excesso não utilizado ser transformado em glicose ou gordura.
Então, para manter a musculatura em dia, além do exercício regular (principalmente os de resistência, como a musculação) e a ingestão diária adequada de proteína (60 gramas por dia), a distribuição desta ingestão entre as três refeições é um fator decisivo para um melhor resultado.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Exercício regular reduz incapacidade física na velhice.

A "terceira idade" é considerada como o período que se inicia quando o indivíduo atinge uma idade próxima à expectativa média de vida e vai até o final do ciclo de vida. Por natureza, o envelhecimento traz consigo uma redução na capacidade regenerativa dos tecidos e uma consequente diminuição da reserva biológica. Os idosos são mais propensos a doenças e problemas de mobilidade e equilíbrio, aumentando a possibilidade de quedas, deflagrando assim um ciclo de morbidade e hospitalizações, que, além de abreviar o período de vida, diminui muito a sua qualidade. Outro problema grave advindo da redução da mobilidade e equilíbrio é a perda da independência, já que pequenas ações corriqueiras, como subir alguns degraus de uma escada, apanhar um objeto do chão, pegar uma condução, etc., tornam-se, além de penosas, perigosas. Com o aumento da longevidade, observa-se um rápido crescimento no contingente de pessoas nesta faixa etária e sujeitas a esses problemas, caracterizando já uma questão de saúde pública.
Hoje já dispomos de uma grande quantidade de evidências científicas comprovando que a atividade física regular traz diversos benefícios à saúde da população. No entanto, eram poucas as pesquisas avaliando os efeitos da atividade física regular sobre a saúde e demais problemas que acompanham a idade, especificamente na faixa etária acima dos 70 anos. Preenchendo esta lacuna, foi publicado recentemente na revista científica Journal of the American Medical Association, um estudo que aborda diretamente esta questão.
A pesquisa teve início em 2010 e avaliou, por um período médio de 2,6 anos, 1635 voluntários, homens e mulheres sedentários, com idades de 70 a 89 anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos. Um recebeu uma intervenção de atividade física regular, que incluía caminhadas e exercícios de flexibilidade e resistência. O outro grupo recebeu, no lugar da atividade física, um programa de educação para a saúde na velhice. O principal desfecho avaliado foi a capacidade de movimentação, medida pela habilidade do indivíduo completar um percurso de 400 metros em um período de 15 minutos, sem parar para sentar ou requerer a ajuda de outra pessoa.
Os resultados apontaram que o grupo submetido à atividade física teve, estatisticamente, um desempenho significativamente maior que o grupo sem atividade física. Desses resultados pode-se concluir que programas de atividade física regular podem, além de melhorar a mobilidade (o que por si só reduz o risco de doenças e internações hospitalares), aumentar a independência (e por consequência a auto estima) do idoso.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sai a lista dos dez alimentos campeões de nutrição.

Que vegetais e frutas compõem o grupo alimentar mais saudável já é uma constatação científica indiscutível. São alimentos cuja ingestão está mais fortemente associada a uma redução no risco do desenvolvimento de doenças crônicas. Mas dentro desta classe de alimentos quais os melhores?
Para responder a esta pergunta, a pesquisadora americana Jennifer Di Noia criou e validou uma classificação dos alimentos em que são considerados mais potentes os que possuem a maior proporção de nutrientes básicos por 100 calorias. Foram analisados 47 alimentos. A importância para a saúde pública destes nutrientes (no total de 17) foi definida pela Organização de Alimento e Agricultura e pelo Instituto de Medicina, ambos sediados nos Estados Unidos. São eles, potássio, fibra, proteína, cálcio, ferro, tiamina, riboflavina, niacina, folato, zinco e as vitaminas A, B6, B12, C, D, E e K. O resultado deste trabalho foi publicado na revista científica Preventing Chronic Disease, na edição de 5 de junho de 2014.
O primeiro lugar, o alimento mais poderoso considerando este critério da relação nutriente/caloria, é o agrião, seguido, em ordem decrescente, por couve chinesa, acelga, folhas de beterraba, espinafre, chicória, alface (crespa, lisa, mimosa), salsa, alface romana e couve verde. Estas são as top 10. Todos elas contêm altos níveis dos 17 nutrientes principais.
Para nós brasileiros, chama atenção a presença de alimentos pouco valorizados por aqui, como o agrião, a acelga e a chicória, e pelo menos um que nem é considerado alimento, e na maioria dos mercados e feiras é jogado no lixo antes de ser colocado à venda, a folha de beterraba, que ocupa nada menos que o quarto lugar na lista. Um importante alimento desprezado por questões culturais.
A criatividade culinária pode inserir esses alimentos no nosso dia-a-dia de diversas formas. Refogados, assados, crus em uma salada, misturados entre si, etc. Comendo o alimento fresco, em sua forma natural, absorve-se a totalidade de suas vitaminas e minerais. Ao cozinhá-los, seja refogando, no vapor ou assando, muito pouco das suas propriedades nutritivas é perdido, sendo considerada esta perda insignificante do ponto de vista nutricional. O meio de cozimento que deve ser evitado é a fervura, esta sim produzindo perdas significativas de nutrientes. Caso você ferva o vegetal, recomenda-se usar a água da fervura para molho ou caldos, já que ali vai estar depositada boa parte dos nutrientes que o vegetal perdeu.
Esta classificação serve como uma potente ferramenta para a educação nutricional, para a fixação de diretrizes de alimentação e saúde pública, e também como um guia pessoal para o nosso dia-a-dia, seja quando estamos cozinhando ou escolhendo nossa refeição no cardápio ou no bufê do restaurante.
Fonte
-Preventing Chronic Disease – Vol. 11 –June 5, 2014 doi.org/10.5888/pcd11.130390

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Novo sistema permite acesso dos consumidores a dados cadastrais dos planos de saúde.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criou um sistema que permite agora o acesso dos consumidores às informações cadastrais dos planos de saúde. É o COMPROVA, pelo qual é possível fazer a consulta de forma ágil e também a emissão de comprovante desses dados.

O sistema verifica o nome completo do consumidor, data de nascimento, nome completo da mãe do consumidor e os números do CPF e do Cartão Nacional de Saúde. Basta acessar o Espaço do Consumidor no portal da ANS para verificar os dados disponíveis. Caso algum dado esteja incorreto, é possível, por intermédio do próprio site, informar o erro para que a Agência cobre da operadora de planos de saúde a correção das informações.

A consulta online possibilita também ao consumidor acessar o Código de Controle Operacional (CCO), número que o identifica como beneficiário de plano de saúde na ANS. Esse código é uma espécie de CPF do consumidor na saúde suplementar. No futuro, tendo apenas esse número, será possível consultar o Guia de Planos para fazer a portabilidade e consultar pela internet a rede credenciada do respectivo plano de forma georreferenciada.

Além disso, a melhora no dado cadastral permitirá à Agência aumentar ainda mais a eficiência da cobrança de operadoras de planos de saúde pelo ressarcimento dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é que, com a identificação mais ágil do plano ao qual o consumidor está vinculado, questões como abrangência e cobertura fiquem mais fáceis de ser identificadas, facilitando, por consequência, o ressarcimento.

A legislação da saúde suplementar determina que as operadoras de planos de saúde informem à ANS os dados cadastrais dos beneficiários. “Com o novo sistema online, o consumidor terá maior controle sobre suas informações, melhorando a qualidade do seu dado cadastral e o próprio atendimento da ANS, caso ele necessite", afirma o Diretor de Desenvolvimento Setorial, Bruno Sobral.

domingo, 18 de maio de 2014

Aplicativos úteis

Prezado(a)s Clientes! Aqui está uma lista de aplicativos úteis relacionados à assistência médica, disponíveis no Google Play gratuitamente, que podem te ajudar a cuidar da saúde.

Operadoras de Assistência Médica:
Amil Clientes.
Porto Seguro.
NotreDame Seguradora.
SulAmérica Saúde.
Guia Médico Seguros Unimed.

Informações e Serviços Médicos:
Link Bulas - Bula de remédio.
Saúde mais fácil - Pronto socorro e farmácia.
Totvs Guia Saúde - Médicos. Link Cid - Código internacional de doenças.
Dr. Drauzio - Primeiros Socorros.

Brasil padrão FIFA

Sei dos problemas que existem em nosso país, mas não estamos no caos que Jérôme Valcke da FIFA afirma venenosamente em suas entrevistas. Ele se especializou em falar mal do Brasil!